Padilha enfrenta a máfia de branco e consolida marca!

Mais Médicos tornou ministro da Saúde famoso em todo o País, para o bem e para o mal; marchas com milhares de profissionais de branco se voltaram contra ele, mas adesão de prefeituras, inscrições de oito mil médicos e apoio da base aliada mostram que programa será implantado; PT passa a acreditar que terá sua própria marca na saúde, capaz de confrontar realizações tucanas no setor; é o que o ex-presidente Lula queria; com a bênção dele, candidatura de Padiha ao governo de São Paulo se consolida em seu partido.

Mais Médicos tornou ministro da Saúde famoso em todo o País, para o bem e para o mal; marchas com milhares de profissionais de branco se voltaram contra ele, mas adesão de prefeituras, inscrições de oito mil médicos e apoio da base aliada mostram que programa será implantado; PT passa a acreditar que terá sua própria marca na saúde, capaz de confrontar realizações tucanas no setor; é o que o ex-presidente Lula queria; com a bênção dele, candidatura de Padiha ao governo de São Paulo se consolida em seu partido.

Como se sabe, os petistas gostam de uma boa briga – e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, está, do ponto de vista do partido, se saindo bem na verdadeira prova de fogo de implantação do programa Mais Médicos. As marchas de milhares de profissionais e estudantes de Medicina em todo o País contra ele não desgastaram a imagem de Alexandre Padilha dentro do PT. Ao contrário. A começar pelo ex-presidente Lula, Padilha vai sendo visto como um quadro com firmeza ideológica suficiente para enfrentar com sorrisos essa prova de estresse. Além disso, a esta altura do processo ele quase já pode comemorar vitória, em razão da adesão de mais de 3,5 mil prefeituras, cerca de 8,5 mil médicos e garantias de líderes da base aliada de que o programa será aprovado no Congresso (aqui). 

Em longa reunião com a presidente Dilma Rousseff, os políticos elogiaram a capacidade de diálogo e negociação do ministro, assegurando o sinal verde para o Mais Médicos. “Padilha está dando a volta por cima”, disse ao 247 o presidente da Câmara de Vereadores de São Paulo, José Américo. “Está mostrando que pode ser um ótimo candidato”.

A partir do aval de Lula, que não se deixou impressionar pelas manifestações contra o programa, Padilha está obtendo a confiança dos chefes políticos que decidem no PT paulista. Contribui, para tanto, a longa militância do ministro dentro da agremiação em São Paulo. “Transferi meu domicílio eleitoral para o Acre para cumprir uma missão partidária”, explicava ele, cercado por jornalistas, durante as primeiras comemorações do partido pela vitória de Fernando Haddad na eleição para a Prefeitura de São Paulo. “Toda a minha militância foi aqui em São Paulo”.

LULA CONFIRMA – Àquela altura, no final do ano passado, Padilha já era visto como a escolha de Lula, cuja aposta no político novo de perfil técnico acabara de ser vitoriosa. Meses depois, discretamente, o ministro voltou a registrar seu domicílio eleitoral para São Paulo, tornando-se pronto para a convocação. Esta aconteceu cerca de dez dias atrás, quando Lula o chamou para confirmar a preferência por seu nome. A condução de Padilha na crise aberta pelas manifestações em torno do Mais Médicos agradou o ex-presidente, que viu seu escolhido não se dobrar na defesa do programa. Em seguida, o comando do PT passou a mensagem de que tudo já está acertado para fazer de Padilha o candidato do partido à sucessão do governador Geraldo Alckmin, em 2014.

Os desgastes enfrentados neste momento pelos tucanos em razão do escândalo Siemens só fortalecem o nascedouro da candidatura de Padilha. Mas ainda é o desfecho do Mais Médicos que pode o alavancar ainda mais. Os líderes aliados se comprometeram com a presidente, em reunião na segunda-feira 5, a dar celeridade à votação do programa. As adesões de 63% das prefeituras do país, inscrições válidas de mais de 8 mil médicos e, também, de centenas de médicos de outros países mostram que, para os principais interessados, a mensagem foi passada corretamente.

Com o Mais Médicos, os petistas passam a ter uma bandeira que consideram tão forte quanto é, para os tucanos, a dos remédios genéricos. Com a vantagem de ser mais nova. Isso daria condições ao partido de enfrentar um debate com o PSDB no qual, hoje, tem poucos argumentos para se sair melhor.

A oposição de entidades médicas ao programa já era esperada, assim como a oposição de estudantes de Medicina e médicos dos grandes centros urbanos. Afinal, se esse setor da categoria gostasse de trabalhar nos rincões do País, o problema da falta de médicos em municípios pequenos ou isolados simplesmente não existiria.

A seguir engolindo os sapos das marchas de ruas com sorrisos, e mantendo a disposição para conversar, sem abrir mão de levar o Mais Médicos para a frente, Padilha, ao contrário de muitas projeções, terá vencido a sua prova de fogo, cumprindo a primeira etapa do plano de Lula de elegê-lo governador de São Paulo.

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