Archive for outubro \28\UTC 2015

Secretários do governo de Brasília usam celulares para compartilhar peladonas!

outubro 28, 2015

João Carlos Souto, que é secretário de Justiça, negou conhecer a mulher das fotos; ele disse que o celular foi utilizado por outra pessoa

 

Três fotos da mesma mulher foram enviadas para grupo com governador, vice e primeira-dama do Distrito Federal
Reprodução

Três fotos da mesma mulher foram enviadas para grupo com governador, vice e primeira-dama do Distrito Federal

Três fotos de uma mulher seminua foram enviadas do celular do secretário de Justiça do Distrito Federal, João Carlos Souto, para um grupo de WhatsApp dos quais fazem parte o governador Rodrigo Rollemberg, a primeira-dama, Márcia Rollemberg e o vice-governador, Renato Santana. O envio ocorreu nessa segunda (26), logo após o horário de almoço.

Segundo Souto, o aparelho é usado por familiares. Em entrevista ao portal “G1”, o secretário, que é casado e tem dois filhos, disse não conhecer a mulher.

“É uma situação desagradável, não fui em quem enviou. É lamentável, é constrangedor. Foi um mal-entendido”, disse, em entrevista ao site de notícias. Souto acrescentou que não irá dizer quem enviou as imagens para não expôr outros envolvidos. Ele também negou conhecer a mulher das fotos.

O grupo para qual foram enviadas as imagens conta, também, com chefes de 15 pastas do Executivo local e presidentes de empresas públicas.

O Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal, não se pronunciou sobre o assunto.

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Quem sabe, podemos?

outubro 28, 2015

No continente europeu, a Polônia fez um importante giro à ultradireita, cética em relação à Europa, nas eleições nacionais que se encerraram em 26 de outubro. Em toda a Europa há uma crise sem precedentes da representatividade política, dos partidos e das instituições democráticas: uma crise da política em sentido lato. Esta crise deixa claro que as questões sociais e econômicas mais graves, que afetam as nações e o próprio continente, não tem resolutividade no tipo de democracia de representação, tal qual a União está constituída. É preciso mais democracia para as decisões da UE -não menos democracia-  combinando a integração econômica com o respeito às soberanias nacionais, para que os seus Governos possam encaminhar as questões atinentes às desigualdades e a pobreza, que existem sobretudo nos países mais pobres ou mais endividados.

Uma massa enorme de “refugiados estáticos” -o Mediterrâneo é a fronteira de um mundo civilizado que supõe proteção- pressiona a velha Europa, fragmentada também por uma crise dos seus valores. Eles foram exemplares para o mundo ocidental, mas hoje estão petrificados nas fronteiras balcânicas, nas reuniões de Comitês, conclaves de Ministros, de Chefes de Estado e de Governo, lembrando muito a paralisia política e a indiferença medíocre, que precedeu os primeiros dias da Segunda Grande Guerra. A Agência Europeia de Fronteiras da UE, financiada com orçamento comunitário, já levanta a hipótese de “centros fechados”, para refugiados, trazendo à memória, não só os campos de internamento posteriores à Guerra Civil Espanhola, mas também os famigerados campos de concentração nazis. A crise dos refugiados e dos imigrantes põe a nu a decadência da ilustração no continente

A compreensão deste ambiente espanhol e europeu é importante, não só para avaliarmos a crise política no Brasil, por analogia, mas, sobretudo, para a esquerda brasileira e latino-americana pensar um futuro que se avizinha. A depender das eleições espanholas de dezembro, da formação do novo Governo de minoria (de centro-direita) em Portugal, da solução da “crise grega” e do avanço de Marine Le Pen -na França-  o “giro” europeu não será propriamente em direção a uma direita democrática. A direita tradicional, partidária e institucionalizada, também está em crise e seu eleitorado -como também parte do eleitorado de esquerda-marcham em direção às novas organizações políticas que “negam” a política, e formações de caráter fascista e neofascista que, na Alemanha, por exemplo, já se opõem à sra. Merkel, pelo simples fato que ela não é vanguarda nas hostilidades contra os refugiados.

As eleições de dezembro, na Espanha, tem um caráter emblemático nesse processo. O PSOE apresenta como resposta aos ajustes do atual Governo (PP), fundamentalmente a inclusão, na Constituição, do direito a uma renda mínima e, no plano da governança, um combate mais duro à corrupção. Sánchez, seu líder atual, comunga de uma visão centrista socialdemocrata, que considera arcaicas -por exemplo-  as instituições de proteção ao trabalho, conquistadas nas duras lutas sociais do século passado.

A Izquierda Unida propõe uma auditoria na dívida pública, para declarar ilegal e ilegítima uma parte dela e  repactuar a UE, visando, com estes recursos,  recuperar o controle das finanças públicas e o controle público dos setores estratégicos da economia, como a produção e a distribuição da energia. A IU combina estas medidas também com a defesa do direito universal a uma renda básica. O Podemos assumira, nos seus primórdios, a mesma defesa da auditoria da dívida, que deixou de constar do seu programa, depois do debate sobre qual seria a sua posição, se assumisse o Governo, sobre a permanência, ou não, na moeda europeia.

Uma nova organização democrática de centro-direita, “Ciudadanos”, surge como uma forte alternativa nas classes médias espanholas,  setor social que constitui um grande contingente da população. Esta nova formação surge como alternativa aos Podemos (face sua posição de esquerda e alguma indefinição em relação aos temas europeus), e como alternativa ao PP – Partido do atual Governo Rajoy – com um discurso de defesa extremada do mercado, mas progressista em relação aos direitos individuais, condição sexual, temas ambientais (opondo-se ao conservadorismo tradicional do PP nestas questões), empolgando uma boa parte do eleitorado que irá votar em 20 de dezembro.

O Podemos apresenta a proposta de um plano geral de combate à desigualdade e a pobreza, cujo custo seria aproximadamente  de 60 bilhões de euros. O partido propõe, se governar, manter um déficit orçamentário de 1,5 % do PIB (um déficit, não um superávit!), combinando-o com uma reforma fiscal (com aumentos de impostos para os mais ricos e alívio fiscal para as empresas familiares e PIMEs), arguindo que  não haverá recuperação econômica justa enquanto, na Espanha, mais de 10 milhões de pessoas viverem em níveis considerados abaixo da linha de pobreza.

Duas observações importantes sobre a situação da Espanha e da União Europeia: os grandes temas macrofinanceiros não são mais decididos, hoje, no espaço político nacional, mas sim em nível europeu, espaço controlado pela Alemanha, o país economicamente mais rico e mais saudável em termos financeiros; os temas do mundo  trabalho, hoje, na Europa, estão integrados com os temas da imigração e da precariedade contratual, o que tem diminuído a força política dos sindicatos, que foi elemento decisivo para o pacto socialdemocrata, que ainda preserva vestígios sociais importantes em vários países europeus.

A grande diferença da situação atual em relação à época que surgiu o Podemos é que o debate político de fundo voltou ao controle dos partidos tradicionais  – PSOE e PP – que não apresentam diferenças substanciais nas suas propostas de Governo, mas apenas se dividem entre maior ou menor potência nas políticas sociais – sem discordâncias de fundo quanto ao “ajuste”. O PSOE renunciou definitivamente a  reformar o seu projeto de Estado-de-bem-estar, esmagado pela dívida pública, e o PP fez uma pequena inflexão para o centro, admitindo algumas políticas compensatórias dentro da crise, para enfrentar o debate eleitoral numa situação menos constrangedora.

Ao contrário do que se possa pensar, usando uma dogmática tradicional da esquerda, não se trata de uma “traição” da atual socialdemocracia  à tradição de “esquerda” do modelo social europeu, mas sim de uma decorrência estrutural de uma integração, cujo controle jurídico e político foi totalmente do capital. E que não sofreu, à época, mais do que uma oposição formal da esquerda europeia  -a maior parte dela encantada pelos financiamentos fáceis dos fundos europeus-  que, ao mesmo tempo que bancavam as transições políticas democráticas, também bancavam uma integração dependente: a alienação da soberania feita rapidamente- na moeda única- foi o valor político de troca para a democracia. O marco, se ainda fosse vigente, estaria valendo, hoje, o dobro do euro, o que exigiria -da Alemanha principalmente- ajustes brutais “duros”, para a sua participação virtuosa no comércio internacional.

A grande verdade é que o medo de “sair do euro” -temor de que seja gerada uma situação econômica de maiores dificuldades e pobreza-  é que constitui o alicerce dos partidos tradicionais que, em cada eleição repõem o medo do “atraso”,  para fazer valer o  valor da estabilidade política que só eles, aparentemente, podem oferecer. Daí a queda de aproximadamente um terço dos votos do Podemos nas últimas pesquisas, emergência dos “Ciudadanos” com sua visão radicalizada “pró-mercado”, de um lado, e a revitalização da contradição PSOE-PP, com uma nova diminuição do potencial de vitória da nova esquerda espanhola (e europeia) nos processos eleitorais em curso.

Três administrações municipais na Espanha mostram, porém, que um caminho alternativo está sendo gestado. Valência, Madrid e Barcelona -importantes cidades espanholas e europeias- estão sob a direção de uma nova “frente” de esquerda, inclusive com a participação não-hegemônica do PSOE e da IU, o que demonstra que o PSOE ainda guarda uma memória política “pela esquerda”, viabilizando  governos alternativos ao PP, sobre os quais ele não tem  comando. E que os comunistas  e  aliados do PCE não hesitam em viabilizar experiências inovadoras, fora dos padrões dos partidos tradicionais. O Podemos faz o mesmo nestas administrações, em que tem participações relevantes.

A grande novidade da política europeia, porém, permanece sendo o Podemos, na Espanha, de uma parte, e, de outra, a formação de uma frente para compor um futuro Governo socialdemocrata (socialista, como se diz na Europa) em Portugal, numa parceria inédita entre Bloco de Esquerda, Partido Socialista Português e Partido Comunista. O Podemos é a primeira experiência exitosa do “movimentismo” de esquerda recente, transformado em organização política, que já obtém sucessos eleitorais dentro da democracia.

Pelo perfil dos seus líderes não será mais um partido tradicional, tanto nos moldes clássicos da esquerda europeia, como nos moldes das inciativas “cidadãs” despolitizadas. Poderá é sucumbir -o que seria uma perda brutal para a democracia e para esquerda em geral- se não souber liderar e combinar, programaticamente, uma reforma da União com uma reforma do Estado, para mais democracia, participação e transparência, numa Europa solidária  renovada em termos democráticos. Uma Europa da cidadania e do trabalho, não uma Europa das agências de risco e dos credores da dívida pública.

Penso que tudo isso tem a ver com os destinos do PT (e da esquerda brasileira, em geral) que, se não renovar-se para novas alternativas de governabilidade, para novas concepções programáticas, inclusive sobre como se defender de crises -baseando-se na transparência e na participação popular-  com novos atores e aliados políticos, poderá perder o seu sentido histórico transformador. Quem sabe (P)podemos, começando por uma nova concepção de frente e de coalizão, para o próximo período. É difícil, mas não impossível.

tarso genro

Volnei Morastoni: traição, não volta!

outubro 24, 2015

Li atentamente mais uma entrevista desastrosa do ex-prefeito Volnei Morastoni, na qual ele destila sua raiva contra aqueles que não concordam com seus métodos ou os que não se submeteram em ser seus vassalos: realmente Volnei, minha analise sobre seus ataques ao PT e as pessoas que ficaram no partido pode não ter o menor significado pra você, até porque você gosta mesmo é de usar as pessoas e depois descartá-las, basta ver os que foram seus funcionários diretos. A maioria se quer te dão um bom dia, você precisa entender que todas as pessoas tem sua história, desde as mais simples até as que ocupam espaços de poder. Se pra você ser alguém ou ter uma opinião respeitada é andar pendurado em escândalos, chamar uma mulher de vaca e etc….eu prefiro que minha opinião não valha nada pra você. Sempre te tratei com respeito como pessoa, mais como político ratifico o que disse em meu artigo anterior. Você é um péssimo exemplo para qualquer pessoa que queira fazer política partidária, sobre seu mandato foi pífio sim. Se tem duvidas pergunte a qualquer cidadão  o que foi seu mandato para a cidade de Itajaí.

Seus ataques ao PT onde tenta diminuir o partido, só vai diminui a si mesmo e irá manchar inexoralvemente  sua biografia. Mais isso não importa mais, Volnei Morastoni é passado, recém empossado como cristão-novo do antipetismo, mais realista do que os reis do atraso e do conservadorismo aos quais decidiu, vergonhosamente, se submeter.

Seguindo os passos de seus ataques os quais atingem a imprensa da cidade e a parte do PMDB que não concordou com sua entrada no partido pela porta dos fundos. Mostra mais uma vez que você não é agregador e onde chega causa confusão e desunião, você teve a capacidade de rachar o maior partido da cidade de Itajaí antes mesmo de entrar pela porta dos fundos. Você será derrotado no PMDB de Itajaí, para alguém que quer ser candidato a Prefeito isso não deve ser nada bom!

O PMDB está no centro da corrupção no País, mais fingem que são honestos!

outubro 23, 2015

A cada dia o Presidente da câmara Eduardo Cunha-PMDB  aparece em  falcatruas, para quem acompanha a vida política desse cidadão sabe que desde 1991, quando foi indicado pelo PC Farias para presidência da Telerj e nomeado por Fernando Collor, a vida desse cidadão tem múltiplas facetas, que já é de conhecimento de todos. O presidente do Senado Renan Calheiros-PMDB que também é de conhecimento de todos as suas falcatruas, chegou até usar avião oficial para se deslocar para uma clinica de implante de cabelos, volta a ser denunciado por delatores da operação lava jato como beneficiário de propina.

O vice- presidente da Republica Michel Temer-PMDB também citado na operação lava jato como beneficiário de propina, como se ver as três principais lideranças do PMDB no País estão sobre investigação, mais o PMDB continua fingindo que não são com eles. Se quer emitiram uma nota sobre a situação do presidente da Câmara que graças ao Ministério Público da Suiça tomamos conhecimento das suas contas neste País, contas essas que ele dizia não existir.

Em Santa Catarina os casos mais escandalosos tem sempre o envolvimento de alguém do PMDB, vejamos o caso do Prefeito Elizeu Mattos de Lages, o caso da Celesc, os Vereadores presos em Itajaí, em Balneário Camboriú  e por aí vai…

No ranking dos Partidos mais corruptos do Brasil divulgado pelo site www.tse.org.br  o PMDB aparece em segundo lugar atrás apenas do DEM, como vimos o partido está no centro da corrupção e precisa fazer sua auto critica. Não cabe ao PMDB nesse momento ficar apontando para quem quer que seja a sujeira dos outros e colocar debaixo do tapete as suas!

Todo petista tem a responsabilidade de ler essa entrevista do Prefeito Jairo Jorge-PT

outubro 19, 2015

Apontado por uma recente pesquisa realizada pelo jornal Correio do Povo em parceria com o Instituto Methodus como o prefeito melhor avaliado entre as quatro maiores cidades do Rio Grande do Sul, Jairo Jorge (PT) prepara-se para entrar no último ano do seu segundo mandato na prefeitura de Canoas, com um duplo desafio: manter o nível de aprovação de 77,8% da população apontado pela pesquisa e eleger seu sucessor (ou sucessora) para dar continuidade ao projeto iniciado há sete anos. Jairo Jorge consolidou sua posição como uma peça importante no tabuleiro político estadual e seu nome vem sendo objeto de especulação nos meios de comunicação a propósito de uma possível troca de partido.

Em entrevista ao Sul21, Jairo Jorge fala sobre a sua administração em Canoas, aponta os desafios que estão colocados para a cidade e analisa o atual momento político vivido pelo PT. O prefeito diz que não passa pela sua cabeça sair do partido, mas admite o descontentamento com o modo pelo qual a direção nacional vem se conduzindo em meio ao processo de crise política alimentada pelas denúncias de corrupção. “Aqui no Rio Grande do Sul nós temos um grande acordo sobre a crise do partido e sobre o que precisa ser feito. Mas é preciso ver se o partido acorda nacionalmente. O Diretório Nacional ficou muitos meses sem se reunir. Em um momento de crise, é preciso ter inteligência política, ter rumos, e ninguém é dono da verdade e pode pretender ter soluções sozinho”, diz Jairo Jorge que espera que a próxima reunião do Diretório Nacional, no final de outubro, sinalize uma mudança de rumos.

Sul21: Uma recente pesquisa publicada pelo jornal Correio do Povo apontou o senhor como o prefeito mais bem avaliado entre alguns dos maiores municípios do Estado. Como recebeu o resultado dessa pesquisa e a que atribui a avaliação positiva de sua administração?

Jairo Jorge: Em primeiro lugar, recebi essa pesquisa com humildade. Ela nos desafia a fazer mais. Esse é meu primeiro sentimento. Uma pesquisa é sempre uma fotografia, um registro de um determinado momento. Na minha opinião, esse levantamento expressa duas coisas. Primeiro, um trabalho de equipe com hierarquização, metas, indicadores e métricas para ver se o que estamos fazendo está em sintonia com a sociedade. Trabalhamos com a ideia de um só governo, uma só administração. Apesar de termos um governo de coalizão, temos um programa de governo que foi inscrito na Justiça Eleitoral e apresentado aos eleitores. Nossas metas não são algo genérico, mas fazem parte desse programa de governo.

Além disso, o sistema de participação, com treze ferramentas diferentes, nos permite sempre sair da zona de conforto. Quando imaginamos que está tudo bem, tudo maravilhoso, o sistema de participação nos mostra que há algo a ser aperfeiçoado na saúde, na educação, na segurança, nos serviços urbanos de uma forma geral, por meio de ferramentas como o Prefeitura na Rua, que já teve 265 edições, sempre aos sábados…

"Quando vamos para um lugar aberto, onde as pessoas podem fazer protestos e criticar, o governo é obrigado a se movimentar para resolver os problemas e atender às demandas do cidadão". (Foto: Guilherme Santos /Sul21)

Sul21: Como funciona esse programa? O prefeito vai para a rua todos os sábados para conversar com a população?

Jairo Jorge: Sim, todos os sábados. Nós trabalhamos muito com a ideia de processos abertos. Ir a um lugar onde você só tem amigos é fácil. Agora, ir para a rua ou para uma praça é sempre algo indeterminado e essa indeterminação é muito importante para um governo, por que ela nos retira da zona de conforto, onde podemos ficar achando tudo maravilhoso. Quando vamos para um lugar aberto, onde as pessoas podem fazer protestos e criticar, o governo é obrigado a se movimentar para resolver os problemas e atender às demandas do cidadão. Esse exercício é também uma dessacralização da autoridade, um conceito que defendo muito. Muitas vezes a autoridade fica muito ensimesmada, dentro uma redoma de vidro que precisa ser quebrada. A dessacralização é um exercício de humildade.

Sul21: Qual é o critério que organiza esse contato direto da população com o prefeito?

Jairo Jorge: É por ordem de chegada. São demandas muito rápidas. Além do Prefeitura na Rua, onde atendo dez pessoas na rua todos os sábados, também visito as estações do trem (Trensurb, trem metropolitano que cruza a cidade de Canoas), onde fico das 6h15 até as 8h30, atendendo de 40 a 60 pessoas. Além disso temos audiências públicas onde atendo cerca de 15 pessoas. Então há várias portas de acesso para a população. Temos também a Ágora em Rede, uma ferramenta colaborativa muito importante. Há pessoas que não gostam de ir à prefeitura, na estação ou na audiência pública, que são muito criativas e críticas, mas que também são propositivas, apresentando excelentes ideias. É claro que, às vezes, nos deparamos com irracionalidade nas redes sociais, mas a minha experiência é que, quando se argumenta ou mesmo se reconhece um determinado erro, as pessoas têm uma leitura positiva.

Utilizamos também ferramentas mais clássicas como o Orçamento Participativo, mobilizando de 8% a 10% do total de eleitores do município. Só este ano foram mais de 17 mil pessoas. É um número robusto para uma cidade do tamanho de Canoas. Em uma cidade pequena, é fácil mobilizar 10% dos eleitores. Se há dois mil eleitores, basta mobilizar duzentos. Agora, numa cidade com 220 mil eleitores, isso significa mobilizar em torno de 20 mil pessoas. É bem mais complexo, ainda mais neste contexto atual de desencanto com a política. Então, o sistema de participação popular que nós concebemos e que foi sendo aperfeiçoado ao longo dos anos, permitiu que fôssemos qualificando a nossa administração e a nossa relação com o cidadão. O grande desafio para o gestor hoje é trabalhar com processos abertos e indeterminados. Creio que é essa uma tendência para a gestão pública no século XXI.

Sul21: Na sua avaliação, essas ferramentas de participação e esse modelo de gestão podem funcionar também em escala estadual e nacional?

Jairo Jorge: Acredito que sim. Sou um defensor da democracia participativa. Hoje temos a possibilidade também de usar plataformas digitais de participação que podem chegar a milhares de pessoas. Tivemos, tanto no governo Tarso quanto no governo Olívio, avanços importantes como o Orçamento Participativo, o Gabinete Digital. Talvez uma das razões para explicar as dificuldades que enfrentamos hoje em nível nacional foi não ter implantado ferramentas de participação mais avançadas. Os conselhos são muito importantes, mas são apenas uma etapa da participação.

"Não adianta termos déficit zero e ter zero de saúde, educação e segurança. O bem estar das pessoas é que deve estar em primeiro lugar". (Foto: Guilherme Santos /Sul21)

O que é importante garantir é a capacidade de a sociedade interferir no governo. É o que eu chamo de uma gestão focada no cidadão. As ideias de choque de gestão e de governo de resultados estão muito mais focadas na eficiência do que na efetividade. Não adianta termos déficit zero e ter zero de saúde, educação e segurança. O bem estar das pessoas é que deve estar em primeiro lugar. Esse é o critério que deve ser observado prioritariamente para saber se os recursos públicos estão chegando nas pessoas adequadamente. Para tanto, ouvir a opinião e o sentimento dos cidadãos é fundamental. Outra condição para essa efetividade é ter canais para garantir a interferência dos cidadãos na formulação das políticas públicas. Para estes que gostam da métrica do cliente e que comparam a política com o mercado, eu diria que, se o cidadão é o cliente, ele é o acionista também, não um mero consumidor. Quem pensa a gestão pública sob esse viés a conduz ao fracasso.

As funções do Estado são determinadas pela sociedade. É ela quem determina o seu tamanho. Se a sociedade quer mais saúde, educação e segurança, ela quer mais Estado ou quer um Estado vocacionado para isso. As pessoas não foram para a rua em 2013 pedindo menos Estado.

Sul21: Considerando todo o período da atual administração, quais seriam as principais realizações alcançadas em Canoas e os problemas a serem enfrentados no futuro?

Jairo Jorge: Nós pegamos uma cidade muito desestruturada, que tinha mais de dez meses de atraso com fornecedores, mais de R$ 175 milhões de dívidas, uma arrecadação de R$ 30 milhões por mês, uma folha de R$ 15 milhões e menos de R$ 300 mil em caixa quando assumi. Em menos de 30 dias eu tinha que pagar os salários dos servidores com menos de 300 mil em caixa. O início foi muito difícil.

O histórico da política em Canoas sempre teve um traço muito clientelista, de tutela. Antes de assumirmos, não havia nenhum instrumento de participação efetiva. Era uma cidade com uma baixa autoestima em razão da violência e da corrupção. Todo o nosso esforço foi para recuperar o sentimento de pertencimento do cidadão com a cidade. Não é porque somos uma cidade da periferia que não temos no nosso espaço de protagonismo e de reconhecimento. Nós procuramos fortalecer essa identidade e também recuperar as funções da cidade, melhorando a saúde, a educação, a segurança e os serviços públicos de uma forma geral, com investimentos estruturantes. Estamos investindo, por exemplo, R$ 160 milhões em drenagem urbana, um investimento que políticos tradicionais viam como algo secundário.

"Se a pessoa que tem um plano de saúde particular liga e marca um horário com seu médico, por que isso não pode ser feito no SUS?" (Foto: Guilherme Santos /Sul21)

Outra decisão importante foi que, em todas as obras que realizamos para melhorar a saúde, a educação ou a segurança, pensamos a inovação como uma marca para fazer políticas melhores. Quando construímos o teleagendamento, por exemplo, nós quebramos uma chaga que era o fato de as pessoas terem que ficar oito ou dez horas numa fila. Não existe dignidade numa fila com esta. As pessoas precisam ter um serviço público que se espelhe naquilo que há de melhor e não no que há de pior. Se a pessoa que tem um plano de saúde particular liga e marca um horário com seu médico, por que isso não pode ser feito no SUS? Temos que buscar a excelência e não serviços arcaicos.

Quando se fala em teleagendamento está se falando em acabar com as filas, mas também em aumentar a demanda. Nós tínhamos 900 consultas/mês e passamos para 2000 consultas/mês, ou seja, mais do que dobramos o número de consultas. Isso envolveu também todo um monitoramento do serviço para que o cidadão passasse a ser tratado pelo nome e não como uma massa amorfa. Nós buscamos, em todas as áreas, uma personalização do serviço público, No século XX, nós lutamos pela universalização dos serviços públicos. Hoje as pessoas querem serviços públicos de qualidade, querem uma educação e uma saúde de qualidade, querem ser tratadas pelo nome. Quando a pessoa vai lá e tem a consulta marcada no seu nome, com dia e hora, isso representa uma mudança importante. É um outro respeito do Estado com o cidadão.

Nós também investimentos fortemente em educação, com oito escolas de educação infantil e duas escolas de ensino fundamental entregues. Vamos entregar mais seis escolas de educação infantil e estamos recuperando a estrutura da rede municipal, com mais de 15 quadras poliesportivas cobertas.

Até agora, já entregamos 550 obras na cidade e temos outras 110 em andamento. Até o ano que vem teremos ainda provavelmente mais umas 100 obras. Então, a parte das obras e a melhoria dos serviços públicos foram avanços importantes que produzimos. Quanto ao futuro, acho que o grande desafio da cidade é garantir a estabilidade desses serviços, que essa excelência possa ser mantida e seja perene, e enfrentar os gargalos ainda existentes. Um dos principais é o tema da mobilidade. Acreditamos que o aeromóvel vai reestruturar o transporte coletivo em Canoas, com uma tecnologia genuinamente gaúcha e brasileira. Esse novo modal pode representar uma solução sustentável e ecologicamente adequada para médias e grandes cidades. O primeiro trecho já está em implantação e queremos que ele esteja operacional até o final do ano que vem (entre a estação Mathias Velho, do Trensurb, e o Bairro Guajuviras).

Sul21: Como está a situação do novo presídio? O que falta para ele entrar em funcionamento?

Jairo Jorge: Uma das unidades está pronta desde o final do governo Tarso. Ela até poderia ter sido inaugurada, mas acho que o governador agiu corretamente ao definir que todas as condições estivessem adequadas e dar ao governador Sartori a oportunidade de fazer as suas escolhas. Agora, finalmente, depois de dez meses, conseguimos o repasse dos recursos para concluir a obra de acesso. Nossa meta é concluir essa obra em sessenta dias. Em seguida, já vamos ter uma primeira unidade funcionando com capacidade para quase 400 presos e a prefeitura assumiu o compromisso de fazer o restante do acesso. Se a prefeitura assumir, ela faz a obra em quatro meses, se for a Susepe, leva cerca de um ano. Acredito que no primeiro semestre de 2016 teremos mais três unidades prontas. Elas estão 99% concluídas, faltando apenas detalhes, mas são detalhes importantes como acesso, esgoto, iluminação e energia.

"Novo presídio será um grande avanço para o sistema prisional gaúcho, desde que tenha capacidade de ressocialização. Não vamos imaginar que uma masmorra medieval vai melhorar as pessoas". (Foto: Guilherme Santos /Sul21)

Desde o início desse projeto, ainda durante o governo Yeda, nós não abrimos mão de algumas pré-condições. Uma delas é a presença de bloqueador de celular. Hoje, o crime, através, do celular, coordena dentro do presídio ações criminosas realizadas nas ruas. O bloqueador é uma ferramenta essencial para impedir esse tipo de prática, reduzindo a incidência da violência e a ação das gangs e facções. Outra exigência da qual não abrimos mão é que haja trabalho e estudo. E um terceiro elemento importante é a questão do efetivo tanto da Brigada quanto dos agentes penitenciários. Sem efetivo é impossível esse presídio funcionar. O quarto elemento é o da saúde prisional. Nós não podemos retirar do sistema público de saúde estrutura para atender o presídio. Com cerca de 2.800 presos, ele será quase uma pequena cidade. E o quinto e último elemento é uma gestão compartilhada. Nós temos um conselho de gestão do qual a prefeitura faz parte. Hoje, a capacidade do presídio é para 2.800 presos. O meu receio é que, daquia dez anos, possa ter 5.600 pessoas, virando um novo Presídio Central. Não queremos que isso aconteça. Ele será um grande avanço para o sistema prisional gaúcho, desde que tenha capacidade de ressocialização. Não vamos imaginar que uma masmorra medieval vai melhorar as pessoas. O que melhora é trabalho e estudo.

Sul21: Estamos a menos de um ano da eleição municipal de 2016. A prefeitura de Canoas é governada hoje por uma ampla e inédita – para os padrões gaúchos – coalizão política. Como está o processo de debate entre essas forças políticas para a definição da candidatura da situação?

Jairo Jorge: Ainda estamos avaliando o cenário, seja dentro do Partido dos Trabalhadores, seja na relação com os nossos aliados. Nós temos um conjunto de candidaturas que pretendem concorrer. Isso é natural. Quando eu fui candidato pela primeira vez houve uma grande polarização na cidade. Na minha reeleição, conseguimos formar um arco amplo de alianças em cima de um programa de governo. Mesmo assim, enfrentei outros cinco candidatos na eleição passada, quando conseguimos um resultado expressivo, com 71,27% dos votos no primeiro turno. Na minha sucessão, o quadro é mais complexo, o que exige um debate mais aprofundado. Estamos fazendo uma roda de conversas com os partidos e devemos concluir esse processo até o final de novembro. Nós trabalhamos tanto com o cenário de uma candidatura própria quanto com o de uma candidatura de um de nossos aliados, que possa dar continuidade ao nosso trabalho. Acho que há na sociedade um desejo de continuidade. Nosso desafio é encontrar um nome que tenha capacidade de catalisar essa vontade.

Sul21: Quais são as pré-candidaturas que postulam esse papel?

Jairo Jorge: Dentro do PT nós temos o deputado Nelsinho, um nome que está bem postado dentro da cidade. Por outro lado, a minha vice-prefeita Beth Colombo (PP) também postula a indicação e é um nome legítimo também porque é minha vice-prefeita há oito anos. E ainda temos o nome do deputado federal Luiz Carlos Busatto (PTB), que coordenou minha campanha no segundo turno. Esses três nomes são da base do nosso governo, mas ainda não há nenhuma definição. Seguimos conversando e a ideia é chegar a um denominador comum até o final de novembro, buscando a melhor solução possível para a continuidade do nosso projeto.

"A questão de ser ou não candidato depende de um conjunto de fatores que não dependem da vontade pessoal". (Foto: Guilherme Santos /Sul21)

Sul21: O seu nome vem sendo citado como um possível candidato ao governo do Estado? Esse é um projeto que está no seu horizonte?

Jairo Jorge: A vontade pessoal pouco importa em um processo eleitoral. Ela é irrelevante. Todo político gaúcho se sentiria honrado em governar o Estado. Nós tivemos grandes governadores do nosso partido. Tarso e Olívio são nomes que engrandeceram a política do Rio Grande do Sul. Outros nomes também tiveram uma importante contribuição: Collares, Pedro Simon, Germano Rigotto…Todos que governaram têm sua contribuição, mesmo que estejam em campos diferentes do nosso como a Yeda, o Britto ou o governador Jair Soares. Cada um deixou o seu legado e tem a sua história. A questão de ser ou não candidato depende de um conjunto de fatores que não dependem da vontade pessoal.

Acho que o PT tem grandes nomes, não só os das nossas lideranças históricas como Tarso Genro, Olívio Dutra, Raul Pont e Paulo Paim, mas também toda uma nova geração com Miguel Rossetto, Pepe Vargas, Maria do Rosário, Paulo Pimenta, Luiz Fernando Mainardi, Marco Maia, entre outros. Eu acredito muito que nós vamos ter uma troca geracional em 2018. Essa geração que ajudou a transformar o Rio Grande do Sul, e que tem entre 67 e 80 anos, deixou o seu legado, contribuindo muito para a democratização e para o Estado ser o que é hoje, com suas virtudes e suas dificuldades. Isso faz parte da política e do trabalho do gestor. Vai surgir uma nova geração, seja dentro do PT seja dentro dos demais partidos. Em todos os partidos ocorrerá uma troca geracional, como ocorreu em 1982, quando se descortinou uma nova geração depois de um longo período sem eleições em nosso país. Praticamente todos os líderes daquela geração acabaram se elegendo governadores.

Acho que é muito cedo para esse debate sobre o governo do Estado. Nós nunca devemos colocar uma eleição antes da outra. O nosso foco neste momento deve ser 2016. O PT tem cerca de 70 prefeituras no Estado e devemos trabalhar para dar continuidade a esses trabalhos e construir alianças para conseguir vitórias em outras cidades importantes mesmo que não estejamos na cabeça de chapa como acho que deve ser o caso de Porto Alegre. Eu defendo que devemos apoiar a Manuela para a prefeitura, nossa aliada e parceira.

Sul21O PT atravessa um momento muito difícil, com a legenda muito associada ao tema da corrupção. Nos últimos meses, alguns parlamentares e detentores de cargos anunciaram sua saída do partido. Uma possível saída sua do PT vem sendo cogitada pela imprensa gaúcha. Fala-se de uma possível ida para a Rede, de Marina Silva. Qual a sua avaliação sobre o atual momento do PT e o que há de verdade nestas especulações sobre uma possível saída sua do partido?

Jairo Jorge: Em primeiro lugar é preciso reconhecer que o PT está atravessando uma grave crise que tem um risco terminal. Não do PT terminar como partido, o que não ocorrerá. O PT, com sua força eleitoral, será sempre um partido presente na cena pública, independente do que está acontecendo hoje. O risco que o PT corre é o de deixar de ser um partido universal, no sentido de deixar de catalisar o espírito de utopia das pessoas. O PT precisa fazer mudanças profundas para que possamos nos reinventar como utopia. Essa reinvenção é absolutamente necessária.

Se ela não ocorrer, o PT morre, não como partido, mas como utopia. O que nos movimentou há 35 anos a criar o PT foi o desejo de algo novo. O PT quebrou o caciquismo da política brasileira, com um modelo inovador de organização, de baixo para cima, um modelo que revolucionou a política brasileira. Ao longo desse processo de doze anos no governo federal, nós fomos perdendo essa perspectiva utópica de não ser um partido da ordem.

"Aqui no Rio Grande do Sul nós temos um grande acordo sobre a crise do partido e sobre o que precisa ser feito. Mas é preciso ver se o partido acorda nacionalmente". (Foto: Guilherme Santos /Sul21)

Eu saí muito frustrado do último congresso do PT. Na minha opinião, ali era um ponto de virada. Aqui no Rio Grande do Sul nós nos unimos, com algumas das principais forças políticas do partido. Eu votei junto com o Raul Pont, com o Ary Vanazzi, com o Henrique Fontana, o Pimenta. Nós nos unificamos em torno de uma ideia de renovação do PT e da necessidade de o partido fazer uma autocrítica junto à sociedade. Infelizmente o PT não fez isso. Nós temos hoje uma visão hegemônica que não enxerga a crise e os seus desafios. Agora no final de outubro teremos uma reunião do Diretório Nacional. Vamos ver se acontece alguma coisa. Aqui no Rio Grande do Sul nós temos um grande acordo sobre a crise do partido e sobre o que precisa ser feito. Mas é preciso ver se o partido acorda nacionalmente. O Diretório Nacional ficou muitos meses sem se reunir. Em um momento de crise, é preciso ter inteligência política, ter rumos, e ninguém é dono da verdade e pode pretender ter soluções sozinho. É preciso ter debate político para construir essas soluções.

Por outro lado, todos nós temos que estar na rua hoje em defesa do mandato da presidenta Dilma. Não podemos aceitar qualquer golpe. Quem não ganhou as eleições que se prepare para a próxima. A minha geração tem o dever de defender o mandato legítimo da presidenta e não podemos ceder diante das tentações autoritárias. A reação da CUT, de outras centrais sindicais e dos movimentos sociais está sendo muito importante. Não podemos, de maneira nenhuma, permitir que haja um retrocesso no país. O melhor caminho é sempre a democracia.

Quanto às especulações, acho que elas são naturais. É óbvio que nós, petistas, sentimos as dificuldades e ficamos entristecidos com o atual momento do partido. Mas nós não vamos deixar de militar ou de cumprir o nosso papel. A política não é uma profissão. Eu sou um militante que hoje estou aqui na prefeitura de Canoas, mas amanhã vou estar em outras funções ou exercendo a minha profissão como jornalista. Eu vejo com bons olhos o surgimento de uma força política como a Rede, com uma liderança política digna como a Marina. É natural que haja um assédio sobre lideranças do PT, como ocorreu também com o surgimento do PSOL. Mas não me passa pela cabeça sair doPT. Já disse isso claramente.

Sul21: Já ocorreu esse assédio, então?

Jairo Jorge: É natural que haja, até por amigos comuns que temos ali, como o Molon, que é uma pessoa por quem tenho uma grande admiração, e o Randolfe, que considero um dos melhores senadores da República. Aqui no Estado tem o Marcos Rolim que é uma pessoa com quem também militei. Tenho muito respeito por eles, mas tenho muita esperança ainda e vamos aguardar esse momento importante que será a reunião do Diretório Nacional no final de outubro.

fonte: sul21

Vejam a frota de luxo do ladrão da Petrobras!

outubro 16, 2015

A PGR (Procuradoria Geral da República) identificou uma frota de carros de luxo que são utilizados pela família do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e que estaria em nome de empresas ligadas a Cunha e à sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz. Entre os veículos, avaliados em R$ 940 mil, há dois Porsches, uma BMW e cinco SUVs.

Os dados revelados pela PGR fazem parte do novo pedido de abertura de inquérito feito pelo órgão contra Cunha, Cláudia Cordeiro, e a filha de Cunha, Danielle Cunha.

Na última quinta-feira (15), o STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou a abertura do novo inquérito contra os três para, entre outras coisas, investigar as contas secretas na Suíça atribuídas a Cunha e a Cláudia Cruz.

Segundo a PGR, há indícios de que o dinheiro movimentado pelas contas, que não foram declaradas por Cunha à Justiça Eleitoral, tenha origem no pagamento de propinas do esquema investigado pela operação Lava Jato, que apura irregularidades em contratos de estatais como a Petrobras e a Eletronuclear.

Cunha nega ter participado do esquema e ter contas no exterior. Em março deste ano, ele disse à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras que não mantinha contas no exterior. 

O pedido de abertura de inquérito contra Cunha, Cláudia Cruz e sua filha, utiliza dados do Infoseg, uma rede nacional de informações sobre segurança pública. Segundo os dados apresentados pela PGR, o carro mais caro da frota utilizada pelo casal é um Porsche Cayenne S, ano 2013.

O automóvel é avaliado em R$ 429,4 mil e está em nome de uma das empresas do casal, a Jesus.com, firma supostamente especializada em serviços de “promoções e propaganda”. O segundo mais caro é um outro Porsche Cayenne, ano 2006, avaliado em R$ 122,6 mil, registrado em nome Cláudia Cordeiro Cruz.

Os dados sobre a frota do casal fazem parte da argumentação da PGR para a abertura de um novo inquérito contra Cunha. A PGR alega, também, que entre 2002 e 2014, o patrimônio declarado por Eduardo Cunha à Justiça Eleitoral aumentou 214%, saindo de R$ 522.768,00 em 2002 para R$ 1.649.226,10 em 2014.

O novo inquérito contra Cunha é a o episódio mais recente da sucessão de medidas tomadas contra o presidente da Câmara nesta semana. Na última terça-feira (13), o PSOL e a Rede denunciaram Cunha no Conselho de Ética da Câmara por quebra de decoro parlamentar. Segundo os parlamentares, as revelações sobre as contas de Cunha no exterior indicam que ele mentiu durante o depoimento na CPI da Petrobras, o que indicaria uma quebra de decoro.

Declarações à Justiça Eleitoral

Os veículos identificados pela PGR não aparecem nas duas últimas declarações de bens feitas por Cunha à Justiça Eleitoral em 2010 e 2014, já que estão em nome de empresas. Em 2010, Cunha declarou ser o dono de um Santana avaliado em R$ 25 mil, um Toyota Corolla no valor de R$ 60 mil e um veículo da marca Mitsubishi avaliado em R$ 101,5 mil. Em 2014, o deputado declarou apenas ser o dono do mesmo Toyota Corolla declarado em 2010, no valor de R$ 60 mil.

fonte: uol