SÓ OS CUBANOS FAZEM!

Existe uma piada que circula na Internet sobre como caracterizar pessoas de determinado país.

Embora exagerados, alguns retratos são realmente bem fiéis e dizem muito sobre os costumes de distintos lugares.

Vou então contribuir um pouco com a brincadeira e descrever alguns hábitos que ajudarão você a reconhecer um cubano, onde quer que esteja:

Em primeiríssimo lugar, o jeito de falar.

Malandro, cantado, alto e cortando o final das palavras, o espanhol cubano é inconfundível. Duas pessoas conversando parecem dez. Qualquer diálogo trivial parece uma festa ou uma discussão.

Sugiro que você ouça cantores como “Orishas” ou “Los Van Van”, por exemplo, ou mesmo assista um filme como “Havana Blues”. Nunca mais vai se esquecer desse sotaque.

Depois, o dominó. Sei que há muitos países onde o hábito do dominó é popular, mas em Cuba ele é generalizado entre as famílias, amigos, colegas de trabalho.

Você ouve o barulho das peças nas casas dos vizinhos, vê as pessoas jogando na praça e nos parques, em todos os lugares.

Portanto digo que, se você encontra alguém jogando dominó e tomando rum, há uns 80% de chance que seja cubano.

Portanto o próximo identificador é o rum. Não, não olhe um copo lindamente decorado com hortelã e pense que o cara ao seu lado no bar tomando um mojito é cubano.

Cubano mesmo toma o rum puro, com gelo, ou no máximo com refrigerante.

Outra boa pista é se você for abordado por alguém (desconhecido) com as palavras “mami” ou “papi”.

Existem outras variantes carinhosas, mas essas duas com certeza vão identificar a procedência dessa ilha caribenha.

Querer transformar qualquer almoço de família ou reunião social em pista de dança (com direito a salsa, claro), também é bem típico.

Se não sabe dançar, ele ensina, se não tem música, ele arruma.

E, para mim, o melhor e mais fiel identificador é a simpatia. Muitos chamariam de invasão de privacidade. Mas para o cubano, isso não existe.

Perguntar quanto você ganha, detalhes da sua vida profissional e perguntas embaraçosas são a especialidade deles.

E fazem isso com a maior naturalidade, a mesma com que tratam sua família ou amigos. Adoram conversar pelo simples prazer de conversar e se interessam verdadeiramente por todos os detalhes da sua vida. Impossível se zangar.

E, menos ainda, deixar de gostar deles.

E você, leitor, tem sugestões para acrescentarmos aqui?

 

Ana Carolina

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