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PMDB: Uma serpente Brasileira

abril 29, 2016

O Brasil tem um sistema politico complexo e para confirmar isso é o fato que a cada eleição o TSE – Tribunal Superior Eleitoral baixa uma nova resolução mudando algumas regras. Como se não bastasse isso, por aqui vamos encontrar o maior partido do País como um caso único nas democracias do mundo.

O PMDB sendo o maior partido em números de Governadores, Prefeitos, vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores. Obriga os gestores a cederem as suas chantagens, é um partido que sobrevive da máquina pública, em todas as esferas de poder. Como falei acima, só vamos encontrar  esse tipo de partido no Brasil. Um partido que serve tanto a direita quanto  a esquerda, nas demais democracias é comum termos dois grandes partidos, uma bipolarização.

Este PMDB já governou o País por duas vezes, todas em situações complexas. Quando José Sarney assumiu chegaram a ter vinte e quatro governadores, tiveram a grande chance de fazer as reformas que o País precisava e precisa. É um partido que não tem votos nas urnas para ganhar uma eleição no voto popular, é uma serpente que estar com o bote pronto para atacar quem contraria seus interesses escusos.

Neste momento, mais uma vez vai assumir a Presidência protagonizando um golpe de estado, e feito por uma quadrilha comandada por Eduardo Cunha, o maior ladrão da Petrobras já comunicar com o povo e manter o mesmo modelo de comunicação da direita capitalista, egoísta e individualista!provado e comprovado. A diferença é que dessa vez eles estão sendo reconhecidos como golpistas e traidores pela população e pelo mundo inteiro. Esta atitude levará o PMDB para os braços da direita pelos próximos anos, não será possível partidos de esquerda fazer alianças com golpistas e traidores.

Não posso deixar de falar dos erros na condução do governo Dilma com essa aliança com o PMDB, todos sabíamos que essa aliança era para dá a tal governabilidade. Nesse sentido é importante partilhar com os aliados as ações que pretende se fazer, algo que me parece que o núcleo do governo nunca se preocupou com isso, até a fatídica carta do Temer sinaliza pra isso, aliás essa é uma pratica comum entre alguns governos do PT, a falta de habilidade para tratar com os aliados. Basta ver quantas alianças feitas pelo PT sobreviveram até o fim, portanto, não basta apontar os erros dos outros é preciso fazer autocritica e muitos petistas tem uma enorme dificuldade em fazê-la.

O que fará Presidenta Dilma nos próximos 180 dias? Penso que ela deve fazer o que não fez logo após a vitória em 2014, onde a mesma ficou mais de 40 dias sumida. Agora é a hora de viajar o País visitando e divulgando todas as obras feitas nos últimos 13 anos, estado por estado. E falando direto com o povo sobre o golpe, em seguida deve viajar pelo mundo denunciando o golpe, e a nova forma de golpes na América Latina.

O PT tem a responsabilidade de fazer uma autocritica, é fato que acertamos muito mais do que erramos. Mas, também é fato que cometemos erros amadores e que sirva de lição para toda esquerda na América Latina e no mundo, e não tenho dúvidas que o maior erro foi não se comunicar como o povo, e manter a mesma forma de comunicação da direita capitalista, egoísta e individualista!

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Agora é gerar empregos e estancar o capital especulativo!

abril 4, 2016

Ajuste fiscal é o único caminho?

Tenho acompanhado o debate em torno do ajuste fiscal do governo, não tenho posição fechado sobre o assunto. Mais trago alguns pontos para a discussão, é importante ter presente que esse modelo de ajuste fiscal a Europa vem fazendo há cinco por lá e me parece que não adiantou em nada essa receita, até porque lá vem sendo feitos ajuste em cima de ajustes e a Europa não saiu do lugar, desemprego e recessão em sido a tônica.

Esse debate tem custado caro ao governo Dilma, a impressão que a sociedade tá tendo é que vai perder direitos, todos os dias sou questionado sobre isso. E aí que eu faço a ponderação, será que o ajuste fiscal é o único caminho?

Penso que a Presidenta tem o dever de sinalizar com outros pontos pertinentes, como por exemplo, reduzir o número de Ministério para 35, chamar todas as grandes empresas que tem contratos com o governo para darem sua contribuição reduzindo de 5% a 10% de seus lucros, só aqui o governo economizaria mais de 30 bilhões. Reduzir em 50% os custos com publicidade, apresentar uma reforma tributária progressiva, combater a sonegação que só esse se deixou de arrecadar mais de r$ 80 bilhões, taxar as grandes fortunas como todos os países devolvidos fazem, enfim há saídas imediatas como em longo prazo. Repito esse modelo que o Levy apresenta é o mesmo que há cinco anos a Europa vem fazendo, e por lá não surtiu o efeito esperado, precisamos estar atentos a ajustes que mexe com os trabalhadores esse parcela da sociedade que sempre esteve conosco, o governo não pode passar a imagem que temos dois governos. O da Dilma e o do Levy isso não ajuda a sair do embaraço econômico, apoiamos o governo sim, mais tenho o direito em discordar com pontos dessa reforma que não mexe com os grandes com nunca estiveram do nosso lado, agora é momento de aprovar medidas em que quem tem mais precisa contribuir com o equilíbrio econômico e social do País..