Dário, as composições do PMDB e as eleições no PT

O ex-prefeito da Capital acabou com o mistério e 24 horas antes de autorizar a divulgação de que ficaria no PMDB, na última sexta-feira, já havia comunicado o fato de forma oficial à cúpula do partido. Um telefonema ao vice-governador Eduardo Pinho Moreira, disparado no final da tarde de quinta-feira, confirmava a permanência.

Dario trabalha para ser um nome à majoritária: candidato ao governo ou ao Senado. Mas pode ser alternativa para vice em uma chapa com o PT ou o PSD. O cenário e as perspectivas de montagem são tão amplos que nada pode ser descartado.

Motivado pelo deputado federal Mauro Mariani, que encarna a representação dos descontentes da base, que clamam por uma candidatura própria ao governo e pelo fim da aliança com o PSD, de Raimundo Colombo, Dario precisará ganhar musculatura e convencer possíveis novos parceiros políticos. No PT há muitos entre os mais graduados e nas bases que não querem nem ouvir no nome do ex-prefeito. E mesmo no PMDB há quem questione a falta de comprometimento dele com o partido.

Nem a prepotência de peemedebistas que confiam demais no tamanho da sigla é suficiente para ignorar que a construção de um projeto vitorioso depende da coligação montada, principalmente devido ao desgaste de quase 12 anos de governo. Precisam do apoio de outra grande sigla e não de nanicos de aluguel.

Além disso, composições com outros partidos, como o eterno rival PP, não podem ser desprezadas por ora. A tese de que ter Joares Ponticelli em um dos cenários à vaga de senador em uma tríplice com o PSD e PMDB já foi mais contestada. Aos que dizem que seria impossível manter Eduardo Pinho Moreira de vice e Ponticelli ao Senado, pelos dois representarem o Sul, é só lembrar que, neste momento, Luiz Henrique (PMDB) e Paulo Bauer (PSDB), que têm mais cinco anos de mandato, são dois nascidos em Blumenau com base em Joinville. Isso, sim, abre a perspectiva de que qualquer nome de qualquer outra região não seria mais do mesmo.

 

Do partido ou dele

Aproximar o PT do PSD, sonho acalentado por Luiz Henrique, tem mais a ver com o seu projeto pessoal de um dia comandar o Senado do que um sonho de consumo do PMDB.

Lembrem-se que embora tenha praticado todos os gestos, inclusive viabilizado a condução do deputado Volnei Morastoni à presidência da Assembleia, Luiz Henrique nunca foi poupado pelos petistas, ferrenhos opositores e críticos das duas administrações do único governador reeleito da história catarinense.

 

E se Dilma mandar

O PT do Estado responder sem esbravejar a uma convocação de Dilma Rousseff e do eterno presidente para os petistas, Luiz Inácio Lula da Silva, para estar com o PMDB e com o PSD, é improvável.

A base do partido de Lula reagiria, de qualquer jeito, com Cláudio Vignatti na presidência, que defende a candidatura própria, ou com Paulo Eccel no comando, aparentemente mais maleável em termos de composições exóticas.

roberto azevedo

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