PRESIDENTE DO PT FALA SOBRE A SAÍDA DO PISSETTI!

Em relação a polêmica envolvendo a câmarade veradores, faço algumas considerações:

 

1 – Ninguém, político, abre mão do poder impunemente e não seria o vereador em questão que abriria esse precedente.

 

2 – O vereador na ânsia de estar sob os holofotes, para atender seu projeto político de 2012, acabou criando uma agenda política que acabou por isolá-lo de seus pares. Extremamente contraditório a meu ver.  Ao mesmo tempo em que amplia e defende o poder legislativo, melhorando sua estrutura, se articula com setores que desfecham ataque violento a este mesmo poder legislativo. Durma com um barulho desses.

 

3 – Os mesmos empresários que financiam as campanhas dos vereadores é a mesma classe que se beneficia dela, mas não deseja a ampliação do poder legislativo. Contrariar o poder econômico pode custar caro (O jornalista Fernando Alécio que o diga). O discurso do aumento do custo da câmara é meramente desviar o foco do real interesse em reduzir a possibilidade do debate que o poder legislativo representativo pode proporcionar. Menos vereadores, menos debate, menor representatividade, menor o risco de eleição de representação dos trabalhadores e maior possibilidade de continuar controlando o poder. Certamente que muitos empresários nem pensam em deixar de financiar as campanhas eleitorais e por consequência não serem favorecidos nas licitações de obras públicas. Uma mão molha a outra, diz o ditado.

 

4 – Voltando ao nosso edil presidente, a contradição de acender uma vela a Deus e a outros também não foi bem aceita pelos partidos e vereadores. Portanto, o isolamento foi inevitável. As críticas foram inevitáveis e as contradições também. Como surfar na onda do discurso que ataca o legislativo se foi na sua gestão que os gastos foram às nuvens? Essa é a visão do outro lado. Para ser mais justo, os investimentos feitos para melhorar, aparelhar o legislativo foram necessários e são reconhecidos por seus pares e os exageros tiveram a anuência de todos, também. Engraçado como os empresários em nenhum momento questionam o inchaço da máquina administrativa da câmara, ou seja, triplicar assessorias, multiplicar cargos comissionados, duplicar os gastos da câmara pode, porém, restabelecer o número de vereadores ou a representatividade parlamentar, que já existia em Itajaí, não pode. Agora tente entender esse raciocínio.

 

5 – Quando os adversários do legislativo se utilizam dessa informação como único argumento é óbvio que os vereadores lembram que foi na gestão atual que isto ocorreu. Há alguma inverdade nessa informação? Há alguma acusação de desvio, favorecimento, ilícitos de qualquer ordem nessa informação? Desconheço qualquer acusação feita por qualquer vereador ou meio de comunicação dirigida ao edil presidente, da mesma forma que não é negado os exageros na atual gestão. Ponto. Qual razão de alegar inocência se não há acusação? Não é estranho?

 

6 – Convenhamos, o ardil utilizado pelo edil presidente de antecipar uma acusação que sequer lhe foi imputada e o rompante de suas ações denuncia uma tentativa de romper o isolamento que ele mesmo provocou. O contra ataque desfechado contra seus pares, com a clara intenção de jogá-los contra a opinião pública e rapidamente difundida por alguns comentaristas políticos de plantão, não esconde o erro estratégico por ele cometido. Apesar dos generosos recursos destinados à publicidade.

 

7 – No roteiro de contradições seguido pelo edil presidente não poderia faltar atos de vitimização que o colocasse sob os holofotes, como convém nesses casos. A encenação prevê aberturas de contas, indicação de comissão de investigação… auto indicação de comissão? Isso cheira a antecipação de atestado de idoneidade, ou não?

 

8 – Maturidade, serenidade, responsabilidade, equilíbrio são qualidades que se esperava do experiente edil presidente, ao invés disso, quem está assumindo esta responsabilidade é o mais jovem vereador da câmara, Níkolas Reis. Provando que idade nem sempre é sinal de experiência e controle emocional. Quando se esperava que o jovem presidente em exercício fosse tomado pela insegurança, indecisão ou alguma atitude menos refletida, ao contrário,  vimos que a tranquilidade, a paz voltou a reinar na câmara e o apoio de seus pares é o sentimento  dessa nova liderança que dia a dia se revela na política itajaiense.

 

9 – Nesta terça-feira, quando ocorrerá votação que restabelecerá a antiga composição da câmara, veremos o presidente em exercício sendo apoiados pelos partidos, sindicatos, associações de moradores e demais segmentos da sociedade que não apoiam a iniciativa de alguns empresários e muito menos a esperteza oportunista de alguns. Fica então a lembrança de que o erro do esperto e achar que todos são inocentes e entre mortos e feridos restará a o sentimento amargo que a única vitima neste episódio foi o ataque a liberdade de expressão dirigida ao competente jornalista Fernando Alécio, única baixa até o momento.

 

Davi Coelho

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