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A CAMPANHA DE DILMA NA INTERNET

julho 23, 2010

Responsável até o início deste ano pelo megaevento nerd Campus Party, Marcelo Branco coordena há cerca de três meses a campanha de Dilma à Presidência nas redes sociais. Foi ele o responsável por fazer a candidata twittar pelo @dilmabr – diz ele que por conta própria, num notebook que anda sempre a tiracolo com a petista. Mas é dele também a tarefa de mobilizar os internautas a fazerem campanha espontânea.

Seja para fazerem um vídeo engraçadinho como DilmaBoy ou aproveitarem comunidades no Orkut já existentes, ele já viajou todos os estados do Brasil reunindo-se com blogueiros, twitteiros, orkuteiros, etc. Segundo Branco, uma campanha como a do presidente americano Barack Obama “foi construída pelos apoiadores — não por agências”. É o que Marcelo Branco declara ao jornalista-blogueiro Rodrigo Martins, editor de Mídias Sociais do Estadão.

A campanha está começando agora. Já vemos uma grande movimentação dos candidatos pelo Twitter. Como você vê isso?

Acho que o Twitter é uma ferramenta indispensável para o processo eleitoral. Mas o candidato estar no Twitter é apenas uma pequena parte da campanha no Twitter. O perfil da Dilma é ela mesma quem atualiza. Nossa opção foi que a campanha da Dilma no Twitter fosse o conjunto de pessoas que estão se mobilizando para fazer a campanha dela nas redes sociais. E não somente ela.

Não estamos centrando a campanha e avaliação da campanha dela pelo Twitter a partir só do que ela posta. Inclusive por questões legais, até de postura como candidata, ela tem que ter uma postura diferente que nós apoiadores, dos outros Twitters da campanha, podemos fazer de interação. O resultado tem sido positivo. Todas as medições que a gente fez no Twitter nos últimos dois meses apontam vantagem de citações positivas da Dilma nesta rede social.

Como vocês fazem essas medições?

Temos ferramentas que fazem buscas nas redes sociais, em cima do nome do candidato, palavras chaves. Em março, quando começamos, estávamos muito atrás do Serra, pois ele estava lá há um ano e meio. Mas mudou muito. Nas redes sociais, pelo que medimos, é a campanha que tem a maior presença. Pois fizemos uma opção de não investir apenas nos canais oficiais da campanha.

Optamos por aproveitar os espaços da internet já consolidados, as redes já existentes, como espaço para estimular e aproveitar para a campanha. Há uma comunidade do Orkut, por exemplo, que está há cinco anos na internet, que tem 98 mil pessoas que apóiam a Dilma. Daí a gente pega outra de mil, de 20 mil. No Facebook é a mesma coisa.

As comunidades oficiais da Dilma no Orkut, no Twitter, no Facebook, são espaços institucionais. No entanto, estamos usando outros Twitters, como o @dilmanaweb, @dilmanarede, que são Twitters de mobilização da campanha. A gente não constrói reputação na rede em pouco tempo. Então, não tem como, em dois meses de campanha, quereremos construir uma reputação e uma presença massiva na rede.

Temos hoje 128 blogs cadastrados, que são blogs espontâneos de apoio, muitos com audiência muito próxima à do blog oficial da candidata. A nossa estratégia nas redes sociais é estimular que nossos apoiadores construam conteúdos multimídia. Não vamos deixar de construir na agência (de publicidade). Mas estamos apostando muito nessa idéia de que o apoiador precisa construir o conteúdo.

Como o DilmaBoy?

Sim. Nós nunca tínhamos ouvido falar desse cara. É um webhit. Há dezenas de outros. Nós estamos apostando. Foi assim a campanha do Obama. Essa ideia de que foi a agência que construiu a campanha do Obama nas redes sociais é um erro. Ela foi construída pelos apoiadores. 90% dos vídeos postados foram caseiros. E os de maior audiência foram esses. Estamos apostando nisso. O viral é uma coisa imprevisível. Ninguém constrói um viral. As pessoas tentam, mas na maioria das vezes não conseguem.

O que pega é o imprevisível. As pessoas não compartilham só informação, mas emoções também. Hoje não existe uma ferramenta para medir emoções na rede. Talvez mais adiante se consiga. Até hoje a comunicação, o jornalismo e a publicidade conseguiram construir ferramentas de avaliação em cima de informações. Mas as redes sociais têm outro ingrediente imprevisível, que é a emoção. As redes sociais transmitem informação com emoção. Dependendo do momento da rede, um conteúdo pode bombar ou não. As pessoas replicam dependendo de como estejam.

Como fazer para mobilizar as pessoas então?

O que mais organiza a campanha da Dilma tem sido o Twitter porque todas as pessoas organizadoras, apoiadoras, estão no Twitter. As pessoas estão seguindo o Twitter de mobilização – @dilmanaweb, por exemplo – o que organiza as atividades. E nós construímos a caravana digital, que são reuniões físicas. Viajei o Brasil todo nos últimos 50 dias, capital por capital, e nós estamos fazendo reuniões físicas com centenas de militantes em casa estado.

Nessas reuniões, discutimos as estratégias e as melhores formas de atuar nas redes sociais. Não é curso. Participam blogueiros, twitteiros. Em muitos casos, as pessoas nunca foram políticas, mas estão se envolvendo na campanha pela estratégia que estamos adotando. Reunimos 7 mil pessoas no total, 320 média por local. Queremos preparar e estimular esses militantes a fazer a cobertura multimídia.

Como vocês chamam as pessoas para essas reuniões?

Tudo pelo Twitter. O Twitter é para convocação.

Já há uma resposta objetiva nas pesquisas eleitorais?

A nossa estratégia é usar as redes sociais para construir opinião, argumentos e contra-argumentos para que esses argumentos não sejam usados não só dentro da internet, mas principalmente fora. A nossa visão da internet é como espaço de organização dos apoiadores para fazer o debate offline, para disputar os votos nas ruas, no trabalho, onde a eleição será decidida. Não tenho expectativa de que a gente irá virar milhares de votos de indecisos. Mas a rede irá fortalecer os contra-argumentos para a disputa offline.

Credito que a movimentação nas redes até agora tem ajudado a fortalecer o crescimento da Dilma nas pesquisas. Claro que há muitos outros elementos: o Lula, a postura da candidata que melhora no discurso a cada dia que passa. Mas acho que a internet tem ajudado a mobilizar as pessoas nas ruas.

Nesta campanha, essa mobilização irá além do apoio nos avatares do Orkut e do Twitter?

Claro. No posicionamento de um produto, conta muito quem está bem colocado nos trending topics do Twitter, por exemplo. Quando vai comprar um produto, o cara vai ver se é o mais citado, o mais comentado. Só que uma campanha política é diferente. Nós queremos falar com pessoas verdadeiras. É ótimo saber quantas vezes estivemos nos trending topics, é bom para motivar a campanha.

Mas para mim é mais importante saber quantas pessoas nós estamos envolvendo na internet. Ninguém vai no blog do Serra ou da Dilma indeciso. As redes sociais estão servindo para organizar os apoiadores para as pessoas fazerem campanha fora da internet.

Você pode não ir no blog do candidato se não for apoiador. Mas no Twitter você pode acompanhar coisas que seus amigos twittaram e, daí, decidir seu voto, não?

Claro que em alguns votos pode ocorrer isso. Acho que numa segunda eleição teremos uma melhor medida disso. Hoje, não consigo. Acredito que alguns votos mudem dentro da rede. Que as pessoas vejam que eu sou Marcelo, fiz Campus Party, e decidam seu voto a partir daquilo que eu falar no Twitter. Acho que isso acontece também. Mas é obvio que a maioria dos votos vai virar fora da rede.

Porém, acho que esses que esses votos viram serão muito influenciados pela capacidade de as pessoas se informarem na rede. Como hoje os apoiadores conseguem saber o que falar nas ruas, o que comentar com os indecisos? Não é por uma carta do partido, como era antigamente. Eles se informam pela internet, vão lá na comunidade da Dilma, acompanham as lideranças políticas no Twitter e vão para o mundo offline.

Os candidatos irão debater entre si pelo Twitter?

Não acredito. Acho que não tem sido a estratégia do Serra, da Dilma e da Marina, por exemplo, a Dilma dar uma paulada na Marina, a Marina no Serra e o Serra na Dilma pelo Twitter. Ali é um espaço muito controlado pela assessoria de imprensa clássica. Ali tem todo o marketing que cuida do que se fala no Twitter. Diferentemente do que a gente fala normalmente, correndo riscos. Mas o risco que a gente corre é que vai dar a dinâmica dessas eleições.

Quer dizer que há uma equipe que cuida do que o candidato twitta?

Claro. Mesmo o Serra, que está há mais tempo no Twitter, não faz o que fazia antes. Está todo mundo meio segurando a barra. Diferentemente dos twitters dos apoiadores. Se eu tiver lideranças numa rede social, como comunidade de software livre, dos favelados, etc., a mensagem só vai chegar neles se alguém que já pertence à rede acionar a palavra. Não adianta eu, Marcelo, querer falar com ele, Essa relação que temos com base aliada do PT, dos movimentos sociais organizados que já estão nas redes sociais, é o que nos dá vantagem na internet.

Como você vê a possibilidade de blogs apócrifos, perfis apócrifos?

É normal, acho que já acontece. Mas acho que essas baixarias não dão resultado. Se o cara montar um blog para fazer baixaria contra adversários, quem vai ler esse cara? Como vou criar uma audiência para esse blog? Qual é a credibilidade? Temos dezenas de blogs atacando a Dilma. Optamos em não acionar juridicamente. Se formos acionar, fará o maior barulho e daremos audiência para esse cara.

Você teve de ensinar a Dilma a usar o Twitter?

A Dilma não é uma pessoa totalmente fora da tecnologia. Ele sempre levou notebook no governo. Desde o ano passado, ela tem me falado que queria estar no Twitter, mas não tinha tido essa oportunidade. Há dois meses, estava em Brasília, ela me chama na casa dela às 18h e diz: “Marcelo, estou pronta, agora vou fazer o Twitter”.

Ela escolheu o nome, @dilmabr. Ela entrou no Twitter, fez cinco posts, eu anunciei no meu Twittar que ela estava lá. Em 30 minutos, ela tinha 1,7 mil seguidores. Uma hora depois, 3,2 mil. E não foi mandada uma nota de imprensa. Ela está pouco a pouco aprendendo. Tem ajuda da assessora de comunicação. Ela não usa até agora o dispositivo móvel, usa o notebook. Mas ela mesma faz os twitts dela. Ela me disse: “O que for meu, deixa comigo”.

SERRA JÁ RESPONDEU POR ACUSAÇÃO

julho 21, 2010

A troca de acusações sobre as supostas ligações do PT com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) que vem ocupando o noticiário nos últimos dias não é inédita na vida política brasileira. Desde 2002, quando José Serra (PSDB) disputou a Presidência da República pela primeira vez contra o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o tema ressurge recorrentemente, em especial nos períodos que antecedem as eleições. Confira:

Serra

Em outubro de 2002, no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto, Serra tentou vincular o PT às Farc durante sua propaganda eleitoral obrigatória. Foi multado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que concedeu aos petistas 1m30s da propaganda tucana para serem utilizados como direito de resposta. No ano seguinte, em setembro, Lula, já como presidente da República, oficializou uma oferta ao seu homólogo colombiano, Álvaro Uribe, para que o território brasileiro pudesse ser usado como local neutro para negociações entre a guerrilha e o governo da Colômbia.

Revista Veja

No entanto, as supostas ligações do PT com as Farc só passaram a ter uma repercussão mais ampla com a publicação, em março de 2005, de uma reportagem de capa da revista Veja. Segundo o periódico, que utilizou supostos documentos da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para corroborar a denúncia, o partido teria recebido US$ 5 milhões para o financiamento de campanhas eleitorais.

Na ocasião, o diretor-geral da Abin, Mauro Marcelo de Lima e Silva, disse que a agência foi “usada” para atingir a imagem do governo federal e do PT. Além disso, a própria revista admitiu em seu texto que “não encontrou indícios suficientemente sólidos de que os 5 milhões de dólares tenham realmente saído das Farc e chegado aos cofres do PT”. A publicação causou reação imediata. José Genoíno (PT-SP), à época presidente da sigla, afirmou, por meio de nota, que o partido “jamais teve relações financeiras com as Farc”.

No início da década de 1990, o PT e as Farc foram dois dos fundadores do Foro de São Paulo, entidade que reúne organizações de esquerda de toda a América Latina.  Em julho de 2005, a guerrilha foi impedida de participar formalmente de uma reunião do Foro realizada na cidade de São Paulo. O pedido de participação foi negado pela secretaria executiva da entidade, dominada na ocasião pelo PT.

Tráfico de influência?

Em julho de 2008, o tema voltou à pauta com a publicação de uma reportagem da revista Câmbio, da Colômbia, em que se afirma que as Farc tentaram influenciar integrantes do alto escalão do governo Lula. Com base em informações supostamente retiradas do computador de Raúl Reyes, ex-porta-voz internacional da guerrilha, a publicação diz que “a expansão das Farc na América Latina não incluiu apenas funcionários dos governos de Venezuela e Equador, mas também comprometeu importantes dirigentes, políticos e altos membros do PT”.

Entre os nomes citados, estavam o do ex-ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu; de Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais; o chefe de Gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho; e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, dentre outros.

Outro dos nomes mencionados é o do ex-padre Olivério Medina, a quem o governo brasileiro tinha como interlocutor das Farc desde a gestão do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Nos anos 2000, ele foi preso e liberado sucessivas vezes, até que o Conare (Comitê Nacional para os Refugiados) concedeu status de refugiado ao colombiano. Ainda em 2008, Medina aceitou convite da Comissão de Relações Exteriores da Câmara para explicar suas relações com o governo brasileiro.

Institucionalização

As Farc tentaram abrir em 1998 – durante o governo FHC – um escritório em Brasília para facilitar negociações de paz com a participação do Brasil. Na ocasião, Medina e Hernán Ramírez, à época um dos comandantes da guerrilha, chegaram a se reunir com o hoje senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), à época secretário-geral do PSDB.

Reacendendo a polêmica

Na última sexta-feira (16), Indio da Costa (DEM), vice de José Serra (PSDB) na disputa à Presidência, disse que “todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso”. A declaração foi dada ao site “Mobiliza PSDB”, ligada à campanha do candidato tucano, na tentativa de atingir a candidata petista à sucessão, a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff.

Não tardou e as reações logo se sucederam. Aliados de Serra tentaram atenuar as declarações. “Não dá para cravar que o PT tenha relação com as Farc”, afirmou Rodrigo Maia, presidente do DEM. O PT prometeu entrar com ação contra Indio da Costa por injúria, difamação e danos morais, além de pedir à Justiça Eleitoral direito de resposta no site do PSDB.

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, qualificou de “medíocre” o vice de Serra; Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento do governo Lula, chamou Costa de “idiota”. “A oposição se comporta como um bando de tresloucados, lancando calunias ao vento”, escreveu Dutra em seu twitter.

Serra, por sua vez, reafirmou os laços dos PT com as Farc, mas não respaldou as declarações de seu vice no que diz respeito às supostas ligações do PT com o narcotráfico. “O Indio disse o que a gente sabe: as Farc se sustentam com dinheiro do narcotráfico, e o PT é ligado às Farc. É um sócio incômodo que o PT tem”, afirmou o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), presidente do PSDB.

FALTA DINHEIRO?

julho 13, 2010

As informações dão conta que a secretaria de educação de Itajaí já extrapolou o orçamento de 2010. Se verdade for, o Provesi terá sérias dificuldades de fazer alguma coisa diferente lá. Basta lembrar que a secretaria já alugou sete casas para implantar novas creches na cidade e até agora nadica de nada. Os donos dos imóveis continuam recebendo o pompouso aluguel.

A DALVA FOI MESMO RIFADA?

A vice-prefeita de Itajaí pelo jeito foi mesmo rifada dentro do governo, só posso acreditar nisso. Como alguém que tem um recall de 25% de votos em todas as pesquisas realizadas este ano e não sai candidata? No mínimo saíria de Itajaí com 30 mil votos.

AS ELEIÇÕES DE 2010 EM ITAJAÍ

julho 4, 2010

Estamos próximo as eleições de outubro, aqui em Itajaí já foi definido os candidatos a Dep. estaduais e federais por Itajaí. Não dá pra negar que a surpresa foi a desistência da todo poderosa vice-prefeita Dalva Reihnus-DEM, o que se pergunta é? o que fez ela desistir? os negócios da empresa da família com a prefeitura? a briga com o ver. Pisseti? a falta de apoio do Prefeito? o acordo com o Provesi? uma coisa é certa. O governo não deve eleger ninguém, a Suzete Belini-PP é marinheira de primeira viajem e o nome Belini está desgastado, o Lamim-PMDB só faz voto no brejo, o Deodato Casas-PSDB só vai fazer os votos dos atendidos, o Paulinho Amândio-PDT vai fazer os votos das amigas. Minha avaliação é que em Itajaí só chega a Florianópolis o ex-prefeito Volnei Morastoni-PT.

PARA FEDERAL VAI DÁ NIKÓLAS REIS-PT

O ver. Nikólas Reis-PT corre sozinho para Dep. federal aqui em Itajaí, é a oportunidade que ele tem de se firmar como liderança. Ele vai fazer o dobro dos votos do candidato do governo que é o Paulinho Playboy-DEM, ainda tem o ex-prefeito de Blumenau e filho da cidade Décio Lima-PT que vai fazer uma boa votação na cidade.