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Claudio Vignatti: A primeira coisa que eu vou fazer como governador é um projeto de Lei fechando as secretarias regionais!

junho 28, 2014

"A primeira coisa que eu vou fazer como governador é um projeto de lei fechando as secretarias regionais" Cristiano Estrela/Agencia RBS

Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS
Upiara Boschi

Na segunda-feira, o ex-deputado federal Cláudio Vignatti será confirmado pelo convenção do PT como candidato do partido ao governo de Santa Catarina. No início da noite de sexta-feira, o petista recebeu a equipe do Diário Catarinense e falou sobre sua candidatura, sobre o apoio do rival Raimundo Colombo (PSD) á presidente Dilma Rousseff (PT) e foi enfático ao defender o fim das 36 secretarias regionais.

Diário Catarinense — O PT teve candidaturas próprias ao governo em SC desde 1998 e teve em todas elas a sina do terceiro lugar. Como o senhor pretende mudar essa história?
Claudio Vignatti —
  Dessa vez vamos ficar em primeiro (risos). Vamos construir a possibilidade de ser o primeiro. Essa eleição pode ser diferente de todas as outras porque o partido está animado para o processo. Em 2002, nós tivemos os melhores resultados, só não fizemos o governador. O partido está animado da mesma forma. Eu participei daquele momento, me elegi deputado federal, e percebo isso. A militância está animada. Nós fizemos um processo de debates sobre o programa de governo. Estamos fechando as diretrizes para inscrever no dia 5 e que vamos apresentar na convenção…

DC—  Mas o crescimento do PT em SC na eleição de 2002 foi baseada na votação alcançada pela candidatura Lula. Agora, pela primeira vez, vocês vão compartilhar o presidenciável petista. Como fica essa situação?
Vignatti —
 Não tem problema. Nós já tivemos momentos em Santa Catarina três candidatos a presidente em um mesmo palanque. Isso sim é um problema. Quando Nelson Wedekin foi candidato a governador em 1994, o PSDB tinha o candidato ao Senado, eram três candidaturas a presidente. Isso é o maior conflito. Isso é difícil de explicar. É mais fácil explicar um programa nosso para a sociedade. O debate do modelo político vai tomar conta do processo eleitoral no Brasil. Nós vamos firmes na apresentação de um modelo, porque não governamos Santa Catarina nesse período. Não vamos falar mal desse Estado maravilhoso que é o nosso, mas vamos apresentar os problemas.

DC —  O que o governo do PT faria diferente?
Vignatti —
 Nós temos um Estado hoje engessado pela quantidade de órgãos e secretarias e pela quantidade e volume de recursos que são gastos hoje pelo governo para manter os partidos na aliança. Hoje, o governo não precisa fazer uma gestão de excelência. Pode fazer um governo médio, nota quatro, mas dá um jeito de passar, porque nomeia tanta gente. O Estado tem 52 secretarias, com as regionais. Cria-se um processo onde não se resolvem as coisas. O governo estadual tem R$ 11 bilhões liberados pelo governo federal e não contratou 10% disso. Hoje falta policial, engenheiro, médico, professor, falta servidor público, mas não falta cargo de confiança para nomear. As secretarias regionais começaram com um processo de descentralização e hoje não existe descentralização. Qualquer dinheiro que um prefeito queira liberar, hoje ele tem que vir a Florianópolis resolver no governador. Então para quê regional? Então, a primeira coisa que a gente vai fazer é acabar com as regionais e fazer a descentralização de verdade do governo. A descentralização de recursos e a implantação de um orçamento participativo de fato.

DC —  As secretarias regionais seriam fechadas?
Vignatti —
 As estruturas de secretaria regional serão fechadas. A primeira coisa que eu vou fazer como governador é mandar um projeto de lei para a Assembleia Legislativa fechando as secretarias regionais todas e criando a descentralização de fato. Vamos pegar o Fundo Social e transformar ele em investimento regional. Vamos efetivar o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Santa Catarina com os conselhos nas regionais. Vamos descentralizar as ações de governo através de políticas.

DC —  Como o senhor pretende desfazer essas estruturas, que são compostas também por funcionários comissionados e efetivos?
Vignatti —
  Tem muito terceirizado. Os funcionários de carreira ou são da Segurança, ou da Educação, ou do Deinfra, e eles vão ser aproveitados, porque esses órgãos estão na região. Criaram estruturas que são comitês eleitorais, não descentralizam. A ideia inicial do Luiz Henrique foi fantástica, de garantir que o Estado esteja perto das pessoas. Mas acho que os conselhos de desenvolvimento regional e a descentralização efetiva dos recursos é que vai fazer esse processo de fato. Não esse processo que muitas vezes nomeia pessoas que nem tem competência para tocar uma secretaria, só porque são um ex-deputado ou um ex-prefeito que não se elegeu.

DC —  O senhor tem encontrado dificuldades em encontrar aliados de médio ou grande porte. Tem alguma expectativa de mudanças nesses últimos dias?
Vignatti —
 Nós estamos preparando chapa pura. O PT vai chegar na convenção com proposta de chapa pura. Se chegar algum partido que tenha nomes significativos, é claro que vamos discutir. Mas estamos preparando, de fato, chapa pura. Inclusive pelo encaminhamento de partidos que historicamente compunham conosco e que pela divisão do palanque Dilma estão sendo muito mais pragmáticos do que políticos no processo de decisão. O modelo que hoje se dá, com 52 secretarias de Estado e 32 órgãos, fica muito fácil acertar a posição de partidos em que a política não faz mais parte. Faz mais parte o pragmatismo para garantir a eleição do seu deputado. O projeto para o Estado não é o mais importante.

DC —  Os nomes da majoritária estão definidos? Quem irá ao Senado, o deputado federal Décio Lima ou o deputado estadual Jailson Lima?
Vignatti —
 Um dos dois vai ser senador, pode ter certeza disso.

DC —  E o vice?
Vignatti —
 Vou ter vice, pode ter certeza, e será um nome de impacto na eleição.

DC — O senhor não se sente constrangido de fazer campanha de oposição ao governador Raimundo Colombo (PSD) após ele ter sido elogiado pela presidente Dilma Rousseff?
Vignatti —
 Falar a favor de Santa Catarina é muito fácil, nós temos também que falar dos problemas. Eu não vou gastar meu tempo criticando o Colombo prioritariamente. E nem vou gastar meu tempo criticando o Paulo Bauer (PSDB), que fez parte desse governo até então. Eles vão ter que explicar as diferenças da aliança, nós vamos falar sobre o que queremos fazer diferente. Apontando os problemas da regionais, da educação, da segurança, da saúde, e mostrando o que vamos fazer melhor para o Estado. De certa forma, Santa Catarina criou um estado de excelência em qualidade de vida, mas temos problemas estruturais muito graves. Não temos um aeroporto bom no Estado, não temos uma rodovia duplicada que atravesse o Estado.

DC — Mas não são obras federais?
Vignatti —
 Pois, é. Mas e aí? Quem governou o Estado de Santa Catarina durante toda essa vida não fomos nós. Isso é uma responsabilidade também do Estado, que precisa priorizar isso. Nós precisamos ir atrás de resolver os problemas. Criar gabinete de gestão para resolver os problemas da BR-470, para garantia que a ferrovia aconteça. Quantos anos se promete ferrovia nesse Estado e não acontece?

DC —  Mesmo quando são obras federais?
Vignatti —
 Falta atuação do Estado. Tem que estar presente, o governador tem que ser comandante. Não pode ser frouxo no processo de decisão política. A capacidade do governo hoje está demonstrada na ineficiência na contratação dos recursos financiados. São 11 anos de receita, um bolão de dinheiro que vem para Santa Catarina, e não tem a capacidade de contratação. O Estado está desmontado. Criaram um Estado máximo nos cargos de confiança e criaram um Estado mínimo na prestação de serviços.

DC —  Nas últimas duas eleições, o PT tentou nacionalizar o debate da eleição estadual. Sua estratégia será diferente?
Vignatti —
 Vamos fazer um palanque com compromisso com o palanque nacional, mas nós queremos debater prioritariamente Santa Catarina. Queremos colocar Santa Catarina de frente para o novo cenário nacional. Precisamos crescer mais do que o dobro da média nacional. Temos capacidade e estamos crescendo menos do que a média nacional porque o governo do Estado não se colocou para essa nova realidade de desenvolvimento econômico e social do país. Precisamos estar de frente para essa realidade. Não temos que ter só a melhor empregabilidade. Temos que ter a melhor renda.

DC —  Na sua avaliação, o que impediu o PT alcançar em Santa Catarina o mesmo protagonismo que tem nacionalmente? Chegar a um segundo turno, por exemplo.
Vignatti —
 Nós vamos chegar dessa vez. Vamos corrigir o passado com essa nova eleição.

DC —  Mas o que faltou, qual é a autocrítica que o PT catarinense faz?
Vignatti —
 O PT sempre foi muito contundente, muito forte. O partido tem hoje a segunda bancada federal e a segunda bancada estadual. É o terceiro nas eleições municipais. Então é um partido forte, um partido contundente, mesmo não tendo chegado ao governo estadual. Não é diferente no Paraná, em São Paulo, em Minas. Mas nós podemos ganhar Paraná, São Paulo Minas e podemos ganhar Santa Catarina. Uma eleição é diferente da outra. Todas as eleições que passam, nós viemos crescendo. Teve a eleição de 2002, nós perdemos espaço político porque, eu acho, o PT errou ao não participar do governo Luiz Henrique. Temos uma autocrítica nesse sentido. Se tivéssemos composto aquele governo, ajudado ele a governar Santa Catarina naquele período, o partido poderia ser governo hoje e não o Raimundo Colombo. Nós ressuscitamos com essa decisão a direita em Santa Catarina. Erramos naquele momento, mas erramos porque tínhamos elegido a senadora mais votada, quase elegido o governador, feito as maiores bancadas e o PT achou que ia ganhar a eleição na próxima. Esquecemos que quem ia disputar a eleição com a gente seria o PMDB naquele momento. Mas, neste momento, o PMDB, que é o maior partido de Santa Catarina, está descontente. E está descontente porque experimentou o governo que está aí. Descontente, desconfortável. Nós não sabemos o que acontece domingo na convenção do PMDB.

DC —  Ainda resta esperança de uma composição com o PMDB?
Vignatti —
 Acho muito difícil. Todos os episódios recentes demonstraram que o controle do Eduardo Pinho Moreira (presidente estadual do partido) é absoluto e ele deve ser o vice na composição com o Joares Ponticelli (PP). Mas eles vão ter que explicar porque estão todos juntos. Eles é que precisam explicar essa aliança.

DIÁRIO CATARINENSE

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Aécio Neves-PSDB deixa a convenção rapidamente e em seu lugar fica o boneco para tirar fotos com os pobres e negros!

junho 22, 2014
‘Reencontro com consigo mesmo’ ,prometido por Aécio Neves, falha na convenção tucana e pobre da periferia de São Paulo tiram fotos com boneco de papelão.Ônibus vieram do interior, da Grande São Paulo e de Minas; jovens disseram ter ganho R$ 25 para participar do evento

 

Os organizadores da convenção do PSDB que escolheu   o candidato Aécio Neves (PSDB- MG)  dizem que algumas milhares de pessoas estiveram no  evento realizado neste sábado, no Expo Center Norte, em São Paulo.  Porém, a maioria  afirmaram  à reportagem do jornal O Estado de São Paulo  terem recebido dinheiro para comparecer ao ato. Cada um levou R$ 25 para casa

A maioria da plateia foi arrumada por líderes políticos regionais e veio de ônibus fretados. Um grupo de Minas chegou ao ato agitando um boneco gigante do ex-presidente Tancredo Neves, avô de Aécio.

 Segundo informações do Estadão, moradoras na Grande São Paulo, disseram que ainda não têm título de eleitor e que cada uma recebeu R$ 25 pela presença.
De acordo com a reportagem, três amigos de Belo Horizonte, do bairro de Barreiro, na periferia da capital e principal colégio eleitoral da cidade, são amigos do filho de uma militante. Indagados se receberam dinheiro, responderam, que sim e disse que ganharam “lanche” também.
Na plateia da convenção tucana estavam os dois últimos candidatos do PSDB à Presidência, Serra (2002 e 2010) e Alckmin (2006), cujas campanhas procuraram esconder FHC.
No discurso, Aécio Neves diz que promoverá ‘reencontro do Brasil consigo mesmo’. Enquanto Paulinho da Força, discursava: “Chegou numa situação que o povo não vaia mais, esculhamba! …

PSDB se firma como partido da elite: Abraços e fotos, só com boneco de papelão de Aécio
O que mais chamou atenção na convenção tucana não foram os ataques raivosos dirigido a presidenta Dilma e PT. Foi o fato de, no final  do evento, Aécio Neves,  ter se afastado da “militância”. Aécio,  Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Paulinho (da Força Sindical) e Geraldo Alckmin, foram para uma sala bater papo, enquanto o pessoal pobre, pago a R$ 25, que saíram  da periferia de São Paulo para participar do evento, tiravam fotos com alguns dos vários  bonecos  de papelão de Aécio Neves espalhados em um grande salão
Aécio não passa de um “sinhôzinho” das Gerais. Ligado às mais arcaicas oligarquias, nunca foi às ruas, nunca se posicionou ao lado do povo

Ah, sim… Essa é Dilma, com o povo…Você já viu algum politico do PSDB sendo abraçado assim, pelo povo?

Essa é Dilma, tirando fotos com o povo
E esse é Lula, abraçado e abraçando o povo

 

Segundo amante mata amante de mulher casada há 25 anos!

junho 15, 2014

O amante de uma mulher casada matou um segundo amante da mesma mulher na manhã do sábado (14) na Vila Maria, zona norte de São Paulo.

De acordo com a polícia, o casamento da mulher dura 25 anos, e ela traía seu marido há 16 anos com seu chefe. Porém, há um ano, ela começou a se relacionar com um terceiro homem.

O primeiro amante descobriu a traição e a seguiu em um encontro com o segundo amante.  Ele estava em uma moto e, quando viu a mulher com o outro, começou a atirar.

Os disparos acertaram o homem no local; a mulher não se feriu. Depois do crime, o primeiro amante fugiu e não foi localizado pela polícia.

A mulher prestou depoimento acompanhada da filha, do cunhado e do marido, que sabia da traição com o chefe, mas não sabia do segundo amante.

O corpo foi velado e sepultado no Cemitério Vila Formosa.

A ocorrência é investigada pelo 19º Distrito Policial.

A maior obra no estado de Santa Catarina!

junho 8, 2014

O estado de Santa Catarina vai receber uma obra que há muito tempo prometeram e nunca se quer começaram, o ex-presidente Fernando Henrique-PSDB juntamente com o Ministro Padilha-PMDB prometeram e nunca se quer colocaram um carrinho de areia. É verdade que temos ainda um atraso no inicio da obra da BR-470, ao mesmo tempo se vê que a elite de Santa Catarina que nunca tinha cobrado esta obra com tanta veemência como agora trata apenas este assunto como desgaste do governo Dilma-Lula. Mais para desgosta dessa mesma elite, todas as obras vão ser realizadas; mesmo que tenha um certo atraso!

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Prima de Eduardo Campos fala a verdade sobre as traições dentro do seu partido!

junho 7, 2014

No momento em que o presidenciável Eduardo Campos (PSB) defende a aplicação de novas práticas na política brasileira, a vereadora Marília Arraes, correligionária e prima de Eduardo, acusa a legenda de não debater de forma democrática os assuntos partidários. Depois da polêmica envolvendo o comando da Juventude Socialista Brasileira (JSB), a parlamentar anunciou que não disputará mais uma vaga na Câmara Federal. A decisão, segundo ela, é reflexo de uma série de episódios que demonstram a forma “impositiva” como o PSB trata seus militantes.

Em entrevista coletiva, ela acusou o partido de impor as vontades da “cúpula do PSB”, não ouvindo os demais militantes e impedindo-os de se articular e manifestar-se, o que vai de encontro ao discurso de Eduardo. “Há algum tempo percebo que os conceitos e ideais do PSB não estão sendo colocados em prática pela sua cúpula e isto se reflete em todo o partido. O movimento interno no PSB é oposto ao da democracia”, disse, depois de frisar que um dos ideias da sigla é combater o personalismo e interesses pessoais.

Mesmo acusando a pressão da cúpula do partido, Marília não afirmou categoricamente quem é o “impositor” na legenda. Questionada sobre a atuação de Eduardo Campos, principal nome do partido no Estado e presidente nacional do PSB, a vereadora foi evasiva. “Eu não sei. A atmosfera que a gente sente é que existe um comando”.

Segundo Marília, o PSB sempre isola os militantes que pensam de forma diferente e externam essa posição. Para Marília, esse fator pode ter contribuído para inviabilizar sua postulação. “Existem as pessoas que são ungidas . E as que não são escolhidas para receber esta bênção? Estas são impedidas de participar do processo”, declarou.

Na entrevista, a socialista disse que suas bases eleitorais foram “minadas” pelo PSB, na medida que em que ela não tinha o apoio para ser candidata a deputada federal. A vereadora criticou a prática do partido de repartir – conforme definiu – “voto como se fosse pizza”.

Marília disse que não há possibilidade de sair do PSB nem de apoiar a candidatura de Armando Monteiro (PTB), mas que, por enquanto, vai “refletir” sobre a sua atuação na campanha de Paulo Câmara (PSB).

Ela criticou a forma como o socialista foi escolhido pré-candidato do PSB à sucessão estadual, alegando que a frente de partidos que dá sustentação ao correligionário foi formada por “critérios de viabilidade eleitoral e não ideológicos”. Citou a aliança com o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), que foi oposição ao PSB, e com o DEM e disse que não poderia ser candidata numa chapa que viabiliza a candidatura do peemedebista.

A posição externada por Marília Arraes acabou respingando na gestão do prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB). Ex-secretária municipal da Criança e Juventude, ela disse que a gestão não priorizou a área e que a sua nomeação para a pasta só serviu para atender os interesses políticos da gestão.

fonte: jornal do comercio

Neymar chutou o traseiro da mídia podre!

junho 4, 2014

Na Internet, o jornalão envia repórteres para identificar falhas em todos os estádios. A manchete principal foi mais ou menos assim: “Estádio de Fortaleza tem vigas à mostra”. Foi a única coisa que teve para dizer. A construção do estádio, a arquitetura, a valorização do entorno, tudo foi varrido para baixo do tapete do negativismo.

Na página de cobertura da Copa desse mesmo portal, as últimas notícias são assim: “Governo reconhece que metade dos estádios na Copa terá internet lenta”, “CNN faz alerta para prostituição infantil em Fortaleza”, “Governo paga viagem e gringos sofrem tentativa de assalto no Rio”.

Os “Brasinhas” – tira que se popularizou nas redes sociais – não resistiu ao prato saboroso. O amiguinho de azul encontra outro amiguinho com bandeira dos EUA e comemora: “Ser chique, hoje, é torcer contra o Brasil”. O amiguinho pondera: “Mas… e se ele ganhar”. Ganha um catiripapo na orelha: “Deixa de pensar negativo”.

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Ontem, quando o ex-atleta e comentarista esportivo da ESPN norte-americana, Alexis Lalas, desembarcou no Galeão, foi cercado por repórteres ávidos por más notícias. Para decepção geral, ele se declarou encantado com a estrutura encontrada.

Em sua página no Twitter elogiou a rapidez e a sinalização do aeroporto e declarou que em nenhum aeroporto dos EUA o desembaraço da bagagem foi tão  rápido. Ironizou o fato de ter desembarcado no Rio e não ter nenhum “órgão” roubado. E, depois de um passeio em Copacabana, elogiou a “gente bonita, o clima bom e a segurança visível”.

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Há dois anos, a cobertura sistemática da Copa não reservou um espaço sequer para o feito nacional, com seus inúmeros atores, para preparar o país para a maior Copa da história. Divulgaram apenas a exceção, os problemas usuais em preparativos dessa ordem, e transformaram em regra.

Não conseguiram apenas comprometer o maior momento de marketing da história do país, espalhar a má imagem do país por todo o mundo: desprezaram  um imenso esforço conjunto juntando governo federal, governos estaduais de todos os partidos, prefeitos de capitais, Polícia Federal, Ministério Público, secretários de transporte, de segurança, técnicos em mobilidade urbana, especialistas em turismo,  bancos públicos, empresas de engenharia, fundos de investimento.

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Em São Paulo, os esforços juntaram governo federal, estadual e municipal. Esse mesmo trabalho foi feito em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Fortaleza.

Ao jogar para baixo o moral nacional, com a única intenção de atuar politicamente, os grupos de mídia demonstraram que seus interesses particulares estão acima do próprio interesse nacional e até de seus anunciantes.

Em nenhum momento participaram de nenhuma etapa de construção desse evento. Mas se tornaram os maiores beneficiários, recebendo um volume recorde de verbas de patrocínio.

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Julgaram que estavam cravando a bala de prata na testa de Dilma, atribuindo a ela todos os problemas, independentemente de serem da alçada do governo federal, estadual ou municipal, de clubes esportivos. Mas acertaram a bala no centro da autoestima nacional.

Mas ontem, enquanto Neymar encantava o mundo com seus passes, São Paulo parecia viver um feriado: ruas desertas para que os paulistanos esquecessem as manchetes e celebrassem o país e a Seleção. Como se dissessem, “vocês não vão matar a alegria”.

 

luis nassif