Gravíssimas denúncias contra Aécio Neves-PSDB

 

 
 
“Overdoses de Aécio” e a “Morte de Modelo” 
geram retaliação
Matéria sobre a omissão na apuração das overdoses de Aécio e reabertura 
do caso da morte da modelo une Polícia Civil e MPMG contra Novojornal
 
Era previsível a retaliação por parte de integrantes do MPMG e da Polícia Civil, que 
após a tramitação irregular de uma denúncia apócrifa, tenta envolver o Portal jorna-
lístico por defender o denunciante da Lista de Furnas e do Mensalão, Nilton Monteiro. 
Tudo ocorreu após a recusa pelo diretor responsável doNovojornal a um interlocu-
tor do Governo de Minas em retirar de pauta duas matérias envolvendo três ex-go-
vernadores, um ex-vice-governador de Minas e o presidente da CEMIG.
Sabe-se hoje que a retaliação contra o Portal jornalístico foi conduzida pelo Procu-
rador André Estevão Ubaldino Pereira, chefe do Centro de Apoio Operacional das 
Promotorias de Justiça de Combate ao Crime Organizado e de Investigação Crimi-
nal (CAO Crimo) e Coordenadorias Regionais de Combate às Organizações Crimino-
sas (CRCOCs), todos os órgãos ligados ao MPMG. 
A primeira matéria ainda não publicada narrará o que vem ocorrendo na Coordena-
doria de Combate e Repressão ao Tráfico Ilícito de Entorpecentes, mais conhecida 
como Coordenadoria Antidrogas, que além de sua inércia em apurar, desapareceu 
com o procedimento instaurado em função das overdoses que quase levaram a óbi-
to Aécio Neves, quando o mesmo exercia o Governo de Minas Gerais.
 
É necessário destacar que tais overdoses ocorreram dentro do Palácio das Manga-
beiras, residência oficial do governador de Minas guarnecido pela Polícia Militar, 
24 horas por dia. Corporação Militar que cumpriu sua obrigação entregando através 
de seu serviço reservado um detalhado relato do ocorrido a Coordenadoria Anti-
drogas, inclusive, sobre a transferência de Aécio Neves em helicóptero operado 
pela Polícia Militar para o Hospital Mater Dei em Belo Horizonte.
 
A matéria do Novojornal não tem como destaque o fato de Aécio Neves ser um 
dependente químico, pois além de não ser novidade, trata-se de uma doença tra-
tável. O objetivo é demonstrar que em função de seu vício, houve a tomada do 
Poder por setores da área criminal do MPMG, assim como, ligada à defesa na jus-
tiça de grandes traficantes, culminando com a nomeação do ex-secretário de De-
fesa Social o advogado Mauricio Campos. 
 
Refém de seu vício, o ex-governador Aécio Neves viu-se envolvido, mesmo que 
para alguns involuntariamente, na defesa de um afrouxamento por parte das auto-
ridades públicas na repressão e combate ao tráfico de drogas, com a justificativa 
da introdução de uma política pública no Estado visando à descriminalização das 
drogas, mesmo antes da aprovação de leis neste sentido.
 
A matéria mostrará ainda que tal política pública visava manter uma Apartheid do 
vício. Enquanto para as classes sociais mais elevadas, onde o preço da droga che-
ga a ser três vezes maior, o consumo é considerado “recreativo”, nas classes me-
nos favorecidas, onde predomina a droga de baixo custo desta maneira com pe-
queno lucro, é tratado com prisão. Evidente que independente do mérito da lega-
lização ou não das drogas, o que será abordado é a necessidade de combate a 
quem fornece a droga, o traficante e as organizações criminosas a que pertencem. 
 
Mostraremos que nos últimos 10 anos não houve em Minas Gerais através da Coor-
denadoria de Combate e Repressão ao Tráfico Ilícito de Entorpecentes, qualquer 
operação de destaque com a desarticulação de grandes quadrilhas e apreensão 
proporcional, fruto de um trabalho de inteligência que merecesse o mesmo cuida-
do obtido no combate a crimes fiscais. 
 
O Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Combate ao Crime 
Organizado e de Investigação Criminal, foi transformado em um braço auxiliar e 
arrecadatório do Executivo através da Secretaria da Fazenda, que mesmo ao arre-
pio da Lei, forneceu e mantém os equipamentos de escuta telefônica e outras tec-
nologias utilizadas de maneira irregular, conforme denunciado por Novojornal na 
Fato reconhecido em relatório pelo CNMP- Conselho Nacional do Ministério Público.
 
A segunda matéria, esta já publicada, foi; “Juíza do “Mensalão Mineiro” manda in-
vestigar morte de modelo” diz respeito à morte da modelo Cristiane Aparecida 
Ferreira. Após sua publicação acompanhada dos documentos exibidos na reporta-
gem do “Mensalão Tucano” comprovando que modelo assassinada recebera 
R$ 1.800.000,00 de Walfrido dos Mares Guia, obrigou a Juíza Neide da Silva Mar-
tins e o Promotor João de Medeiro à abrirem nova linha de investigações para ana-
lisar nova vertente criminal. 
 
Depoimentos informam que Cristiane Aparecida Ferreira atuou transportando valo-
res milionários a serviço do esquema do “Mensalão Tucano”.
 
No entender de diversos criminalistas que se dedicam ao caso, a morte da modelo 
não foi um crime passional em relação ao seu namorado, Cristiane estaria jurada 
de morte por esposas de diversos figurões da sociedade mineira. Segundo um dos 
criminalistas que atua no caso, o assassinato da modelo realmente foi cometido por 
Reinaldo Pacífico, conforme sua condenação, porém, provas e evidências demons-
tram que houve um ou mais mandantes, porque Cristiane tornara-se “perigosa”, pa-
ra o esquema, pois além de conhecer toda operação mantinha relação amorosa 
com os principais operadores do esquema, desta forma, no entendimento destes 
criminalistas, a morte da modelo foi uma queima de arquivo. 
 
Como narrado anteriormente, diante das provas existentes nos autos, a Juíza da 
9ª Vara Criminal de Belo Horizonte determinou a abertura de um novo inquérito 
para apurar exclusivamente a participação de Cristiane no esquema conhecido co-
mo “Mensalão Tucano”. 
 
O processo tramita em Belo Horizonte por decisão do ministro Joaquim Barbosa. 
Segundo os criminalistas, comprovadamente Cristiane mantinha um caso amoroso 
com o atual presidente da Cemig Dijalma Moraes, com o ex-ministro e ex-vice-go-
vernador Walfrido dos Mares Guia e com o ex-governador Newton Cardoso e Ita-
mar Franco. 
 
“Com a abertura deste novo inquérito, quebra-se a resistência do Centro de Apoio 
Operacional das Promotorias de Justiça de Combate ao Crime Organizado e de In-
vestigação Criminal dirigido pelo Procurador Andre Estevão Ubaldino Pereira, que 
recusava reabrir o caso da morte da modelo”, conclui um dos criminalistas ouvidos 
por Novojornal
 
A matéria noticiava ainda que o inquérito que apurou o crime ocorrido no San Fran-
cisco Flat, um aparte hotel de luxo da capital mineira, teve várias de suas páginas 
arrancadas se transformando em ação penal com a condenação do despachante Rei-
naldo Pacifico, que até hoje continua solto sem qualquer explicação das diversas 
autoridades envolvidas. 
 
Infelizmente, fazer jornalismo em Minas Gerais onde o Estado foi capitulado pelo 
pior lado da classe política do Ministério Público e da Polícia Civil, tornou-se profis-
são de alto risco. A matéria relativa às overdoses de Aécio Neves será publicada 
simultaneamente com o lançamento de um livro que abordará seu comportamento 
desde que veio para Belo Horizonte em 1983 da Cidade do Rio de Janeiro até sua 
gestão frente o Governo de Minas Gerais.  
 
A reportagem do Novojornal procurou em Janeiro de 2013 o ex-governador e atual 
senador Aécio Neves e o Hospital Mater Dei por duas vezes e os mesmos recusaram-
se a comentar as internações ocorridas. O Procurador Andre Estevão Ubaldino Pe-
reira, chefe do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Comba-
te ao Crime Organizado e de Investigação Criminal (CAO Crimo), foi consultado so-
bre possíveis ocorrências de overdose do ex-governador e até o fechamento desta 
matéria nada respondeu. 
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