Prima de Eduardo Campos fala a verdade sobre as traições dentro do seu partido!

No momento em que o presidenciável Eduardo Campos (PSB) defende a aplicação de novas práticas na política brasileira, a vereadora Marília Arraes, correligionária e prima de Eduardo, acusa a legenda de não debater de forma democrática os assuntos partidários. Depois da polêmica envolvendo o comando da Juventude Socialista Brasileira (JSB), a parlamentar anunciou que não disputará mais uma vaga na Câmara Federal. A decisão, segundo ela, é reflexo de uma série de episódios que demonstram a forma “impositiva” como o PSB trata seus militantes.

Em entrevista coletiva, ela acusou o partido de impor as vontades da “cúpula do PSB”, não ouvindo os demais militantes e impedindo-os de se articular e manifestar-se, o que vai de encontro ao discurso de Eduardo. “Há algum tempo percebo que os conceitos e ideais do PSB não estão sendo colocados em prática pela sua cúpula e isto se reflete em todo o partido. O movimento interno no PSB é oposto ao da democracia”, disse, depois de frisar que um dos ideias da sigla é combater o personalismo e interesses pessoais.

Mesmo acusando a pressão da cúpula do partido, Marília não afirmou categoricamente quem é o “impositor” na legenda. Questionada sobre a atuação de Eduardo Campos, principal nome do partido no Estado e presidente nacional do PSB, a vereadora foi evasiva. “Eu não sei. A atmosfera que a gente sente é que existe um comando”.

Segundo Marília, o PSB sempre isola os militantes que pensam de forma diferente e externam essa posição. Para Marília, esse fator pode ter contribuído para inviabilizar sua postulação. “Existem as pessoas que são ungidas . E as que não são escolhidas para receber esta bênção? Estas são impedidas de participar do processo”, declarou.

Na entrevista, a socialista disse que suas bases eleitorais foram “minadas” pelo PSB, na medida que em que ela não tinha o apoio para ser candidata a deputada federal. A vereadora criticou a prática do partido de repartir – conforme definiu – “voto como se fosse pizza”.

Marília disse que não há possibilidade de sair do PSB nem de apoiar a candidatura de Armando Monteiro (PTB), mas que, por enquanto, vai “refletir” sobre a sua atuação na campanha de Paulo Câmara (PSB).

Ela criticou a forma como o socialista foi escolhido pré-candidato do PSB à sucessão estadual, alegando que a frente de partidos que dá sustentação ao correligionário foi formada por “critérios de viabilidade eleitoral e não ideológicos”. Citou a aliança com o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), que foi oposição ao PSB, e com o DEM e disse que não poderia ser candidata numa chapa que viabiliza a candidatura do peemedebista.

A posição externada por Marília Arraes acabou respingando na gestão do prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB). Ex-secretária municipal da Criança e Juventude, ela disse que a gestão não priorizou a área e que a sua nomeação para a pasta só serviu para atender os interesses políticos da gestão.

fonte: jornal do comercio

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