Mapa da violência em Santa Catarina

Dá pra dizer que Itajaí, Camboriú, Navegantes e Balneário Camboriú foram palco de um banho de sangue em 2013. Nas quatro cidades, aconteceram 98 dos 675 assassinatos registrados na Santa & Bela. O número colocou as quatro no ranking dos 10 municípios mais violentos do estado. Acerto de contas ligado ao tráfico de drogas e até guerra entre famílias são apontadas como causa dessa sangueira sem fim. As autoridades são unânimes em apontar a falta de estrutura e principalmente de policiais como fatores que dificultam o trampo pra conter a criminalidade.
A lista negra das mortes é liderada por Joinville, que é o maior e mais violento município do estado, onde aconteceram 59 mortes ciolentas. Florianópolis e Chapecó, respectivamente, aparecem em segundo e terceiro, com 48 e 44 homicídios. As cidades do litoral norte ocupam da sexta posição em diante. Itajaí está em sexto lugar, com 26 assassinatos, seguida de Camboriú, que vem em oitavo, com 25; Navegantes com 24 mortes ficou em nono. Balneário Camboriú, que está em décimo, registrou 23 assassinatos.
Os dados foram divulgados pelo núcleo de Geoprocessamento e Estatística, da Diretoria de Informação e Inteligência (DINI), da secretaria de Estado da Segurança Pública baseados em crimes ocorridos até o dia 20 de dezembro. Pelo relatório, houve assassinatos em 141 dos 295 municípios de Santa Catarina. No ranking, entram apenas assassinatos, ficando de fora mortes em confronto com a polícia e os latrocínios – roubos seguidos de morte.
Em três municípios da região, o número de assassinatos aumentou: Itajaí, Navegantes e Balneário Camboriú. Camboriú, mesmo ficando em oitavo no ranking, teve uma diminuição de 37,5% no número de assassinatos. Em 2012, foram 40 assassinatos, contra os 25 registrados em 2013.
Outras quatro cidades da região tiveram destaques positivos nas estatísticas dos assassinatos. Penha diminuiu o número de mortes de sete para três. Balneário Piçarras de seis para três. Em Itapema, a redução foi menor: de 11 para 10. Já em Bombinhas não aconteceu nenhum homicídio em 2013.
Cambu dá exemplo e reduz assassinatos
Mesmo estando na lista das 10 cidades catarinenses mais violentas, Camboriú tem motivos para comemorar. Conseguiu reduzir em 37,5% o número de execuções na cidade. Em 2012, a Capital da Pedra ocupou a 5ª posição, com 40 homicídios. Já em 2013, registrou 25. O número é comemorado pelo capitão Pablo Neri Pereira, da 1ª companhia da Polícia Militar.
A resposta pra queda no número de mortes está na ponta da língua do capitão: o projeto “Camboriú Mais Segura”, que foi lançado em março de 2013 e deve encerrar em março deste ano. O trabalho em parceria entre a PM, polícia Civil, prefeitura de Camboriú, conselho Comunitário de Segurança e a comunidade tem como objetivo trabalhar ações preventivas. “Vimos que só a repressão não estava apresentando resultados positivos, então passamos a trabalhar com a prevenção. Os resultados estão aí”, comemora o estrelado.
Pra poder implantar o programa, a cidade recebeu 10 fardados no início do ano passado e os direcionou pra trampar nas áreas consideradas de risco, além de montar bases operacionais no distrito Monte Alegre e no Taboleiro, considerados os mais violentos da cidade. Juntos, os dois lugares foram palco de 16 das 25 mortes ocorridas em 2013. “Conseguimos alcançar quase 50% de redução, o que torna o saldo positivo. Agora, a meta é dar continuidade ao trabalho e tentar diminuir ainda mais esse número”, afirma Pablo.
Navega dobra número de execuções
Navegantes dobrou o número de assassinatos de um ano para o outro. Em 2012, a cidade ocupava o 17º lugar, com 11 mortes. No ano passado, a cidade registrou 24 execuções – o número colocou o município como o 9º no ranking das citys mais violentas. Pro coronel Marco Antônio Otávio, comandante da PM dengo-dengo, esta sangueira toda está relacionada ao tráfico de drogas. “Apenas 10% das mortes têm outras motivações que não sejam o tráfico. O restante está relacionado de alguma forma”, carcou.
Das 24 mortes, sete ocorreram no bairro São Paulo, apontado como um dos mais violentos da city dengo-dengo. E o motivo dessas mortes, segundo o comandante, é uma briga entre duas facções rivais que tentam dominar o tráfico no local. “Tivemos uma situação diferenciada no São Paulo, que foi uma série de mortes motivada pela briga entre o PGC e a família Jeremias”, declarou.
Pra tentar diminuir os assassinatos, o comandante destaca que montou uma equipe permanente pra realizar barreiras em Navega e rearticulou o trabalho do setor de inteligência. Ele acredita que com isso vai conseguir coibir parte dos crimes. Mas espera receber um número maior de fardados para facilitar o trabalho de prevenção da PM.
Mais mortes em Balneário
Em Balneário Camboriú, o número de mortes aumentou 53% em 2013. A cidade registrou oito homícidios a mais que os 15 de 2012. O coronel Marcello Martinez Hipolito, que comanda o 12º batalhão da PM, credita 80% das mortes da cidade ao tráfico de drogas. E pra combater esse tipo de crime, ele diz que é necessário fazer um trabalho de prevenção com repressão. Mas pra que isso dê certo, é preciso que a PM trabalhe em parceria com o poder público, o que não ocorreu em 2013. “Tivemos um ano tumultuado com a prefeitura, o que complicou um pouco a logística do trabalho da PM. Realizamos reuniões, e acredito que pra 2014 essa relação seja estreitada”, espera.
O comandante diz que pra conseguir resultados positivos é importante, ainda, realizar um levantamento estratégico, ou seja, colocar o setor de inteligência nas ruas pra saber onde, como e quem são os criminosos de plantão. Através dessas informações é que se consegue montar uma estratégia de combate ao crime.
Itajaí mais violenta
Com 26 mortes, a cidade de Itajaí passou da nona posição em 2012, com 22 mortes, para o sexto lugar em 2013, com dois assassinatos a mais. Procurados pelo DIARINHO pra falar sobre o aumento, o tenente Luís Antonio Pittol Trevisan, responsável pela comunicação, e o coronel Clayton Marafioti, comandante do 1º batalhão da PM, não foram localizados. O mesmo aconteceu com o delegado Regional Rui Garcia dos Santos, que encarregou o delegado Celso Pereira de Andrade, titular da divisão de Investigação Criminal (DIC), pra falar sobre o assunto, mas ele não atendeu as ligações.

FONTE: diarinho

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