Archive for abril \30\UTC 2010

CONEXÃO DEMOCRATA-PFL

abril 30, 2010

Matéria especial da revista Carta Capital inclui uma empresa de informática de Santa Catarina em contratos com o governo do Distrito Federal na gestão José Roberto Arruda.  Estabelece, também, conexões da Knowtec com o Diretório Nacional do DEM e com lideranças do partido no Estado.  A Companhia da Informação, empresa de consultoria com sede em São Paulo, contratada pela Knowtec,está  emitindo nota sobre a polêmica.  Parte  da reportagem de Leandro Fortes informa:

         “O PSDB ainda mantém outras frentes na internet. Participam da tropa virtual as empresas Knowtec e Talk Interactive. A primeira, com sede em Florianópolis, tem uma longa lista de serviços prestados ao antigo PFL, atual DEM, por meio de uma ligação histórica com o ex-senador Jorge Bornhausen. Em Brasília, tem como cliente a Confederação Nacional de Agricultura, presidida pela senadora Kátia Abreu. Quando o PFL mudou de nome em 2007, o novo portal do partido na internet foi montado pela Knowtec.
        As duas empresas são administradas pelo mesmo executivo, o engenheiro Luiz Alberto Ferla. Jovem e atual conselheiro político da Juventude DEM, Ferla está à frente do Instituto de Estudos Avançados (IEA) de Florianópolis, ONG dona de um contrato de 4,6 milhões de reais com a prefeitura de São Paulo assinado sem licitação. O contrato prevê uma consultoria voltada à reformulação do portal de notícias da prefeitura paulistana, obra que, no fim das contas, saiu por cerca de 500 mil reais. Após o contrato vir a público, o prefeito Gilberto Kassab decidiu cancelá-lo.
         A Knowtec foi a primeira empresa brasileira a ir aos Estados Unidos, no ano passado, em nome dos tucanos, para tentar contratar os marqueteiros virtuais que fizeram sucesso na campanha do presidente democrata Barack Obama. Joe Rospars, da Blue State Digital, e Scott Goodstein, da Revolution Messaging, acabaram, porém, por fazer uma opção ideológica. Preferiram negociar com a Pepper, de Brasília, para então fechar um contrato de consultoria para o PT. Alegaram não trabalhar em campanhas de partidos conservadores.”

 Fonte: Moacir Pereira

DEFESA CIVIL DE ITAJAÍ

abril 29, 2010

A Defesa Civil de Itajaí é pura politicagem, o tal do major só fala no dinheiro que foi pra Bahia. Ele deveria era dizer quantos projetos ele apresentou para o governo federal e para o governo estadual? aonde está o mapa de emergência nos bairros? quantos botes a defesa civil comprou? quais as escolas estão preparadas para a população em caso de emergência? quantos barcos Itajaí tem? quantos gipes Itajaí tem? Na boa né seu major vá trabalhar pela população da nossa cidade…..

VEJAM OS VOTOS DO SERRA NA CONSTITUINTE

abril 27, 2010

COMO SE COMPORTOU JOSÉ SERRA NA CONSTITUINTE

a) votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas;

b) votou contra garantias ao trabalhador de estabilidade no emprego;

c) votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias;

d) votou contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo;

e) negou seu voto pelo direito de greve;

f) negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário;

g) negou seu voto pelo aviso prévio proporcional;

 h) negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical;

i) negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio;

j) negou seu voto pela garantia do salário mínimo real;

Fonte: DIAP — “Quem foi quem na Constituinte”;pag. 621.

CONEXÃO SOCIAL

abril 26, 2010

VAGAS EM CRECHE

O município de Itajaí tem uma fila de mães que aguardam vagas nas creches para seus filhos, até agora foram só promessas e nada de concreto para atender essas mães que passam por um apuro danado para trabalharem e dá conta de cuidar das suas crianças. O ex-prefeito Volnei Morastoni-PT construiu em quatro anos dezesseis novas creches na cidade, fora as reformas e ampliação de várias outras. A demanda era tanta que nem assim conseguiu zerar a demanda, agora passaram-se um ano e quatro meses do atual governo e apenas uma creche inaugurada. A Secretaria Municipal de Educação assumiu um compromisso público que durante este ano ainda será inaugurada mais nove creches. As mães de itajaí aguardam ansiosas e muitas em desespero as novas creches…

FALTA CURSOS PARA A JUVENTUDE

Com o mercado de trabalho cada dia mais disputado é importante a preparação da nossa juventude para enfrentar esse dilema do mundo capitalista, aqui em itajaí há uma escassez de escolas que preparem nossa juventude. Aonde temos alguns cursos oferecidos para os jovens continuam reproduzindo aqueles cursos de mão-de-obra barata manicure, pedicure, panificação e bordado. O IFET Instituto Federal de Santa Catarina que era para começar as atividades este ano, não se tem nem previsão de conclusão das Obras. A expectativa é grande em torno desta escola técnica, só lembrando que o ingresso dos jovens nesta escola é feita por seleção. Porisso precisamos inclusive desde já preparar nosso jovens, caso contrário iremos ter uma escola técnica na cidade mais ocupada por jovens das outras cidades. Que seria legítimo….

ITAJAÍ NÃO TEM CRIANÇAS ESMOLANDO

Pouca gente percebe, mais nossa cidade hoje não tem crianças esmolando pelas ruas, sinaleiros ou cuidando de carros na beira-rio. Também não temos crianças com caixa de engraxate pelas ruas, é importante preservar a nossa cidade nesse patamar de cidade média sem crianças de rua. Lembro que há uma diferença entre crianças de rua e crianças nas ruas, crianças de rua “são aquelas que perambulam pelas ruas e dormem na rua, crianças nas ruas tem sempre um lar para dormirem”. desafio qualquer cidadão a visitar qualquer cidade que tenha o tamanho de Itajaí, e compare a diferença? Parabéns ao trabalho do Conselho Tutelar de Itajaí por esse trabalho que poucos conseguem enxergar.

ACABARAM COM O PROJETO ESCOLA ABERTA

Não consigo entender o motivo para acabaram com o Projeto Escola Aberta, quero lembrar aos iluminados que esse projeto era uma integração das famílias com a escola. Centenas de crianças e jovens que não precisavam mais pular o muro da escola para fazer uso da quadra ou do campo da escola aos finais de semana. Sem falar na redução das brigas envolvendo nosso jovens aos finais de semana, quantos Pais iam até a escola para uma tarde de lazer com seus filhos, seus vizinhos. Enfim, o espaço está aberto para a resposta da Secretaria Municipal de educação responder?

AJUSTES PT X PMDB

abril 25, 2010

Prestes a fechar uma aliança com o PT para a disputa presidencial, indicando o vice na chapa encabeçada por Dilma Rousseff, o PMDB prepara um levantamento sobre quais são as condições de viabilidade da aliança em cada um dos estados brasileiros. Disparado, a situação mais complicada é a de Minas Gerais, onde os desentendimentos entre PT e PMDB podem comprometer a aliança nacional.

“Se o PT insistir na candidatura própria em Minas, fica muito difícil a gente dizer que vai apoiar ou forçar o partido a apoiar a Dilma. Nesse caso, vamos ver se liberamos todo mundo ou trabalhamos pela candidatura própria. Vejo dificuldade em vários locais, mas as de Minas podem funcionar como um estopim”, adianta o presidente do PMDB mineiro, o deputado federal Antônio Andrade.

Para avaliar as situações das alianças, peemedebistas ligados à Fundação Ulysses Guimarães percorrem todas as regiões do país, em um programa denominado Estradas e Bandeiras. A finalidade é levantar elementos para a formação do plano de governo do partido e mapear as dificuldades.

Neste sábado, a reunião aconteceu no Nordeste. O Centro-oeste e o Norte já foram mapeados. O Sul será nesta semana e o Sudeste no primeiro final de semana de maio. O objetivo é que, no máximo até o dia 15, o partido tenha um mapa da situação Estado por Estado. Por isso, a direção nacional anunciou que pretende “zerar” as pendências com o PT nos estados até a metade de maio. “Zerar as pendências eu acho que não tem como. Cada um tem a sua peculiaridade. No PMDB, aquele grande partido, cada um faz o jogo que lhe interessa”, admite Regina Perondi, uma das integrantes da comissão responsável pelo programa e esposa do deputado federal gaúcho Darcísio Perondi, que já avisou que não haverá palanque do PMDB para Dilma no Rio Grande do Sul.

Assim como Perondi já fez sua avaliação, antes que o mapeamento fique concluído, os peemedebistas têm um esboço de seu desenho. Sabem que, em alguns estados, as lideranças locais já começaram a subir o tom do discurso.

Nas avaliações feitas pelo PMDB, em alguns estados, como o Acre, não há possibilidade de entendimento. “Aqui não existe a mínima chance de aliança. Nenhum peemedebista entraria em uma campanha desse tipo. No Acre nós gostamos do Temer (Michel Temer, presidente do PMDB nacional e da Câmara dos Deputados, cotado para vice de Dilma), somos eleitores dele, mas, nessa aí, não tem como”, resume o presidente do PMDB no Acre, deputado federal Flaviano Melo.

Confira a seguir como o PMDB esboça os cenários em cada um dos estados.

SUL
Rio Grande do Sul – PT e PMDB são adversários históricos. O PMDB defende a candidatura própria do partido à presidência da República. Sabe que ela não vai vingar, mas marca posição e ganha tempo em relação a uma definição. O candidato ao governo do Estado, José Fogaça diz que cumprirá a decisão partidária. O senador Pedro Simon, presidente estadual da legenda, é simpático a Dilma, mas a maior parte das lideranças partidárias assegura que fará campanha para José Serra (PSDB). A avaliação feita pela cúpula peemedebista é de que as resistências existentes pelo Estado impedirão a candidata do PT de subir no palanque peemedebista.

Santa Catarina – o PMDB lançou candidato próprio, o presidente do partido, Eduardo Pinho Moreira. Ele quer que a senadora Ideli Salvati, pré-candidata do PT ao governo, retire a candidatura. Caso contrário, ameaça fazer campanha para Serra.

Paraná – A situação está indefinida. O PMDB lançou candidatura própria, a do atual governador Orlando Pessutti, mas as bancadas pressionam por uma aliança com o PSDB como forma de preservar seu espaço. A definição pode acontecer se o ex-governador Roberto Requião (que deixou o cargo para participar da corrida eleitoral, e é apresentado pela parte do partido que deseja candidatura própria à presidência da República como seu pré-candidato) disputar uma vaga ao Senado, em aliança branca ou expressa com o pré-candidato do PSDB ao governo, Beto Richa, que também deixou a prefeitura de Curitiba para concorrer.

SUDESTE
Minas Gerais – O segundo maior colégio eleitoral do país é considerado por petistas e peemedebistas como o com a situação mais delicada. O pré-candidato do PMDB ao governo é o senador Hélio Costa, ex-ministro das Comunicações, que lidera as pesquisas. O PT assegura que vai apresentar candidato e realiza prévias em 2 de maio entre o ex-ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel. O PMDB já ameaçou retirar seus votos da convenção do partido, inviabilizando a aliança nacional com o PT, caso os petistas não capitulem, ou apoiar Serra pelas mãos do ex-governador Aécio Neves (PSDB), que exerce grande influência sobre as bancadas dos dois partidos e se desincompatibilizou para disputar o Senado. Seu vice, Antônio Anastasia, assumiu o governo e é o pré-candidato tucano ao Palácio da Liberdade.

São Paulo – Desde o início da disputa o PMDB consolidou apoio a Serra e não tem candidato ao governo estadual. Orestes Quércia, presidente do partido, concorre a senador na chapa de Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB ao governo, que lidera as pesquisas de intenção de votos. O pré-candidato do PT é Aloizio Mercadante.

Rio de Janeiro – A princípio o palanque do governador Sérgio Cabral (PMDB) está garantido para Dilma. O governador, que disputa a reeleição, contudo, não admite que Dilma suba também no palanque de Anthony Garotinho, pré-candidato do PR.

Espírito Santo – Está garantido o palanque duplo PMDB/PT. O pré-candidato do PMDB ao governo é o vice-governador Ricardo Ferraço, que terá o apoio dos petistas. Estes indicarão um candidato ao Senado.

CENTRO-OESTE
Mato Grosso – Palanque do PMDB será de Dilma. O candidato ao governo do Estado é o atual governador, Silval Barbosa (PMDB). Vice de Blairo Maggi (PR), ele assumiu quando Maggi se desincompatibilizou para disputar o Senado, como seu companheiro de chapa. A outra vaga do Senado na chapa é do deputado federal petista Carlos Abicalil, mas parte do PT diz que vai apoiar o candidato do PSB ao governo.

Mato Grosso do Sul – O governador André Puccinelli (PMDB) disputa a reeleição e tem aliança consolidada com PSDB e DEM.

Goiás – O ex-prefeito de Goiânia e pré-candidato do PMDB ao governo, Iris Rezende, oferece palanque para Dilma, mediante algumas condições. Rezende disputa a eleição com o senador Marconi Perillo (PSDB), que venceu a mesma disputa em 1998 e em 2002.

Distrito Federal – o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do DF e administrador de Ceilândia, Rogério Rosso (PMDB), eleito recentemente por votação indireta, tem uma composição quase ajustada. Mesmo que os dois partidos não fiquem juntos, há garantia de dois palanques para Dilma.

NORTE
Acre – guerra declarada entre PMDB e PT, sem possibilidade de palanque. O pré-candidato do PT é o senador Tião Viana. O do PMDB é Rodrigo Pinto. Petistas e peemedebistas asseguram que a candidata mais forte à presidência da República no Estado é a senadora Marina Silva (PV).

Amapá – A negociação da aliança é comandada por José Sarney e está vinculada ao desenrolar dos fatos no Maranhão, onde PT e PMDB locais estão em conflito.

Amazonas – O governador Omar Aziz (PMN) tem o apoio do PMDB pois era vice de Eduardo Braga (PMDB), que saiu do cargo para a disputa ao Senado. Porém, o senador e ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR), também é pré-candidato, e teria o apoio de Dilma. O PMDB trabalha com a possibilidade de Aziz oferecer apoio a Serra se for excluído, apesar de ele já ter se manifestado em contrário.

Pará – No Pará há conflito entre a governadora Ana Júlia Carepa (PT), que disputa a reeleição, e o deputado federal Jader Barbalho (PMDB), bem colocado em pesquisas tanto para a corrida ao Senado como para o governo. Os petistas trabalham para que Jader dispute uma vaga ao Senado na chapa, mas lideranças do PMDB querem lançá-lo ao governo, o que inviabilizaria a aliança e comprometeria o palanque da chapa presidencial.

Rondônia – A tendência do PMDB, que tem como pré-candidato ao governo Confúcio Moura, é de liberar os filiados. O pré-candidato do PT é o deputado Eduardo Valverde.

Roraima – Terra do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB), que disputa a reeleição, e uniu os partidos, garantindo palanque para ele e para a chapa presidencial.

Tocantins – A princípio, haverá palanque. O atual governador, Carlos Henrique Gaguim (PMDB), que permanece no cargo, disputa a reeleição e quer o apoio do PT.

NORDESTE
Alagoas – O senador Renan Calheiros (PMDB), candidato à reeleição, trabalha para reforçar o palanque de Dilma. PMDB e PT apoiam o pré-candidato do PDT, Ronaldo Lessa, ao governo.

Bahia – O PMDB considera que há uma “guerra sem quartel” entre o PMDB e o PT locais. Na avaliação dos peemedebistas, o ex-ministro da Integração Nacional, o deputado Geddel Vieira Lima, pré-candidato do PMDB, tenta manter a ideia do duplo palanque. Mas, se o governador Jaques Wagner (PT) levar a exclusividade, Geddel pode rapidamente mudar para o lado de Serra.

Ceará – Situação é confusa, na avaliação dos peemedebistas. O governador Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro Gomes, é candidato à reeleição. O PT anunciou que apoiará Cid, mas lançará ao Senado a candidatura avulsa do ex-ministro da Previdência, José Pimentel. O governador socialista pretende ter como companheiros de chapa para o Senado o deputado federal Eunício Oliveira (PMDB) e o senador Tasso Jereissati (PSDB).

Maranhão – No Maranhão a disputa entre os Sarney e o PT atrapalha o palanque. A governadora Roseana Sarney (PMDB) é candidata à reeleição. O PT do Maranhão, contudo, apoia o pré-candidato do PCdoB, o deputado federal Flávio Dino. O clã Sarney solicita intervenção federal, o impasse segue e a situação é avaliada como delicada.

Paraíba – Peemedebistas consideram com 100% de aprovação a aliança e o palanque PMDB/PT. O pré-candidato do PMDB ao governo é o governador José Maranhão.

Piauí – PMDB e PT são aliados. O ex-governador, Wellington Dias (PT), saiu do cargo para concorrer ao Senado.

Pernambuco – O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), apresentado como pré-candidato ao governo, disputará a eleição com o atual governador, Eduardo Campos (PSB). Campos tem o apoio do PT e Vasconcelos fechou com o PSDB e José Serra, mas está impondo algumas condições que incomodam aos tucanos. Apesar disso, o PMDB considera nulas as probabilidades de palanque para Dilma.

Rio Grande do Norte – PMDB e PT não têm candidatos ao governo e negociam apoios. O PMDB está dividido na eleição estadual. Mas o deputado federal e líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, e o senador Garibaldi Alves Filho, que concorre à reeleição, estão alinhados na questão da chapa presidencial. É onde, na avaliação do PMDB, Dilma pode ter o maior palanque.

Sergipe – O governador Marcelo Déda (PT) vai disputar a reeleição e tudo indica que conte com o apoio do PMDB, com palanque garantido para Dilma.

 Fatima Benfica

CIRO GOMES – MUITA FALA E POUCO DISCURSO

abril 25, 2010

As grandes metrópoles domam os políticos pela força da opinião pública e dos fazedores de opinião. Isso é antigo. Vem do conceito de cidade e de cidadania. No espaço político da cidade se processa a retórica das propostas e da rejeição às mesmas. Os políticos das pequenas cidades e das regiões periféricas, falam de suas pequenas cátedras ou púlpitos, como pregadores incontestados. Às vezes até adquirem graça pelos impulsos oratórios desarvorados e arrogantes. Ciro Gomes, um grande político de província, carrega os dissabores e alguns méritos desse falar solto, mais fruto da emoção do que da reflexão estratégica. No bojo do discurso lançou-se candidato à presidência, sem combinar antes com o partido e os aliados. Acertou com o Lula, que já tinha um candidato e que não era ele. Mudou de domicílio eleitoral sem a convicção de que seria candidato do novo domicílio. Estigmatizou a candidatura Serra para depois se contradizer. Nunca apoiou a Dilma porque de fato apoiava a si mesmo. Seu partido hoje quer reeleger alguns governadores com possibilidades, deputados e senadores onde puder. Prefere o apoio logístico do Lula do que a candidatura incerta de seu líder, Ciro Gomes. Ciro continua falando alto, mas sozinho. Suas últimas declarações ao IG deixaram o PT mudo e o Lula furioso. A ira do Ciro é tal que qualificou seu adversário José Serra, colocando-o bem acima de Dilma na capacidade de controlar as crises de câmbio. Ciro é, assim, mais uma novidade política que se perde antes da estréia.