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Assessores de Eduardo Campos e Marina Silva são usuários de droga!

abril 25, 2014

 

O sociólogo Mateus Prado se autodefine como “um dos educadores mais influentes do Twitter.” Neste sábado, ele testará sua influência fora da internet, numa convenção da Rede Sustentabilidade. Irá ao encontro como um dos pré-candidatos da agremiação de Marina Silva ao governo de São Paulo. Há três dias, Mateus foi sabatinado por correligionários. Cometeu inúmeras sinceridades. Uma delas pode ser assistida no vídeo acima.

Instado a dizer o que pensa sobre a maconha, ele evocou um comentário feito por Marina Silva em julho do ano passado. Ao participar de um debate em São Paulo, ela dissera que “pelo menos 70%” da Rede era a favor descriminalização do aborto, da legalização da maconha e da união civil entre pessoas do mesmo sexo.

Mateus afirmou que, em relação à droga, a estimativa de Marina “foi chute”. Pelas suas contas, “mais de 90% da Rede é a favor” da descriminalização da maconha. Até aí, nada de extraordinário. Até o grão-tucano Fernando Henrique Cardoso já atravessou esse Rubicão. A própria Marina, evangélica, defendera na sucessão de 2010 a realização de um plebiscito.

Mas Mateus Prado levou sua franqueza às fronteiras do paroxismo ao revelar que a relação dos auxiliares de Marina com a maconha não é meramente teórica. “Boa parte da assessoria dela puxa um baseado”, ele fez questão de acrescentar, num desafio à serenidade da líder da Rede e ao conservadorismo do eleitorado de São Paulo.

“Isso não tem nada demais, porque não faz mal”, Mateus tentou amenizar. “O uísque faz muito pior do que a maconha. Nós temos que tratar isso como política de Estado de saúde.” Confundiu-se ao dizer que é necessário “tirar a responsabilidade do traficante”. Em verdade, quis dizer que convém aliviar a punião do usuário da droga. Defendeu, de resto, que o Brasil imite Portugal, onde se desenvolve o que chamou de “a melhor política” nessa área.

Facebook/ReproduçãoBeneficiário da “filiação solidária” que o PSB ofereceu a Marina e aos seus seguidores depois que o TSE negou registro à Rede, Mateus não soou grato. “Eu só fui me filiar ao PSB no último dia”, disse. Só rubricou a ficha depois de ouvir uma ponderação de Fernando Oliveira, membro da comissão estadual da Rede. “O Fernando teve uma conversa séria comigo. […] Ele falou pra mim: ‘A Erundina foi pra lá e ninguém acha que ela não é séria. É só você fazer as coisas certas.”

A exemplo da maioria da Rede, Mateus avalia que, no momento, há duas “coisas certas” a fazer em São Paulo. A primeira é impedir que o presidente estadual do PSB, deputado Márcio França, empurre o partido para dentro da coligação reeleitoral do governador tucano Geraldo Alckmin. A segunda é bloquear a candidatura do próprio França ao governo paulista.

Mateus disse ter ficado “puto” com uma “brincadeira” que França fez com Walter Feldeman, outro pré-candidato da Rede ao Palácio dos Bandeirantes. O mandachuva do PSB estadual dissera que não se opunha à candidatura de Feldman, desde que disputasse a vaga de candidato com ele na convenção do PSB.

“Eu fiquei puto quando ele falou isso pro Feldman”, abespinhou-se Mateus. “Minha vontade é bater no França quando ele fala um negócio desses. Desculpem o temperamento. Não vou bater. Vocês não vão deixar.” Noutro trecho da sabatina, a pretexto de reforçar o desapreço que nutre por França, o orador arrancou aplausos da plateia ao pregar a inversão da chapa presidencial do PSB: Marina na cabeça, Campos na vice.

“Eu odeio Márcio França, não queria ser da chapa dele”, disse Mateus Prado. “Mas eu posso topar ser vice se o Eduardo Campos topar trocar e ser vice da Marina. Eu topo.” Mais adiante, um dos presentes perguntou se o pré-candidato se disporia a liderar um movimento nacional em favor da inversão da chapa. Ao responder, Mateus deu voz à desconfiança que vigora na Rede em relação a Eduardo Campos.

“Eu poderia fazer esse papel também. Mas, se eu estou me propondo a ser candidato a governador para salvar o DNA da Rede, não posos liderar uma coisa que não vai acontecer: a inversão de chapa. Gente, do mesmo jeito que o França é dono aqui, o Eduardo é dono do partido nacionalmente. […] Não vamos ser inocentes. Não vão deixar a Marina ser candidata.”

Mateus prosseguiu: “Só se o Eduardo for muito elegante, muito inteligente, muito desprendido, coisas que eu não espero dele. O que eu espero dele, minimamente, é que pelo menos parte do programa ele incorpore no governo, não só no discurso.”

Tomado pelo discurso, Mateus Prado seria personagem duro de roer para os amantes de automóvel se um milagre o transformasse em governador de São Paulo. “Nós temos que incentivar a cidade sem carro e ter uma política no Estado de São Paulo bastante agressiva de proibição da utilização do carro.”

Mateus disse que, “se fosse prefeito, proibia a entrada de carro em todo o centro expandido de São Paulo.” Como seu desafio é tornar-se governador, acha que pode “implementar o rodízio estadual.” Para não beneficiar os mais ricos, que têm vários carros, a proibição recairia sobre as pessoas, não sobre as placas dos automóveis. Os motoristas seriam impedidos de dirigir por dois ou três dias na semana. Não é só: o orador defende o fechamento de Congonhas e a inauguração de um novo aeroporto no qual ninguém possa chegar de carro (veja abaixo).

 

Conforme noticiado aqui, Mateus Prado não é o único pré-candidato que a Rede se dispõe a apoiar. Vencida a etapa da escolha do nome, a turma de Marina terá de convencer o PSB a refugar Alckmin e França para abraçar o seu candidato. Para Mateus, esse é um problema que cabe a Eduardo Campos embalar:

“O único jeito de viabilizar a candidatura é pela [direção] nacional, é botar o problema pro Eduardo Campos. O França nunca vai abrir, porque abrir significa perder os 200, 300 cargos dele [na administração Alckmin]”, exagerou o correligionário de Marina. “É o Eduardo Campos quem precisa sofrer esse problema, que nós estamos criando a partir de hoje…”.

josiasdesouza

PMDB já sabe que o PP estará na majoritária: afirma deputado Merísio-PSD

abril 24, 2014

DC — A decisão do PMDB na pré-convenção é um momento quase definitivo para os encaminhamentos de quem estará na eleição ao governo deste ano. Qual a expectativa do PSD?
Merísio — Se prevalecer a lógica das lideranças, não há dúvida de que a tese que defende a continuidade no governo – não é participação, é continuidade – deve ser a vencedora. O PMDB participa de todas as decisões importantes e de impacto do atual governo.

DC — O PSD vem se aproximando do PP desde 2011 e já deu sinais de que tem interesse de ter o partido na aliança. Como administrar essa rivalidade histórica para ter os dois partidos na aliança?
Merísio — A eleição correu de uma forma muito semelhante em 2006, quando o então governador Luiz Henrique disputou a reeleição e foi buscar um grupo extremamente distante, que era o PFL na época, do qual nós fazíamos parte e não tínhamos nenhuma afinidade com o PMDB. Fizemos uma construção legislativa entre as bancadas que no fim acabou se tornando uma aliança eleitoral onde se superaram as diferenças. Assim como agora, houveram reações, o que têm que ser respeitado.

DC — E a rivalidade histórica?
Merísio — Entendo que essa dificuldade inicial vá diminuindo ao longo do processo. Até porque o PP também apoio esse governo – que é PSD e PMDB – desde o primeiro dia dos trabalhos na Assembleia. Participar da chapa agora é só um passo a mais, um passo à frente, que será dado. Vai se construir um ambiente adequado à convivência.

DC — Qual a posição do PSD, caso o PMDB queira indicar nomes para vice e Senado na chapa?
Merísio — Essa hipótese não existe. Já temos a definição de que o PP estará na chapa majoritária. O PMDB tem consciência disso, entende que vai ter dificuldades com o PP, mas que serão superadas. Até porque o candidato a governador é do PSD, que não tem nenhum problema de relação com o Partido Progressista. Nós temos que compreender essas dificuldades e ajudar a minimizá-las.

DC — O PSD considera a possibilidade de ter que escolher PMDB ou PP?
Merísio — Nós escolhemos os dois. Como em dezembro o PMDB não tinha condições internas para fazer uma decisão naquele momento e o PP foi possível termos esse encaminhamento, já temos ele formulado com o último. Por isso vamos fazer todo o esforço para termo o outro também. Mas, sinceramente, eu não acredito que cheguemos a esse momento. Passada a convenção, será outro ambiente. Teremos com certeza uma ampla aliança, que é boa para o Estado. Não pode se pensar apenas na reeleição, é necessário pensar no administrativo, na governabilidade.

DC — Se vencer a ala do PMDB que defende a manutenção da aliança com o governo Colombo, que espaço o partido terá em um eventual segundo mandato do govenador?
Merísio — O PMDB é um partido grande e a geografia das urnas tem que ser respeitada. Terá uma importância muito grande no próximo governo, como tem agora. Se você fizer uma fotografia do governo, vai perceber a importância que tem o PMDB.

DC — Se vencer a ala do PMDB que defende a candidatura própria, o PSD vai buscar o apoio do PSDB novamente? Apoiaria o senador Aécio Neves à presidência da República neste cenário?
Merísio — Na questão presidencial temos uma coisa muito clara. Não podemos voltar atrás em algo que é coerente. Vamos reconhecer publicamente o apoio que tivemos da presidente Dilma e do governo federal para as ações em Santa Catarina. Eleitoralmente, cada cidadão vai escolher se deve reconduzir, assim como vai escolher também se vai reconduzir nosso governador Raimundo Colombo.

DC — E sobre o PSDB?
Merísio — Agora, não vencendo a tese do PMDB conosco, nós vamos buscar sim a composição com o PSDB de Santa Catarina. Vamos construir em torno de Colombo junto com os dez partidos que já anunciaram apoio à sua reeleição a construção de outra aliança forte e robusta que permita, além de uma boa eleição, ter uma base sólida na Assembleia.

DC — Qual a posição do PSD sobre uma aliança com o PT, que em Santa Catarina é oposição ao governo? Remota?
Merísio — Ela não é remota, é impossível. Nós com o governo federal construímos nos últimos três anos uma parceria, sempre com o interesse público preservado, e isso acaba depois também se refletindo em uma questão eleitoral. Com o PT do Estado é o contrário. Durante os três anos de mandato fez uma oposição severa e rude com o governador. Não tem como, na boca da eleição, ser alterado. Seremos adversários em Santa Catarina.

DC — Se vencer a ala do PMDB que defende a manutenção da aliança com o governo Colombo, o PSD se compromete a apoiar o candidato do PMDB ao governo em 2018?
Merísio — Essa questão ocorreu também em 2006 na eleição do governador Luiz Henrique. Houve a mesma colocação, mas inversa. Nós que buscávamos ter uma candidatura ao governo, que acabamos tendo, o governador Raimundo Colombo. O encaminhamento que foi dado lá é o mesmo que tem que ser dado agora. Se em 2018 o PMDB tiver o candidato natural, o que é muito provável que ocorra, até porque deve concluir o mandato do governador, é absolutamente natural o nosso apoio a um processo de reeleição ou de encaminhamento para o PMDB. Agora, deixar isso definido quatro anos antes é impossível. Se for, vai ter o nosso apoio com certeza.

fonte: moacirpereira

Raimundo Colombo tenta censurar Claudio Vignatti!

abril 24, 2014

O PSD tentou tirar do ar na Justiça Eleitoral as inserções de televisão que o PT catarinense tem levado ao ar esta semana. Apresentados pelo pré-candidato a governador Claudio Vignatti, o mote dos vídeos — um sobre saúde e o outro sobre segurança — é “dá pra fazer melhor, mas para isto tem que trabalhar”.

Veja os vídeos.

 

O que fizeram com a educação em Santa Catarina? quem comeu o queijo?

abril 23, 2014

 

1) O que – fizeram e farão com o dinheiro da Educação ? Só de economia com o desaparecimento de 1.400 escolas estaduais ? Eram 2.500 no início do governo LHS e são 1.100 agora no final do governo JRC. Efetivaram alguns ? Sim, 2,3 mil ? Mas os ACTs eram 15.000. Faltam efetivar uns 20.000 a bem de atender a demanda. É dinheiro prá caralho! O Bauer foi eleito senador. Onde está o dinheiro agora ? Alguém se habilita a pelos menos fazer a conta ?
2) Por que – os aditivos são prontamente aprovados e publicados na maior cara de pau no DOE ?
3) Para que – revidar uma atitude sindical senão para mostrar o medo, o rabo preso ? Colombo tá phodido nas mãos dos seus secretários. Não precisa mais de inimigos.
4) Como – é que vão para a televisão mentir, dizer que escola é habitável ?
5) Quando – é que alguma coisa é foi ou será resolvida dentro daquela COJUR que conta com mais de 30 advogados especialistas em amarrar processos politizar direitos…
6) Onde – existe uma quadra digna para as aulas de educação física ?
7) Quem – é quem dentro desta secretaria pois atésos servidores de carreira não suportam mais tanta asneira, injustiça e vendilhança ?
8) Quanto – em bilhões custa esta omissão de educação aos cidadãos catarinenses ?
9) Quais – os critérios idiotas que colocaram para designar diretores ? Os critérios para desenvolver o princípio constitucional federal e estadual da isonomia se um professor desvalorizado ganha 12,00 para um lanchinho de merda ? A merenda escolar ? A promoção na carreira ? O andamento dos processos dentro da sed, dentro das regionais, dentro das gerências e unidades a não ser o dedômetro, o engavetamento e o envio proposital para setor errado ? E tem muito mais perguntas! Siga a numeração e complete. Cada pergunta é básica… é um aspecto.
Portanto, não só phodidos e mal pagos, o magistério e os catarinenses estão sendo é muito bem roubados! É impossível que não entendam essa linguagem! E não adianta rebater com irritação sem argumentos!

A maior crise na campanha de Aécio, que a Globo esconde!

abril 22, 2014

Uma crise se abate sobre a campanha de Aécio Neves. De todos os problemas que já enfrentou, a bomba de efeito retardado chamada “Pimenta da Veiga” é, sem sombra de dúvida, a maior até o momento.

Ela explodiu justo em Minas Gerais, onde Aécio esperava tirar parte da diferença de votos que Dilma terá em outros estados.

A escolha de Pimenta da Veiga, um dos pais das privatizações dos anos 1990 e um dos filhos diletos do governo FHC, parecia ideal, mas foi implodida a partir do momento em que a Polícia Federal (PF) desvelou a teia de relações montadas pelas empresas de Marcos Valério no mensalão tucano.

A PF indiciou Pimenta por ligações consideradas mais que suspeitas com o esquema.

Como se o problema já não fosse suficientemente grande, Aécio e Pimenta cometeram o erro de levantar suspeitas sobre a ação da PF.

Para tentar rebater o inquérito e confrontar a PF, o indiciado alegou que seus negócios com Marcos Valério eram lícitos. Como “prova”, afirmou que tudo havia sido declarado à Receita Federal.

A informação mostrou suas pernas curtas quando veio o desmentido, da própria PF, de que Pimenta só revelou seus negócios com as empresas que abasteciam o mensalão tucano depois de o esquema ter sido estourado pela CPI dos Correios.

Após o escândalo, em 2005, Pimenta fez uma declaração retificadora, na qual apareceram, finalmente, R$300 mil. Grande ideia, só que, para a PF, o esquecimento e a retificação, feita só depois da CPI, são prova da tentativa de esconder o dinheiro.

O risco é que o pré-candidato do PSDB de Minas, agora provável ex-pré-candidato, se transforme em réu em plena campanha. Mesmo se afastado da disputa, Pimenta da Veiga permanece como rescaldo.

Devagar e indeciso
A trapalhada em Minas foi grande e provoca não apenas um estrago na candidatura tucana ao Governo do Estado. Reforça dúvidas, sobretudo entre os tucanos paulistas (à exceção de FHC), sobre a própria perspicácia de Aécio nesta campanha.

A calma entre os correligionários já está com o prazo de validade vencido, dado o avanço do calendário eleitoral e as intenções de voto empacadas, pesquisa após pesquisa.

Considerado lerdo para pôr sua candidatura na rua e acanhado em falar para valer como oposicionista, Aécio foi alertado de que precisava reagir para ficar claro seu perfil anti-Dilma e evitar que caísse sobre ele a mesma pecha de picolé de chuchu que colou em Geraldo Alckmin, nacionalmente, em 2006.

A aproximação com Eduardo Campos foi vista como um péssimo negócio, que beneficiaria mais o PSB, bem menor em todo o país, do que o PSDB.

Até agora, Aécio não foi capaz nem mesmo de escolher o nome para a sua vice. Entre as opções e indecisões, se fala até em Fernando Henrique Cardoso, que, mesmo internamente ao PSDB, é tido como a alternativa mais desastrosa – tal a rejeição que o ex-presidente goza na opinião pública.

Como se isso não bastasse, falta palanque próprio a Aécio em estados importantes. Onde se comemora a adesão de setores do PMDB, como no caso da Bahia e no Rio de Janeiro, os festejos encobrem um quadro de velório do PSDB enquanto partido.

Além da Bahia e Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Alagoas e no Distrito Federal, o partido ou recorrerá a alianças com outros partidos ou terá que se contentar em lançar candidatos “pangarés”, pouco competitivos.

Situação grave, pelo tamanho do colégio eleitoral, é a do Rio de Janeiro. O Partido se esfacelou no estado. Aécio, ao procurar remendar, cometeu outra trapalhada ao lançar uma celebridade, o técnico de vôlei, Bernardinho, que recusou a candidatura logo após ter sido “confirmada” por Aécio.

Depois de cogitar Ellen Gracie, a inexpressiva ex-ministra do STF, o Partido pode acabar não lançando ninguém, deixando o pouco que resta de sua base livre para apoiar a candidatura de Luiz Fernando Pezão, do PMDB.

Aposta na mídia e nos bancos para decidir a eleição
Com tamanhas fragilidades, os tucanos ainda têm que evitar que Eduardo Campos os ultrapasse. Para tanto, contam com o fato de que, se o PSDB vai mal das pernas, ainda assim tem uma máquina eleitoral maior que a do PSB.

Com seu partido enfraquecido, resta ao PSDB torcer para que os partidos não sejam a principal força motriz das eleições deste ano.

Os tucanos esperam que a velha mídia e os financiadores de campanha, principalmente os bancos, façam toda a diferença, principalmente diante do alastramento do inconformismo entre uma parcela expressiva de eleitores.

Nesta hora, o pedido de vistas do ministro Gilmar Mendes, no STF, que segura a decisão que proibirá o financiamento empresarial a campanhas eleitorais, vem a calhar.

Para atender à velha mídia, Aécio veio para cima com o mote da CPI da Petrobrás.

Para atender aos bancos, principalmente o Itaú Unibanco, deixou correr a informação de que Armínio Fraga é o seu candidato a ministro da Fazenda.

É bom lembrar que, quando Fraga foi presidente do Banco Central de FHC, tinha Ilan Goldfajn como diretor de política econômica. Ambos se tornariam sócios na Gávea Investimentos. Goldfajn é hoje economista-chefe é sócio do Itaú Unibanco.

Por isso, apesar da tempestade, na mídia tradicional, a previsão para Aécio Neves é de tempo bom.

Para parceiros como o Itaú Unibanco, mesmo com o inferno astral do PSDB, Aécio continua sendo um partidão.

Por Antonio Lassance, no siteCarta Maior:

PMDB e PP em Santa Catarina: Não se misturam há tempos!

abril 18, 2014

Em Santa Catarina, a história mostra que o PMDB e o PP (ex-PDS) veem travando batalhas eleitorais com elevadíssimas doses de rivalidade desde o restabelecimento das eleições diretas aos governos estaduais, nos idos de 1982.
De lá pra cá, a rivalidade só fez se acirrar, fornecendo combustível para pesados enfrentamentos que não poucas vezes foram parar nos tribunais e quase sempre foram temperados por trocas de acusações de toda ordem. Trocando em miúdos, PMDB e PP são como água e vinho no território catarinense, onde o duelo pode ser comparado à que existe entre o PT e o PFL, hoje PSD.
Ou seja, sob qualquer ponto de vista, uma coligação reunindo as duas legendas será recebida com desconfiança, o que leva os caciques do PMDB a raciocinarem da mesma maneira que Raimundo Colombo. Enquanto o governador vetou a presença do PT em seu arco de alianças, os peemedebistas – destaque para Luiz Henrique da Silveira e Eduardo Pinho Moreira – vetam o PP na chapa em que estiverem.
Os progressistas, a seu turno, andam muito incomodados com esta situação, no mínimo curiosa: pela primeira vez na história, o rumo do PP depende do caminho a ser seguido por seus desafetos de décadas. Trata-se de uma ironia que acaba enfraquecendo o poder de fogo do partido e, automaticamente, fortalecendo o PMDB às vésperas da campanha de 2014.

 

prisco