UM VICE DISTRAIDO COM AS CONTAS

 

Está pipocando em blogs, na rede de microblogs (twitters) e nos onlines, que o “papa” deles é o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), o ungido como vice-presidente na chapa da oposição ao Palácio do Planalto encabeçada por José Serra (PSDB-EM-PPS). Serra ainda não confirmou, mas já se derramou em elogios ao companheiro. A conferir. Vamos aguardar se a cúpula oficial da campanha demotucana confirma.

Confirmado, sai de baixo, temos ai a mais precisa indicação de que a opção deles é pelo jogo bruto na campanha. O senador tucano paranaense é o autor intelectual – em parceria com a VEJA – do Dossiê dos Cartões Coprorativos e do caso Lina vieira – esse, em dobradinha com a Folha de S.Paulo – a ex-secretaria da Receita Federal com a qual tentaram forjar um escândalo inventando que ela teve um encontro com a ministra Dilma Rousseff  quando esta teria intercedido pelos Sarneys.

Tem suas digitais, também, a constituição da defunta CPI da Petrobras. Essa campanha contra a empresa, teve nele um dos mais ativos articuladores. Toda a mídia se engajou e não deu em nada porque a estatal não tinha nada a esconder. O parlamentar paranaense, agora ice de Serra, é um dos parlamentares que mais espaço ganha na Rede Globo quando cria seus factóides, desde que sejam contra o governo.

Distraido na declaração de bens a Justiça

Álvaro Dias só é um senador um tanto quanto desatento quanto aos seus deveres: em 2006 candidato a senador esqueceu-se de declarar R$ 6 milhões de seu patrimônio à Justiça eleitoral, conforme mostrou reportagem de Época, edição de 7 de agosto do ano passado. De acordo com o publicado na revista, na campanha leitoral daquele ano Dias informou que tinha um patrimônio de R$ 1,9 milhão composto por 15 imóveis entre apartamentos, fazendas e lotes em Brasília e no Paraná.

O patrimônio era pelo menos quatro vezes maior. Sem contar que ele deixou de declarar contas bancárias e aplicações em fundos de investimento resultantes da venda por R$ 5,3 milhões de uma fazenda que disse ter recebido de presente de seu pai, de 36 hectares, em Maringá, no Norte do Paraná. O candidato a vice-presidente tucano (caso se confirme) lembrou que essa omissão não é ilegal e justificou-se que omitiu esses valores porque queria se preservar. “Não houve má intenção”, jura candidamente.

Com a chapa puro-sangue Serra dá um chega pra lá em seu principal aliado – e no mais recente, o PTB – que tentou desesperadamente que o escolhido fosse de seus quadros, o deputado José Carlos Aleluia (BA) ou Valéria Pires Franco (PA), ex-governadora do Pará.

Fonte: Blog do Zé

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