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Governador de Pernambuco usa dinheiro público para divulgar nascimento do filho!

janeiro 29, 2014

nascimento de Miguel, quinto filho do presidenciável Eduardo Campos (PSB-PE), na terça-feira (28), contou com a estrutura do governo de Pernambuco para a divulgação da notícia.

Depois de vetar que a assessoria de imprensa do hospital particular Santa Joana repassasse informações sobre o parto da primeira-dama do Estado, Renata Campos, 46, coube à SEI (Secretaria Especial de Imprensa) divulgar detalhes aos jornalistas.

Um assessor de imprensa e um fotógrafo do Palácio do Campo das Princesas foram deslocados para a maternidade. As primeiras imagens de Miguel –inclusive as utilizadas pela Folha– foram feitas e divulgadas por e-mail e redes sociais pela equipe oficial.

A chefe do cerimonial do governo, Ângela Mota, e seguranças oficiais também trabalhavam na maternidade na tarde de ontem. A primeira-dama deu entrada no hospital por volta de meio-dia (horário de Brasília) e deu à luz às 16h05.

Eduardo Campos

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Aluisio Moreira/Reprodução/Instagram/eduardocamposbr

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Eduardo Campos posta foto de Miguel, seu quinto filho, recém-nascido

MÍDIA INSTITUCIONAL

O nascimento do bisneto do ex-governador Miguel Arraes (1916-2005) era o destaque do site oficial do governo durante toda a manhã desta quarta-feira, com direito a foto e reportagem no “Blog de Notícias do Governo”.

A imagem do governador vestido com roupa e touca de cirurgia com Miguel nos braços aparecia ao lado da chamada “Miguel – Nasce o quinto filho do governador Eduardo Campos”, na home do site.

A notícia, publicada no fim da tarde de ontem, traz o mesmo texto distribuído à imprensa pelo governo do Estado. Procurado na manhã desta quarta-feira (29), o secretário estadual de Imprensa, Evaldo Costa, estava com o celular desligado e não retornou as ligações da Folha até a publicação desta reportagem.

Logo após a Folha procurar a assessoria do Estado, o destaque dado ao nascimento no site do governo foi retirado do ar. Miguel de Andrade Lima Campos nasceu na terça-feira (28), de parto normal, com 3,455 kg e 51,5 cm.

O nome é uma homenagem ao avô de Campos. O governador assistiu ao parto e cancelou os compromissos de sua agenda pública ontem e nesta quarta. Miguel é o quinto filho de Campos e Renata, vizinhos quando crianças e namorados desde que ele tinha 15 e ela, 13 anos. Já são pais de Maria Eduarda (21), João (20), Pedro (18) e José (9).

A gravidez foi anunciada em junho passado pelo próprio governador durante uma entrevista. O nascimento de Miguel estava previsto para o início de fevereiro, mas a primeira-dama já havia informado que o parto poderia ser antecipado.

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Deu a louca no PSDB?

janeiro 24, 2014
A poucos meses das eleições gerais no país, o núcleo central do PSDB parece – ou confirma – estar sem capacidade de raciocinar. Não é novidade para ninguém que em anos eleitorais partidos e candidato medem com mais cuidado suas ações e palavras.
A prefeitura de São Paulo, comandada pelo petista Fernando Haddad, deu início a uma ação positiva na busca de recuperar viciados em crack na maior cidade do Brasil. o programa “Braços Abertos” tem como foco a região chamada de “cracolândia”.
Ao invés de repressão bruta e tradicional, a prefeitura ofereceu emprego e moradia na busca de reinserir os viciados ao convívio coletivo. Além de ser uma iniciativa humanizadora, não se trata o dependente químico como bandido.
Sem nem dar tempo para avaliações mais concretas sobre o programa, o governo do estado de São Paulo, comandado pelo tucano Geraldo Alckmin, desceu a bordoada na “cracolândia” no último dia 23 de janeiro usando a Polícia Civil paulista sem, até onde se sabe, comunicar à prefeitura que faria tal operação.

 

Não exista a obrigação, do ponto de vista legal, de a prefeitura ser avisada, mas diante de uma nova abordagem sendo implementada pela prefeitura, seria de bom tom o informe. A Polícia Civil alega que a operação visava prender traficantes e não usuários.
Aqui cabe uma reflexão de métodos. A prefeitura pôs em prática um plano que busca o convencimento e a criação de oportunidades para que aquelas pessoas saiam da “cracolândia”. O governo paulista, como já demonstrado em outras situações, faz a opção pela pancada, pela truculência e pela violência. Algo que ocorre há bastante tempo e sem resultados concretos. Serve apenas para o gozo de quem tem horror a pobre.
É claro que existe uma parcela da população que aprova a repressão. Isso também não é novidade, mas será que tal gesto, diante da tentativa de uma nova abordagem não é demais até para setores que tendem a votar no PSDB em São Paulo? A ver.
Lorotas de FHC
Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil, farol das ideias conservadoras modernas da elite brasileira, sociólogo e até imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), a cada entrevista que concede, consegue superar o pré-candidato à Presidência da República, Aécio Neves.
Na última, ele disse que o “mensalão” do PSDB em Minas foi “apenas caixa dois”. O ato falho do grão mestre tucano, talvez sirva para mostrar como a elite pensa sobre a relação poder econômico e poder político: caixa dois pode, desde que seja o meu. Ou algo semelhante.
Essa fala de FHC pode explicar o porquê da insistência em negar que o “mensalão” do PT nunca existiu e que o erro cometido foi caixa dois. E isso não é uma mazela menor. Pensa assim que concorda que toda e qualquer relação social e política deva ser banhada a dinheiro.
O ato falho de FHC, digamos assim, também pode ter acontecido diante da certeza de impunidade. O “mensalão” tucano está em vias de prescrever. No esquema, até ele, andou recendo alguns “agrados”.
O que ele disse sobre o propinoduto tucano do metrô em São Paulo é algo que nem merece comentário. Coisa de quem perdeu a vergonha ou toma remédio controlado.
Para além do comparativo entre os casos de caixa dois entre PT e PSDB, a luz que ilumina as ideias parisienses tucanas, disse na mesma entrevista que seria bom que “qualquer um vença Dilma” em outubro. Ou seja, tanto faz. Desde que Dilma não se reeleja.
Ora, mas o PSDB tem um pré-candidato. É o senador Aécio Neves. Ele foi alçado à presidência nacional do partido para ter mais visibilidade. Se tanto faz quem vença a disputa em outubro, por que o tucanato lançou candidato? Depois da péssima colocação, FHC tentou consertar, mas o estrago já estava feito.

Mais um mal estar no ninho tucano. Se a coisa já não anda muito bem, segundo as pesquisas de opinião, elaboradas inclusive, por institutos ligados à imprensa grande. O que dirá agora com mais uma “bicorada” interna. Se ainda fosse o Serra quem tivesse dito tal coisa, isso poderia ter passado batido, mas foi o FHC, a quem Aécio vem afirmando que seu “legado” precisa ser resgatado para salvar o Brasil da bancarrota (surreal, não?).

texto: cadu

Família de Eduardo Campos-PSB recebeu ajuda da mãe: é a nova política tão falada por ele…

janeiro 21, 2014

 

Alvo de polêmica em Pernambuco nos últimos dias, o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) tem uma relação com a família do governador do Estado, Eduardo Campos (PSB), muito maior do que se imagina. O Imip apareceu nas páginas de notícias sobre política em razão de a ministra do TCU (Tribunal de Contas da União) e mãe de Eduardo Campos, Ana Arraes, ter rejeitado uma multa contra a entidade, hoje comandada pela família do secretário de Saúde de Pernambuco, Antonio Figueira (PSB). Ana foi relatora do processo e apresentou relatório contra parecer técnico que pedia a aplicação de multa de até R$ 43 mil ao instituto, por descumprimento de uma determinação do tribunal. Figueira presidiu a entidade até 2010.

O que não foi divulgado é que um dos fundadores do Imip é Flavio Accioly Campos, irmão de Maximiano Campos, pai de Eduardo Campos. Flavio, cunhado da ministra Ana Arraes, fundou a entidade junto com Fernando Figueira, pai do atual secretário de Saúde, já falecido. Ele é presidente de honra do Imip (in memorian). Um irmão de Ana Arraes e tio de Eduardo Campos, o médico Luís Claudio Arraes de Alencar, é, segundo o Currículo Lattes, coordenador do Centro de Pesquisa Clínica do Imip. Seu nome, no entanto, não aparece hoje no expediente do Imip. A entidade administra importantes hospitais da rede de Pernambuco: Metropolitano, Dom Hélder, Câmara, Dom Malan e Pelópidas Silveira. Gere também seis unidades de pronto-atendimento – as Upas de Olinda, Paulista, Igarassu, Barra de Jangada, Jaboatão Velho e Santo Agostinho.

fonte: último segundo

Gravíssimas denúncias contra Aécio Neves-PSDB

janeiro 20, 2014

 

 
 
“Overdoses de Aécio” e a “Morte de Modelo” 
geram retaliação
Matéria sobre a omissão na apuração das overdoses de Aécio e reabertura 
do caso da morte da modelo une Polícia Civil e MPMG contra Novojornal
 
Era previsível a retaliação por parte de integrantes do MPMG e da Polícia Civil, que 
após a tramitação irregular de uma denúncia apócrifa, tenta envolver o Portal jorna-
lístico por defender o denunciante da Lista de Furnas e do Mensalão, Nilton Monteiro. 
Tudo ocorreu após a recusa pelo diretor responsável doNovojornal a um interlocu-
tor do Governo de Minas em retirar de pauta duas matérias envolvendo três ex-go-
vernadores, um ex-vice-governador de Minas e o presidente da CEMIG.
Sabe-se hoje que a retaliação contra o Portal jornalístico foi conduzida pelo Procu-
rador André Estevão Ubaldino Pereira, chefe do Centro de Apoio Operacional das 
Promotorias de Justiça de Combate ao Crime Organizado e de Investigação Crimi-
nal (CAO Crimo) e Coordenadorias Regionais de Combate às Organizações Crimino-
sas (CRCOCs), todos os órgãos ligados ao MPMG. 
A primeira matéria ainda não publicada narrará o que vem ocorrendo na Coordena-
doria de Combate e Repressão ao Tráfico Ilícito de Entorpecentes, mais conhecida 
como Coordenadoria Antidrogas, que além de sua inércia em apurar, desapareceu 
com o procedimento instaurado em função das overdoses que quase levaram a óbi-
to Aécio Neves, quando o mesmo exercia o Governo de Minas Gerais.
 
É necessário destacar que tais overdoses ocorreram dentro do Palácio das Manga-
beiras, residência oficial do governador de Minas guarnecido pela Polícia Militar, 
24 horas por dia. Corporação Militar que cumpriu sua obrigação entregando através 
de seu serviço reservado um detalhado relato do ocorrido a Coordenadoria Anti-
drogas, inclusive, sobre a transferência de Aécio Neves em helicóptero operado 
pela Polícia Militar para o Hospital Mater Dei em Belo Horizonte.
 
A matéria do Novojornal não tem como destaque o fato de Aécio Neves ser um 
dependente químico, pois além de não ser novidade, trata-se de uma doença tra-
tável. O objetivo é demonstrar que em função de seu vício, houve a tomada do 
Poder por setores da área criminal do MPMG, assim como, ligada à defesa na jus-
tiça de grandes traficantes, culminando com a nomeação do ex-secretário de De-
fesa Social o advogado Mauricio Campos. 
 
Refém de seu vício, o ex-governador Aécio Neves viu-se envolvido, mesmo que 
para alguns involuntariamente, na defesa de um afrouxamento por parte das auto-
ridades públicas na repressão e combate ao tráfico de drogas, com a justificativa 
da introdução de uma política pública no Estado visando à descriminalização das 
drogas, mesmo antes da aprovação de leis neste sentido.
 
A matéria mostrará ainda que tal política pública visava manter uma Apartheid do 
vício. Enquanto para as classes sociais mais elevadas, onde o preço da droga che-
ga a ser três vezes maior, o consumo é considerado “recreativo”, nas classes me-
nos favorecidas, onde predomina a droga de baixo custo desta maneira com pe-
queno lucro, é tratado com prisão. Evidente que independente do mérito da lega-
lização ou não das drogas, o que será abordado é a necessidade de combate a 
quem fornece a droga, o traficante e as organizações criminosas a que pertencem. 
 
Mostraremos que nos últimos 10 anos não houve em Minas Gerais através da Coor-
denadoria de Combate e Repressão ao Tráfico Ilícito de Entorpecentes, qualquer 
operação de destaque com a desarticulação de grandes quadrilhas e apreensão 
proporcional, fruto de um trabalho de inteligência que merecesse o mesmo cuida-
do obtido no combate a crimes fiscais. 
 
O Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Combate ao Crime 
Organizado e de Investigação Criminal, foi transformado em um braço auxiliar e 
arrecadatório do Executivo através da Secretaria da Fazenda, que mesmo ao arre-
pio da Lei, forneceu e mantém os equipamentos de escuta telefônica e outras tec-
nologias utilizadas de maneira irregular, conforme denunciado por Novojornal na 
Fato reconhecido em relatório pelo CNMP- Conselho Nacional do Ministério Público.
 
A segunda matéria, esta já publicada, foi; “Juíza do “Mensalão Mineiro” manda in-
vestigar morte de modelo” diz respeito à morte da modelo Cristiane Aparecida 
Ferreira. Após sua publicação acompanhada dos documentos exibidos na reporta-
gem do “Mensalão Tucano” comprovando que modelo assassinada recebera 
R$ 1.800.000,00 de Walfrido dos Mares Guia, obrigou a Juíza Neide da Silva Mar-
tins e o Promotor João de Medeiro à abrirem nova linha de investigações para ana-
lisar nova vertente criminal. 
 
Depoimentos informam que Cristiane Aparecida Ferreira atuou transportando valo-
res milionários a serviço do esquema do “Mensalão Tucano”.
 
No entender de diversos criminalistas que se dedicam ao caso, a morte da modelo 
não foi um crime passional em relação ao seu namorado, Cristiane estaria jurada 
de morte por esposas de diversos figurões da sociedade mineira. Segundo um dos 
criminalistas que atua no caso, o assassinato da modelo realmente foi cometido por 
Reinaldo Pacífico, conforme sua condenação, porém, provas e evidências demons-
tram que houve um ou mais mandantes, porque Cristiane tornara-se “perigosa”, pa-
ra o esquema, pois além de conhecer toda operação mantinha relação amorosa 
com os principais operadores do esquema, desta forma, no entendimento destes 
criminalistas, a morte da modelo foi uma queima de arquivo. 
 
Como narrado anteriormente, diante das provas existentes nos autos, a Juíza da 
9ª Vara Criminal de Belo Horizonte determinou a abertura de um novo inquérito 
para apurar exclusivamente a participação de Cristiane no esquema conhecido co-
mo “Mensalão Tucano”. 
 
O processo tramita em Belo Horizonte por decisão do ministro Joaquim Barbosa. 
Segundo os criminalistas, comprovadamente Cristiane mantinha um caso amoroso 
com o atual presidente da Cemig Dijalma Moraes, com o ex-ministro e ex-vice-go-
vernador Walfrido dos Mares Guia e com o ex-governador Newton Cardoso e Ita-
mar Franco. 
 
“Com a abertura deste novo inquérito, quebra-se a resistência do Centro de Apoio 
Operacional das Promotorias de Justiça de Combate ao Crime Organizado e de In-
vestigação Criminal dirigido pelo Procurador Andre Estevão Ubaldino Pereira, que 
recusava reabrir o caso da morte da modelo”, conclui um dos criminalistas ouvidos 
por Novojornal
 
A matéria noticiava ainda que o inquérito que apurou o crime ocorrido no San Fran-
cisco Flat, um aparte hotel de luxo da capital mineira, teve várias de suas páginas 
arrancadas se transformando em ação penal com a condenação do despachante Rei-
naldo Pacifico, que até hoje continua solto sem qualquer explicação das diversas 
autoridades envolvidas. 
 
Infelizmente, fazer jornalismo em Minas Gerais onde o Estado foi capitulado pelo 
pior lado da classe política do Ministério Público e da Polícia Civil, tornou-se profis-
são de alto risco. A matéria relativa às overdoses de Aécio Neves será publicada 
simultaneamente com o lançamento de um livro que abordará seu comportamento 
desde que veio para Belo Horizonte em 1983 da Cidade do Rio de Janeiro até sua 
gestão frente o Governo de Minas Gerais.  
 
A reportagem do Novojornal procurou em Janeiro de 2013 o ex-governador e atual 
senador Aécio Neves e o Hospital Mater Dei por duas vezes e os mesmos recusaram-
se a comentar as internações ocorridas. O Procurador Andre Estevão Ubaldino Pe-
reira, chefe do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Comba-
te ao Crime Organizado e de Investigação Criminal (CAO Crimo), foi consultado so-
bre possíveis ocorrências de overdose do ex-governador e até o fechamento desta 
matéria nada respondeu. 

Como estão as obras da transposição do Rio São francisco: Há 200 anos o povo nordestino está esperando!

janeiro 19, 2014

Como estão as Obras do PAC na Transposição do Rio São Francisco??

 

A que nível estão as obras do PAC pra transposição do Rio São Francisco, sem procurar na PIG obviamente, mas em blogs e mídias regionais, lá onde estão construindo tudo??
 
 
 
 

Estão em fase de construção pela maioria, MAS JÁ EXISTEM VÁRIOS TRECHOS PRONTOS… fiz uma coletânea de imagens REAIS recolhidas pela internet ATÉ AGORA, NO FINAL DE 2013, e decidi postar aqui pra vocês…

NO FIM DAS CONTAS TRATA-SE DE NOSSO DINHEIRO…. E EU QUERO SABER COMO ESTÃO MESMO!!

AÍ ESTÃO as que recolhi em vários sites pela internet… NADA DE GRANDE MÍDIA…

A QUEM INTERESSAR POSSA!!

 

O campo minado que Eduardo Campos pisou….

janeiro 18, 2014

Programa do PSB prevê estatização de indústrias e fazendas e até o fim do ensino particular; parceria com grupo de Marina Silva também causar dar dor de cabeça ao presidenciável

Eduardo CamposEduardo Campos

A construção de uma candidatura presidencial envolve esforços múltiplos, como a formação de alianças, a arrecadação de fundos, a montagem de palanques regionais robustos e a definição de um programa consistente de governo. Eduardo Campos (PSB) vai bem e alguns deles, mas enfrentará dificuldades em outros. O governador de Pernambuco não poderá recorrer à base ideológica do PSB se quiser apresentar um discurso modernizador. Além disso, o relacionamento com os aliados da Rede Sustentabilidade, o quase partido idealizado pela ex-senadora Marina Silva, pode causar problemas ao projeto do presidenciável, especialmente nas coligações estaduais.

Adequar o discurso à prática será uma das missões de Campos nos próximos meses. Os fundamentos teóricos do estatuto do Partido Socialista Brasileiro ainda ecoam o discurso da Guerra Fria. As ideias expostas pelo PSB em seu programa começam pela “abolição do antagonismo de classes”. No Brasil dos sonhos do PSB, o Estado não apenas interviria na economia: ele assumiria as rédeas de toda a produção industrial, das exportações e da divisão das riquezas. Instituições privadas de ensino com fins lucrativos estariam com os dias contados.

O programa partidário tem entre seus pontos centrais a estatização dos “meios de produção”, o que inclui indústrias e propriedades rurais. Prega a cartilha: “A socialização realizar-se-á gradativamente, até a transferência, ao domínio social, de todos os bens passíveis de criar riquezas”. No campo, os donos de grandes propriedades teriam de ceder espaço a cooperativas controladas pelo Estado. O texto cita ainda outras medidas impensáveis, como a “nacionalização do crédito e das operações de seguro” e a “exclusividade da navegação de cabotagem, inclusive fluvial, para os navios brasileiros”.

Campos não pode nem afirmar que discorda das ideias do PSB: ele é o próprio presidente da legenda, que teve em seu avô, Miguel Arraes (1916-2005), um de seus principais nomes. O pré-candidato à Presidência – que fez parcerias com a iniciativa privada em sua gestão à frente do Estado – nunca se preocupou em patrocinar uma mudança programática.

Como se vê, o ideário do partido de Eduardo Campos não deve ajudar muito a divulgação do candidato que se apresenta como um bom gestor público e um político livre das amarras ideologizantes. Mas os integrantes do PSB minimizam o problema.

O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) diz que, mais do que no programa, o partido vai se basear no exemplo demonstrado por seus governadores, como o próprio Eduardo Campos e o governador Renato Casagrande, do Espírito Santo. “Eu acho que o programa do PSB já é praticado nas nossas gestões, e são programas que mostram que nós praticamos um socialismo moderno”, afirma. Delgado admite, no entanto, que alguns pontos mais radicais podem atrapalhar: “Nós temos um congresso previsto para fevereiro. Talvez nós precisemos atualizar essas linhas que não são mais imagináveis numa sociedade competitiva como a de hoje”.

O incômodo é ainda maior para Paulo Bornhausen, secretário de Desenvolvimento Sustentável de Santa Catarina e herdeiro de uma política que nunca esteve no campo político da esquerda. Ele admite que seu ingresso no PSB – acompanhado do pai, o ex-governador Jorge Bornhausen, que foi presidente do extinto PFL (hoje Democratas) – não ocorreu por causa da solidez programática dos socialistas: “O que me encantou foi essa possibilidade de estar ao lado do Eduardo Campos, que é um reformador, um político moderno, um homem atualizado, e uma pessoa que tem a capacidade de fazer as modificações de que o Brasil precisa”, diz Paulo Bornhausen.

A dissonância entre as propostas do candidato e as ideias do partido são apenas mais um exemplo do caos em que se transformou a organização partidária no Brasil. O Partido Socialista Brasileiro teve entre seus filiados, até o ano passado, o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo, Paulo Skaf – potencialmente, o primeiro alvo dos socialistas caso eles chegassem ao poder central. Hoje, Skaf migrou para o PMDB para disputar o governo de São Paulo. Vanderlan Cardoso, pré-candidato do PSB ao governo de Goiás, é outro milionário que resolveu aderir à legenda. “A estrutura política do Brasil é esquizofrênica”, reconhece Paulo Bornhausen.

Rede – As bandeiras do PSB também estão em desarmonia com as da Rede, o movimento político de Marina Silva. Apesar de ter um conteúdo ideológico amorfo, o grupo marinista, que migrou para o PSB depois de não conseguir o registro partidário na Justiça Eleitoral, não prega soluções tão extremistas para a economia – até porque há grandes empresários patrocinando a Rede.

Além disso, o programa do PSB não faz menção ao meio-ambiente. Na verdade, o programa utópico dos socialistas prevê a manutenção das grandes propriedades rurais (que passariam a ser geridas por cooperativas) e, ao mesmo tempo, a criação de novas áreas de plantio no entorno de cada cidade. É quarto item na categoria “reivindicações imediatas”: “Libertação de uma área em torno das cidades, vilas e povoados, destinada à produção de gêneros de imediato consumo alimentar local”.

A harmonização das propostas de PSB e Rede deve ser formalizada apenas depois que a chapa majoritária estiver definida. O mais provável é que Marina Silva se candidate a vice-presidente. A partir desse acerto (que pode sair em fevereiro), os candidatos devem apresentar aos eleitores sua base programática.

Pedro Ivo, uma das lideranças nacionais da Rede, diz que as divergências ideológicas não incomodam porque a parceria tem foco em 2014: “Estamos discutindo o futuro programa da campanha de Eduardo Campos, e não o do PSB. Não há nenhuma preocupação”, diz. Os integrantes do grupo de Marina Silva se fiam na garantia de que a plataforma presidencial terá a defesa do meio-ambiente como um dos pontos centrais. O acerto foi feito durante o processo de adesão da ex-senadora ao partido socialista.

De qualquer forma, quando resolveram se filiar à legenda de Eduardo Campos, Marina e seus aliados automaticamente consignaram seu apoio ao que diz o item 10 do manifesto do PSB: “O partido admite a possibilidade de realizar algumas de suas reivindicações em regime capitalista, mas afirma sua convicção de que a solução definitiva dos problemas sociais e econômicos (…) só será possível mediante a execução integral do seu programa”.

Alianças – As alianças estaduais são outro obstáculo à harmonia entre os dois partidos: a Rede não aceita parcerias com o PSDB, por exemplo, e pode atrapalhar os planos do PSB em São Paulo. Lá, o partido pretendia apoiar a reeleição do tucano Geraldo Alckmin, mas o grupo de Marina se opõe – porque defende o lançamento de uma candidatura própria, com o deputado Walter Feldman ou a ex-prefeita Luiza Erundina.

Já o PSB não quer trocar a coligação com o candidato favorito por um projeto aventureiro. “Marina é uma mulher idônea, com uma história de vida linda, mas a sensação que ela passa para o eleitor comum é de que tanto faz se ganha ou se perde, o que importa é a luta”, diz Márcio França, presidente do PSB paulista.

A própria Marina já afirmou que, nos Estados em que o acerto não for possível, o melhor seria PSB e Rede adotarem soluções distintas: “Existirão alguns momentos em que poderemos caminhar juntos com o PSB e outros não. Somos dois partidos independentes”, afirmou ela, em outubro.

Acontece que os acordos estaduais, como em São Paulo, são fundamentais para o projeto presidencial de Campos, que poderia ser favorecido pela aliança estadual com os tucanos.  A formação de um palanque frágil no maior colégio eleitoral do país poderia prejudicar o projeto presidencial. Além disso, Marina tem condicionado o lançamento de uma candidatura própria do PSB e da Rede ao governo paulista para, em troca, assumir desde já o posto de vice na chapa presidencial – o que ajudaria o projeto de Eduardo.

Os desacertos se repetem em outras partes do país. Um cenário semelhante se desenha no Maranhão: o PSB tem um acordo com Flávio Dino (PCdoB), enquanto a Rede apoia a candidatura da deputada estadual Eliziane Gama (PPS). Mais uma vez, surge o dilema entre um palanque forte para a candidatura presidencial e o lançamento de uma candidatura própria para marcar posição.

No Distrito Federal, o PSB deve lançar o senador Rodrigo Rollemberg ao governo. Mas o deputado Reguffe, filiado ao PDT e adepto da Rede, também já iniciou sua caminhada eleitoral. Ele é o preferido de Marina. Até agora, não há sinal de que alguns dos lados vai ceder.

Campos vai ter de decidir se intervém nos diretórios estaduais ou deixa que cada unidade da federação decida como agir: “Dada as circunstâncias, acho que a definição não vai sair antes da convenção estadual, em junho”, diz Márcio França.

gabriel castro