Archive for junho \30\UTC 2011

MENINO DE 12 ANOS É ASSASSINADO POR DÍVIDA DO TRAFICO

junho 30, 2011

Um menino de 12 anos foi assassinado com três tiros, nesta quarta-feira (29), na cidade de Betim, localizada na região metropolitana de Belo Horizonte, por causa de dívidas contraídas com traficantes de drogas da região.

Segundo a assessoria do 33º Batalhão, situado no município, o menino foi atingido pelos disparos no tórax, na cabeça e em dos braços.

A viatura que atendeu à ocorrência encontrou a criança caída na noite de ontem na avenida Dom Bosco, via do bairro Dom Bosco.

O garoto foi socorrido e levado ao Hospital Municipal de Betim, mas segundo a ocorrência, deu entrada já sem vida na unidade hospitalar. A polícia informou ainda não ter pistas dos suspeitos de terem atirado nele.

Por ter sido registrada à noite, a ocorrência foi encaminhada a uma delegacia de plantão da Polícia Civil mineira. No entanto, o caso será apurado pela 3ª Delegacia da cidade de Betim.

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DINHEIRO DO POVO PARA A BURGUESIA

junho 30, 2011

O BNDES e o polêmico financiamento das multinacionais brasileiras

A participação do BNDES na provável fusão dos grupos Pão de Açúcar e Carrefour, com desembolso estimado em R$ 4,5 bilhões, despertou a polêmica sobre a política que orienta o banco público na relação com os grandes capitalistas brasileiros, protagonistas das emergentes multinacionais verde-amarelas.

Por Umberto Martins*

O presidente da instituição justifica a opção preferencial pelos mais ricos, que sempre ocorre em detrimento dos pequenos e médios empresários (dada a limitação dos recursos), assegurando que o Brasil “precisa ter campeãs mundiais”.

Centralização do capital

Em outras palavras, seria indispensável contar com multinacionais brasileiras, gigantes e em expansão, para participar em condições mais vantajosas da feroz concorrência global, acirrada agora pela crise mundial do capitalismo e o desenvolvimento desigual das nações.

Isto significa estimular ativamente o processo de concentração e centralização do capital e a formação, consequente e inevitável, dos monopólios modernos, que dominam a produção, o comércio e as finanças. O “Carreçúcar”, se concretizado, responderia por quase um terço (32%) das vendas no ramo de supermercados.

A ideia, e também a ideologia, de que o BNDES deve priorizar o processo de formação e expansão das multinacionais brasileiras no exterior prevalece no governo e conta com amplo apoio político. Muitos bilhões de dólares já foram destinados a este objetivo.

Que futuro desejamos?

Mas é preciso observar com espírito crítico se este caminho, que certamente dá um sentido ao desenvolvimento da economia nacional e à inserção do país na chamada globalização, corresponde aos interesses do povo brasileiro, e em particular da classe trabalhadora, que constitui a maioria da sociedade. O que está em jogo é não só dinheiro público, que deve ser gasto em benefício do povo, mas a nação que se desenha para o futuro.

O impacto mais que provável da fusão em tela é uma maior monopolização da economia, conforme alertou o presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Fernando Furlan. Isto é bom para os grandes capitalistas, mas sai caro para os consumidores e requer a liquidação de várias pequenas e médias empresas, que não podem aspirar a privilegiada condição de campeãs e são engolidas pelo processo de centralização do capital.

Sob este aspecto o emprego de dinheiro público na fusão não parece muito justificável. Mas o tema não se esgota aí. A monopolização da economia não é o único aspecto relevante da política do BNDES a favor das “campeãs”.

Contexto histórico

A ascensão das multinacionais brasileiras é um fenômeno relativamente recente na história brasileira, que acompanha o processo histórico de declínio do poderio econômico relativo dos Estados Unidos e o desenvolvimento desigual das nações.

Este desenvolvimento promove o deslocamento do centro dinâmico da produção e do comércio para a China e outros países ditos emergentes, com destaque na América Latina para o Brasil. A “emergência” das multinacionais verde-amarelas é parte inseparável deste movimento.

Crise e câmbio

A crise deflagrada nos EUA, associada à queda do dólar e valorização do real, favoreceu a expansão dos negócios protagonizados pela grande burguesia brasileira no exterior, com aquisições bilionárias no mercado norte-americano de empresas em liquidação e crescente exportação de capitais, direcionada principalmente à América Latina.

A situação mudou. Antes (e não faz muito tempo) o Brasil era (quase) exclusivamente um país importador de capitais, hoje é também, e ao mesmo tempo, um exportador de capitais. Isto faz diferença, embora não signifique o fim da vulnerabilidade externa.

Integração latino-americana

A liderança do Brasil no continente americano não se sustenta apenas na política externa, que assumiu no governo Lula um caráter progressista por adotar uma posição altiva e soberana no tratamento das contradições com os EUA e apostar na integração dos países latino-americanos. É respaldada pela presença econômica não só na exportação de mercadorias como também de capitais.

Por esta e outras, a ascensão das multinacionais brasileiras é apoiada por muitos políticos nacionalistas, que consideram o fenômeno conveniente aos interesses nacionais. O tema é complexo e não pode ser abordado de forma exaustiva nos limites deste artigo, que por sinal já subverteu os limites do recomendável na internet. Algumas palavras finais são necessárias.

A ótica marxista

Em minha modesta opinião, de um ponto de vista marxista, ancorado na perspectiva histórica da classe trabalhadora, o desenvolvimento nacional orientado para a formação de monopólios privados não merece o apoio do povo.

O pensamento capitalista dominante obviamente sustenta que os interesses dos grandes monopólios coincidem com os interesses nacionais. Foi um apelo parecido que levou os trabalhadores da Europa e do mundo à guerra uns contra os outros em 1914 e induziu a Internacional Socialista à capitulação. É uma suposição falsa para os povos, que nada têm a ganhar com a concorrência global dos monopólios, a não ser a guerra.

Não devemos perder de vista o caráter internacional da classe trabalhadora e da humanidade. O capitalismo dos monopólios é a razão da crise mundial, inclusive em sua dimensão ambiental. Financiamento subsidiado para expansão de multinacionais não vai criar atalho para o socialismo, vai reproduzir relações imperialistas, vai reproduzir imperialismo.

Um sistema em crise

As crises do capitalismo monopolista, capitaneado pelo capital financeiro, e da ordem imperialista mundial, hegemonizada pelos EUA, crises convergentes e entrelaçadas, abrem novas oportunidades e um desafio histórico que deve extrapolar os limites estreitos do nacionalismo. Este, quando bem sucedido nos marcos do capitalismo, conduz ao imperialismo, conforme notou Lênin.

O imperialismo, que é o capitalismo global dos nossos dias, é um monstro de muitas cabeças que parece eterno, promoveu duas grandes tragédias no século 20 e neste momento em que vivemos é uma clara ameaça à sobrevivência da humanidade e da natureza. Tem que ser destruído para evitar a barbárie e preservar a vida e a civilização. Este não é um tipo de dilema que podemos remeter às calendas gregas em nome de interesses nacionais.

De resto, certamente existe destino socialmente mais justo e produtivo para o dinheiro público (incluindo do Fundo de Amparo do Trabalhador) que o controvertido financiamento dos grandes grupos capitalistas e a formação de monopólios privados. Ou será que não?

ESTAVA ESCRITO NAS ESTRELAS!

junho 29, 2011

NAVALHADA DO DIA

junho 29, 2011

Quando você vai construir uma casa você diz para o empreiteiro quanto quer gastar ou quanto vai custar a obra? O bom senso diz que você quer saber o preço. Esta é mais ou menos a ideia da presidente Dilma, ao mudar a lei das licitações.

Segundo o governo, se ele não disser quanto quer gastar, ele evitará a formação de cartéis e arranjos entre as empreiteiras. Se a proposta for aprovada no Congresso, vai jogar um balde de água fria nas empresas que combinam preço e fazem um rodízio. Cada vez ganha uma, com o preço mais caro, é lógico.

A presidente sabe bem como isso funciona, ela foi ministra das minas e energia, é lá que negociam grandes obras. Isto vai economizar milhões para o bolso do contribuinte e arruinar os vendedores de tráfico de influência.

Herodóto Barbeiro

DILMA FEZ UM GOL DE PLACA!

junho 29, 2011

O governo desatou o nó da expansão do acesso à internet de banda larga em todos os municípios brasileiros. No anedotário de Brasília, essa iniciativa era conhecida como “Xodó 2.0” de Dilma Rousseff. É boa notícia para ninguém botar defeito.

Depois de uma negociação com as operadoras, chegou-se a um acordo pelo qual até 2014 todas as cidades brasileiras terão conexões rápidas. Cumprida a meta, será uma das joias da coroa do atual governo.

O serviço, com 1 megabite de velocidade, custará R$ 35 por mês, ou R$ 29, caso os governos estaduais abram mão da cobrança do ICMS.

A internet brasileira vive num estado de apagão geográfico, social e econômico. De cada 4 municípios, um não tem conexão de cabo. Ela só atende 27% dos domicílios e, quando o faz, a ligação custa na média R$ 48 por mês, segundo o sindicato das operadoras.

Há pelo menos seis anos o governo tentava expandir essa rede, mostrando que ela traça uma linha de exclusão, deixando de fora regiões, bairros e domicílios do andar de baixo.

Embrulhadas na bandeira da infalibilidade do mercado, as operadoras diziam que não havia como investir onde não há retorno. Para resolver esse problema, queriam avançar sobre uma parte dos R$ 9 bilhões entesourados pelo Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações.

Enquanto o governo aceitou passivamente as leis da privataria, o apagão persistiu.

Repentinamente, mudou-se a conversa. Se a iniciativa privada não podia fazer o serviço, a Telebrás voltaria ao mercado, fazendo-o. Mais: havia empresas estrangeiras interessadas no negócio.

Nesse cenário, as teles ficariam no pior dos mundos, carregando a urucubaca da ineficiência produzida pela ganância. Fez-se um acordo e todo mundo ganha, sobretudo o brasileiro que não tem acesso ao serviço.

Quando o governo faz seu serviço, as coisas acontecem. Em 1995, a Embratel estatal tinha o monopólio do acesso à internet. Havia 30 mil pessoas na fila e os teletecas prometiam zerá-la no ano seguinte. Era o tempo das estatais que faziam o que bem entendiam.

O globo

PAI OBRIGAVA A FILHA A TOMAR ANTICONCEPCIONAL PARA NÃO ENGRAVIDAR DO SAFADO!

junho 28, 2011

O pedreiro Jaime Rezende de Oliveira, 37, que obrigava a filha de 14 anos a ingerir anticoncepcionais para estuprá-la, foi preso na noite de segunda-feira (27) em sua residência no Jardim Luz, em Aparecida de Goiânia.

Procurado pela polícia desde dezembro do ano passado, quando a mãe da menina fez a denúncia à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), após passar por Rondônia e pela cidade de Minaçu, interior de Goiás, ele voltou para a casa da família em situação ainda não esclarecida pela polícia.

Segundo o inquérito policial, os abusos aconteciam havia três anos, desde que a menina tinha 11 anos, pelo menos duas vezes por semana. Assim que ficou menstruada pela primeira vez, a menor conta que o pai passou a obrigá-la a ingerir anticoncepcionais, colocando os comprimidos em sua boca.

Pai de outras duas meninas, uma gêmea da vítima e outra mais velha um ano, Jaime teria ameaçado matar a família caso os abusos fossem revelados. Em novembro do ano passado, a garota revelou o ocorrido para uma prima.

Após tomar conhecimento dos fatos a mãe disse, em depoimento feito em dezembro, na mesma ocasião da denúncia, que não havia percebido as agressões e que era nítido que marido tinha preferência pela filha abusada.

Segundo informações da delegada Myrian Vidal de Castilho, o acusado está com a família há dois meses, mas ainda não se sabe em que condições retornou para casa e nem se continuava a cometer os abusos.

Na manhã desta terça-feira, a família foi até a delegacia para prestar depoimento e esclarecer o retorno do pai à família. Mãe e filhas optaram por falar somente na presença de um advogado.

O detido está em observação em um posto de saúde de Aparecida de Goiânia porque sofreu uma convulsão no momento da prisão, quando negou ter abusado sexualmente da filha. Assim que receber alta, ele prestará esclarecimentos na delegacia e será encaminhado para a Casa de Prisão Provisória (CPP).