DILMA NÃO ENTREGARÁ A CABEÇA DE PIMENTEL À PRESSÃO DE MÍDIA!

“Resista. Quando ministra também fui  vítima de denúncias falsas e resisti”. Com essas palavras  (na verdade uma ordem), dirigidas a  Fernando Pimentel e divulgadas na sexta-feira (09) à noite,  pelo próprio pessoal do Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff definiu posição em relação ao ministro da Indústria e Comércio que, aliás, viajou com ela para Buenos Aires ontem, sábado(10), onde  assistiram  a posse da reeleita presidenta Cristina F. Kirchner.

Portanto,  no que depender na presidenta (e isso não é pouco) Pimentel não passará pelo processo de fritura que vitimou, até aqui, sete ministros acusados de deslizes administrativos ou corrupção brava mesmo.

 Entrementes, preocupada em fritar e escalar ministros no lugar da presidente, a mídia seguiu, ainda na sexta-feira pressionando  Pimentel e tentando  atirá-lo à  frigideira.

Especulativos, os grandes jornais  online e as rádios do tipo CBN destacaram o fato de  Pimentel  ter despachado com a presidenta duas vezes, quinta-feira (08) à tarde. Uma às 16 hs,  com vários outros ministros e uma sozinho, meia hora antes. Insinuou-se que  na reunião isolada, Dilma,  exigira explicações sobre as denúncias.

A  reunião com vários ministros e  funcionários fazia parte dos preparativos da viagem a Buenos Aires.  Na reunião  com  Pimentel  ela deu orientações sobre o acordo automotivo com a Argentina, um tema específico e vital para os dois países. Além disso, durante  o despacho, havia outras pessoas, assessores, etc. Não foi, portanto,  uma reunião particular, daquelas onde são discutidos assuntos  políticos delicados. 

Paralelamente, ainda na quinta-feira, colaboradores próximos à presidenta  passaram a informação  em off de que o Governo, não vê razões para  o afastamento  do Ministro, nem necessidade de solicitar mais esclarecimentos. Vê-se, desde logo, que o tratamento dado a Pimentel é bem diferente  do dispensado  aos seus colegas que acabaram fritados.

O que a mídia não informou  de forma articulada aos seus leitores  é que a reunião para “tratar do Affaire Pimentel” realizara-se  terça–feira à tarde no Hotel Transamérica em São Paulo. Foi quando  Dilma Rousseff tratou do assunto como ex-presidente  Lula, trancados em uma suíte. Como na mesma hora Pimentel  também estava no hotel para participar de outro evento, especulou-se que ele  teria participado da reunião.

Seja como for, é possível  informar com precisão que Lula apóia cem por cento a permanência de Pimentel. Ele só quis  informações minuciosas sobre o caso e quer ser  informado de todos os desdobramentos, para não ser surpreendido pelo noticiário da imprensa. 

Os Segredos de Polichinelo

 E aqui tocamos na medula da questão:  Para isso é preciso  penetrar sem hipocrisias num segredo de Polichinelo. Aquele que nos diz que todos esses casos de consultorias, prestada a  empresas milionários por políticos recém saídos ou  em  vias de entrar no Governo, é uma prática corriqueira utilizada por todos  (eu disse todos) os partidos  e dizem respeito  à obtenção de dinheiro para a campanha.

 Não há como demonstrar que  Pimentel  repassou parte de seus vencimentos de consultor para a campanha do partido. E se ele fez o isso, o fez com dinheiro seu e legalmente obtido.

Isto não tem nada as ver com outras formas de obtenção de dinheiro para a campanha e praticados por todos (eu disse todos) os partidos. Formas estas que invariavelmente passam pela famosa Caixa 2 que guarda os recursos de origem escusa ou duvidosa.

Os Mensalões do PT do PSDB

O próprio escândalo  do Mensalão (um nome  tecnicamente  inapropriado, mas que colou  ao ser usado pelo escroque  Roberto Jefferson, um corrupto confesso) teve origem nesse  tipo de fraude, a do financiamento via Caixa 2.

Reparem  que o “empresário Marcos Valério, o pivô do Mensalão Petista é o mesmo veterano pivô do Mensação Tucano que envolveu o então  governador de Minas Eduardo Azeredo (PSDB), alguns anos antes.

E é curioso  que  Valério tenha sido preso agora  por crimes de grilagem e lavagem de dinheiro praticados há dez anos  Ou seja: ao tempo em que era mensaleiro tucano.

 Outro Segredo de Polichinelo indica que  desde a Constituinte de 1988, quando houve exorbitante proliferação de partidos,  ninguém governa este País a menos que, literalmente, compre algo como  quatrocentos senadores e deputados corruptos ou fisiológicos.

Foi assim com Lula, está sendo assim com Dilma e foi exatamente assim, m 1997, quando FHC comprou  deputados isolados ou em lotes, para  alterar a Constituição e possibilitar sua reeleição.

 Desse episódio,  há varias confissões, inclusive gravadas, como as dos  deputados Ronifon Santiago  e João Maia do  PFL (AC) que  admitiram ter recebido 200 mil reais das mãos do governador  do Amazonas, Amazonino Mendes. A cota do governador era de 16 deputados. E o dinheiro,  segundo  João Maia, foi fornecido pelo então ministro das Comunicações, Sérgio Motta.

A mídia poderia explicar isso a seus incautos leitores. Mas não o faz porque além  de ser parcial, sua  missão é justamente a de manter sua clientela no tradicional e santo analfabetismo político.

Como resultado, ao invés de lutar por uma Constituinte e  o financiamento público das campanhas, os  instrumentos realmente necessários  para moralizar o quadro político arruinado, os desorientados militantes de  classe média insistem em marchar, vassouras ao ombro, para defende uma faxina superficial. E não notam que faxina que não varre banqueiro é  mera enrolação.

Entretanto,  Pimenta fica. Não será fritado como os outros.  E fica porque seu deslize é pequeno  se  comparado aos dos outros. Mas fica, sobretudo, porque ele é o único ministro escolhido pela própria presidenta, sem nenhuma  injunção.

Na verdade, ninguém no Ministério é tão amigo de Dilma Rousseff quanto ele. Uma amizade de mais de 40 anos, iniciada nos tempos dolorosos da luta armada contra a Ditadura. Ela com 23 anos ele com apenas 17. Desde então ela o protege como irmã mais velha.

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