2011: UMA PEQUENA RETROSPECTIVA

Foto extraída do blog do jornalista Fernando Alécio. Na campanha presidencial Jandir foi até Blumenau dar um abraço em Serra e colocou seu adesivo no peito.

Amiga do rei
O caso da Ong da ex-vereadora do PP e amiga do prefeito Jandir Bellini, que recebeu a bagatela de 20 mil reais para uma festoca de fim de ano, é apenas a ponta do iceberg das relações do governo municipal com algumas entidades privilegiadas como é o caso da “Ombro Amigo”, que toca um tal projeto “João de Barro”para construção de casas populares para famílias em situação de risco.Apenas esta Ong – também de um amigo do prefeito – conhecido por “maninho”, recebe a bagatela de R$37 mil reais/mês. Em momento adequado, estas relações, que envolvem até pessoas do judiciário, virão a tona.

Piada do ano
Ninguém gosta de virar motivo de troça dos outros não é mesmo? Pois foi o que aconteceu com nossa cidade, ao ser amplamente divulgado o triste episódio que ficou conhecido como o “copia e cola” do orçamento de Porto Velho. A equipe de “técnicos” do governo Jandir Bellini enviou à Câmara de Vereadores o projeto de lei referente ao orçamento de 2012, pasmem, plagiado da peça orçamentária de Porto Velho, capital da distante e amazônica Rondônia.

Capa do Diarinho sobre o plágio do orçamento de Porto Velho

Viu tudo

Foi necessária a responsabilidade legislativa e a sensibilidade auditiva do vereador Marcelo Werner, PC do B (que é deficiente visual…), para identificar o erro crasso.Num primeiro momento imaginou-se que se tratava de um mero erro de digitação.No dia seguinte descobriu-se tratar-se de algo mais sério.

 

Bode expiatório
O plagio foi mais perfeito, isto é, os valores também haviam sido copiados. Resumo da ópera: a prefeitura “identificou” a culpada – uma funcionária efetiva – exonerou a moça do cargo e dias depois,contando com a ausência de transparência de suas ações,  concedeu “relevância” de 60% em seu salário.

Contagem regressiva…

Aguarda-se para o próximo ano a decisão da justiça sobre o imbróglio da Argolo, aquela empreiteira que recebeu da prefeitura de Itajaí obras para executar sem que existisse formalmente registrada na Junta Comercial.Para refrescar a memória segue o que foi publicado em reportagem do Diarinho de 18/maio de 2009:

“…Segundo o contrato 116/2009, assinado no dia 9 de abril e publicado no Jornal do Município de 29 de abril, a Argolo foi contratada para fazer a remoção de entulhos das ruas de Itajaí. Ela deveria fornecer equipamentos e mão-de-obra. O contrato informa que o trabalho começou no dia 15 de janeiro e se encerrou na sexta-feira passada, dia 15 de maio.

Só que a empresa, segundo o cadastro nacional da Receita Federal, só foi aberta no dia 26 de janeiro. Ou seja, antes mesmo de existir ela já tava trabalhando pra prefa. O serviço contratado pela prefa totalizou 192 horas mensais de trabalho e custou aos cofres públicos quase R$ 149 mil…”

Portanto,a Argolo empreiteira de mão de obra, de propriedade de Angela Cristina Argolo da Silva, foi criada no início do governo Jandir Bellini/PP a toque de caixa, para se beneficiar de obras sem licitação, facultadas pelo decreto de calamidade motivado pela enchente do final de novembro do ano anterior. Como se vê, a enchente “chorada” em enxurradas de lágrimas de jacaré, em verso e prosa por Jandir e sua equipe, foi muito boa para seus amiguinhos e familiares, além de servir, segundo comentam as línguas afiadas que desfilam pelo calçadão da Hercílio Luz, para um certo “provimento” eleitoral…

Governo dos amigos


Sede da Argolo, a empreiteira amiga.

Na esteira da Argolo, outras 14 empresas tiveram o mesmo planejado parto com cesariana,visando surfar na onda das dispensas de licitação,ficando demonstrado o assalto aos cofres públicos,orquestrado pelo grupo vencedor das eleições municipais de 2008. Daí em diante, gerou-se a marca de que Jandir governa para os seus amigos, especialmente os ricos. É a tal famosa “república dos amigos do Itamirim”.

Caiu no colo

Acabou o “teatrinho” de Pissetti.

Estava escrito nas estrelas que o presidente do legislativo, Luis Carlos Pissetti/DEM, iria cair no colo do prefeito, seu amigo de tantas lidas, após muitos verões atuando teatralmente em cima do muro, ensaiando uma oposição que, agora provada, era apenas de fachada, visando cacifar seu nome, numa tentativa frustrada de ser ungido o vice de Jandir na eleição muncipal do próximo ano. Ocorre que a vice escolhida e apadrinhada pela família Borhnausen é a atual Dalva “dos remédios” Rhenius. Os Bornhausen, que em Itajaí contam como preposto e “capitão do mato”, o ex-prefeito Amilcar Gazaniga, mandam e desmandam no governo municipal

Raio X só em março?

Por falar em Dalva, a dos ‘remédios”, dia desses conversando com uma jovem mãe de um garotinho de 2 anos e meio, fui informado por ela que por solicitação médica está requerendo um raio x dos pés de seu filho que apresenta uma má formação. Pois bem, a data “provável” deste procedimento que está longe de ser de alta complexidade, é o mês de março do ano que vem…E o tal centro de “exames médicos” prometidos pela dupla Jandir & Dalva na campanha eleitoral? Sugeri a jovem mãe que entrasse na justiça invocando a Constituição Federal e o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente, para que o governo do município faça o procedimento em sua criança.

 

No banco dos réus

Livro esgotado em poucos dias já é o mais vendido do ano.

 

O livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr. “A privataria tucana”  está nas bancas desde a última sexta-feira, 9 , após uma secreta articulação em sua distribuição (o autor e o editor temiam que o livro pudesse ser apreendido por ordem judicial, dessas que se conseguem quando se tem amigos no judiciário…). O livro não deixa pedra sobre pedra em relação as privatizações da era FHC. Amaury,que já foi vítima de atentado a bala em outra ocasião, se especializou na investigação jornalísitca em lavagem de dinheiro, os conhecidos crimes do colarinho branco.O livro sofreu indignação seletiva da mídia em relação a corrupção. Os grandes veiculos de comunicação nacional, sempre tão ávidos em divulgar supostas corrupções do governo federal petista e seus aliados, se calaram olimpicamente durante uma semana, enquanto o livro bombava nos blogs e redes sociais da internet. O livro conta com mais de 300 páginas, sendo que um terço delas é de documentos que comprovam o assalto aos cofres públicos praticado durante o governo FHC, tendo José Serra e familiares como protagonistas ao lado do banqueiro Daniel Dantas e do tesoureiro das campanhas tucanas, Ricardo Sérgio, um dos principais operadores dos subterrâneos da privataria tucana.

por Gerd Klotz

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