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Quem tem medo do Cunha?

setembro 28, 2015
Alex Ferreira / Câmara dos Deputados: <p>eduardo cunha</p>

Já na sepultura e temendo a pá de cal sobre a cabeça, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), esperneia e pode ainda representar um perigo tanto para seus aliados da oposição como para as tentativas do governo de alcançar uma governabilidade que garanta avanços políticos e econômicos para o país.

A quantidade e a gravidade das denúncias contra ele, e a proximidade do momento em que terá que prestar contas à Justiça, levaram Cunha a mandar o clássico recado dos desesperados , “não vou cair sozinho”, ao vice Michel Temer. Quem tem medo de Eduardo Cunha?

Ele continua cantando de galo mesmo com a corda no pescoço. Diante da tentativa frustrada de minar as iniciativas de Dilma na montagem de um novo ministério com indicações de nomes peemedebistas, ele garante que não é com a indicação de peemedebistas para o ministério que o governo vai aprovar a CPMF no Congresso – uma das principais batalhas do governo para sanar a crise econômica.

O deputado insiste em dar declarações negando qualquer participação na reforma ministerial – como se todos já não soubessem que acabou alijado do processo.

Parte de seu discurso é repetir o óbvio: a existência de divergências dentro do PMDB sobre manter ou não apoio ao governo.

Claro que há divergências internas no PMDB. Ele só esqueceu de informar ao respeitável público que nesta nova conjuntura foi ele, Cunha, quem mais perdeu terreno e liderança.

A aliança PT/PMDB, que até a eleição era vista como algo pacífico e normal, é colocado agora por Cunha como abominável.

Ao criticar o que qualifica de “tentativa de reintroduzir o PMDB” no projeto do atual governo com a oferta de cargos a deputados da bancada, Cunha está jogando para a plateia porque quem nunca deixou de estar no governo não pode ser reintroduzido.

Ele continua falando como se ainda tivesse maioria na bancada e como se ainda tivesse força de líder para influenciar decisões.

Não, não tem. Ela já foi tomada e Cunha está muito irritado. Foi ferido de morte quando entre os nomes apresentados pelo líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), à Dilma para o ocupação de pastas no ministério estão os deputados peemedebistas Manoel Júnior (PB) e Marcelo de Castro (PI), vice-líderes da bancada na época em que Cunha era líder do partido.

Diante do fato consumado ele frisa: ignoro o que está acontecendo com a reforma, não tenho ingerência e nem quero ter. Defendo que o PMDB saia do governo. Como se ainda tivesse peso para tal.

Essa passou a ser sua posição desde julho, depois da publicação das declarações do delator Júlio Camargo de que o presidente da Câmara teria recebido propina de U$ 5 milhões do esquema de corrupção da Petrobras, em contrato celebrado entre a estatal e a empresa coreana Samsung.

Ele ataca o governo mas se nega também a comentar as declarações do ex-gerente da área internacional da Petrobras Eduardo Musa, que afirmou ser Cunha quem dava a palavra final em relação às indicações para a Diretoria Internacional da estatal.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou denúncia contra Cunha ao Supremo Tribunal Federal (STF), na qual ele pede 184 anos de prisão para o possível réu, por envolvimento em esquema de corrupção que drenou cerca de R$ 80 bilhões da Petrobras.

Na peça jurídica encaminhada ao STF, Cunha é acusado, em 85 páginas, por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Segundo investigações da Polícia Federal, Cunha teria usado a igreja a que pertence, a Assembleia de Deus em Madureira, Zona Norte do Rio, para lavar dinheiro e distribuir parte da propina arrecadada, durante sua campanha eleitoral.

Para Cunha, não foi o grande número de indícios a seu respeito que levaram à apresentação da denúncia contra ele pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mas isso aconteceu porque o governo forçou a delação e a seguir o procedimento de Rodrigo Janot. Só pode ser piada!

A realidade é que, para o bem da Nação, o reinado de Cunha está chegando ao fim. Sete meses depois de derrotar o governo, conquistar a presidência da Câmara e se transformar numa das mais incômodas figuras da oposição, Cunha, por mérito próprio cavou seu buraco.

Quando coloca a cabeça no travesseiro à noite deve estar realmente consciente de seu isolamento dentro do próprio partido, demonstrado em Brasília e no Rio nos últimos dias.

A passagem que melhor ilustra o sucesso, parcial até o momento, de Dilma em relação à neutralização da ação nefasta de Cunha, foi o diálogo divulgado pela mídia entre Cunha e o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani.

Foi o líder que aceitou levar a proposta do governo aos deputados. Quando soube, Cunha chamou Picciani e propôs uma aliança para recusar a oferta presidencial.

O líder da bancada refutou e disse a Cunha: “Você é oposição; eu, não. Você quer o impeachment; eu, não”.

O placar final da reunião da bancada do PMDB (42 a favor e nove contra) demonstrou que Cunha perdeu a liderança da maioria da bancada – a mesma que respaldara sua ascensão à presidência da Câmara.

A verdade é que Cunha tentou levar o PMDB para a oposição, mas na dança da política perdeu para o vice Michel Temer e o senador Renan Calheiros e ao se aliar a Aécio, trombou com a cúpula do PMDB do Rio, o que contribuiu para a precarização de sua situação.

Além da indicação de nomes ao ministério pela bancada em Brasília, o PMDB fluminense anunciou esta semana 71 candidatos a prefeito para a eleição de 2016, com 12 alianças – duas das quais com o PT, sem nenhum pitaco de Cunha.

Cunha pulou com o paraquedas do impeachment e, pelo menos até o momento, não abriu. Na descida, ele ainda comanda a pauta de votações na Câmara e garante que toda a bancada é muito próxima a ele e que não vê nenhuma mudança de cenário para próximas votações. Ledo engano.

 

chico vigilante

Três pessoas acusam Cunha: será que isso saiu do nada?

setembro 26, 2015

 

Cartão vermelho Eduardo Cunha (Foto: Arte: Antonio Lucena)
Não tenho duvidas que o dia do Cunha chegará, claro que ele pretende fazer um estrago antes desse dia. Mais os fatos mostram que ele está próximo de ser denunciado pelo PGR como achacador de r$ 10 milhões de reais. Três acaguetas já afirmaram isso nas suas delações, portanto, é questão de meses que vamos se livrar desse câncer da política.
Neste sentido é que o líder do PMDB na câmara já circula como candidato a presidente, e tenta fechar acordo com o PT para indicar o vice, ou seja, é o mundo das traições que se movimenta no subterrâneo do parlamento brasileiro.

Cunha marcha para o isolamento. Ou não?

setembro 25, 2015

 

 Sete meses depois de derrotar o governo, conquistar a presidência da Câmara e se transformar na principal referência da oposição, o deputado fluminense Eduardo Cunha terminou a semana surpreendido com a dimensão do seu isolamento dentro do próprio partido. Se ainda duvidava, teve demonstrações suficientes em Brasília e no Rio durante as últimas 72 horas.

Na quarta-feira, viu-se atropelado pela bancada de deputados federais nas negociações com o governo sobre a participação do PMDB na reforma ministerial.

A presidente Dilma Rousseff pedira ao partido uma lista de indicações para ministérios. Era manobra sem disfarce para arrefecer o ímpeto no Legislativo a favor do impeachment — insuflado por Cunha, a partir da Câmara, em discreto acordo com lideranças do DEM e do PSDB.

O governo começou a semana tentando cooptar os presidentes da Câmara e do Senado. O senador Renan Calheiros aparentou desinteresse. Procurou se manter distante do balcão governamental, mas sugeriu a Dilma procurar o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, seu aliado.

Dilma, em seguida, telefonou a Cunha, oferecendo-lhe possibilidade de conduzir a indicação de novos ministros. Ele seguiu a cartilha da recusa protocolar, com duas diferenças relevantes em relação a Renan: não deixou aberta a porta para entendimento com a bancada na Câmara e, mais tarde, vangloriou-se por ter dito “não” à presidente.

Dilma convocou o líder do PMDB na Câmara. Leonardo Picciani aceitou levar a proposta do governo aos deputados. Quando soube, Cunha chamou Picciani. Propôs união numa veemente recusa à oferta presidencial, se possível por escrito. O líder da bancada refutou, argumentando: “Você é oposição; eu, não. Você quer o impeachment; eu, não”.

DERROTA DE CUNHA FOI CELEBRADA

Picciani submeteu o pedido de Dilma aos deputados, em reunião na terça-feira. Depois de hora e meia de discussão sobre o veto de Cunha, decidiram no voto sobre a oferta presidencial.

O placar final (42 a favor e nove contra) expôs a dimensão do isolamento de Cunha. Demonstrou que ele perdeu a liderança da maioria (62%) da bancada — a mesma que, sete meses atrás, respaldara sua ascensão à presidência da Câmara, emulando 52% do plenário de 513 deputados.

Na manhã seguinte, quarta-feira, Picciani levou à presidente da República os nomes sugeridos pelos deputados. Cunha não conseguira vetar nem indicar nomes.

Sua derrota foi celebrada no PT e no Planalto como significativa vitória da presidente. Evidente exagero, pois, na gênese da erosão do poder de Cunha, pesa mais a vaidade do que a eficácia da ação paliativa de uma presidente que se deixou acuar pelo imobilismo.

Há 26 anos na política, ele fez do voo solo uma prioridade. Raras vezes aceitou ser liderado. Uma delas foi em 1989, quando foi patrocinado por PC Farias, tesoureiro da campanha presidencial de Fernando Collor. Outra foi em 2001, quando, sob pressão nos tribunais, em processos sobre corrupção, o governador Anthony Garotinho proporcionou-lhe foro privilegiado, com uma vaga de deputado estadual. Seguiu Garotinho na migração para o PMDB, aliados ao governo Lula. Logo se tornaram inimigos.

Com uma base estadual restrita, Cunha passou os últimos cinco anos em múltiplas e recorrentes brigas com a cúpula do PMDB do Rio. Atenuava os embates com ativa participação em negociações sobre royalties de petróleo e dívidas municipais, relevantes para os governos locais. Quando pediu, recebeu apoio estadual para a candidatura à presidência da Câmara.

Em fevereiro, elegeu-se para o terceiro posto na linha de sucessão da República. No mês seguinte, foi denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro em negócios da Petrobras. Reagiu com uma interpretação conspiratória. E partiu para o confronto aberto com o governo e o Judiciário.

Tentou levar o PMDB para a oposição, perdeu para o vice Michel Temer e o senador Renan Calheiros. Aproximou-se da ala oposicionista liderada pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), seduzida pela ideia de cassação do mandato presidencial (Cunha assumiria o poder e em 90 dias convocaria eleições). O devaneio durou pouco.

Perfilando-se com uma ala da oposição, Cunha entrou em rota de colisão com a cúpula do PMDB do Rio (o governador Luiz Fernando Pezão, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, o ex-governador Sérgio Cabral e o presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani). Foram eles que expuseram o presidente da Câmara a uma segunda derrota, nas últimas 72 horas.

 

Nesta quinta-feira, o PMDB fluminense anunciou 71 candidatos a prefeito para a eleição de 2016, com 12 alianças — duas com o PT, em Niterói e Maricá. Cunha foi deixado à margem, sem consulta.

O político fluminense com maior projeção em Brasília, que em fevereiro despontara como uma promessa conservadora, ontem sequer teve seu nome inscrito na relação de convidados para a mesa principal da festa dos candidatos do PMDB no Estado do Rio.

Cunha imolou-se durante o voo solo. Não significa que esteja acabado. Continua com a influência derivada do controle da pauta de votações na Câmara. Não renunciou à soberba: “Você não faz ideia de como tenho sido ovacionado por onde passo…” — repetia aos céticos, com olhos arregalados.

fonte: julio willian

Volnei, você não deixa saudades no PT

setembro 16, 2015

Li atentamente as explicações dadas ao Diarinho pelo ex-prefeito Volnei Morastoni tentando justificar sua saída do PT itajaiense, ele coloca três pontos como motivos de sua saída os quais venho contestar publicamente:  primeiro ele fala do isolamento do PT catarinense, reafirmo que o então deputado nunca fez um esforço mínimo para que o PT estadual ampliasse a política de alianças no estado, e mais, foi feito todas as tentativas de ampliar a aliança em Santa Catarina. Mais sabemos como se constrói as alianças hoje, em cima de cargos e dinheiro para viabilizar campanhas, isso é de conhecimento de todos os brasileiros. Por fim,  o PT fez alianças no Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo etc. em todos esses estados sua bancada diminuiu, portanto a derrota do deputado Volnei não está atribuída ao isolamento que ele vocifera, e sim ao mandato medíocre que ele fez. Pergunte a qualquer cidadão de Itajaí se sabe o que o deputado Volnei fez em quatro anos de mandato?

Quando ele fala de corrupção mais uma vez ele se contradiz, venho a publico lembrar ao deputado que  está desinformado ou mal intencionado, porque das 127 pessoas indiciadas na operação lava jato o PT tem oito, número bem menor que o PMDB seu atual partido, que aliás tem os dois presidentes das casas: Renan Calheiros e Eduardo Cunha e em Itajaí onde tivemos vereadores do PMDB presos por escândalos conhecidos da população de Itajaí. Reafirmo que o PT de Itajaí não tem ladrão!

Sobre companheirismo e fraternidade ele não é referência para falar sobre isso, pelo contrário ele é um exemplo que nenhum político deve seguir: não agrega em nada, usa as pessoas e descarta, basta ouvir seus últimos chefes de gabinete muitos se quer falam com ele, o que é lamentável. Fraternidade não combina com quem agride as pessoas com palavras impublicáveis, e penso que fraternidade começa na nossa família.

Volnei Morastoni, você seria mais justo se dissesse que seu ciclo no PT acabou mais não sair atacando quem te deu oportunidade de ser quatro vezes deputado, vereador e prefeito. Desejo sucesso com seus novos amigos fraternos: Eduardo Cunha, Renan Calherios, José Sarney, Neusa Girardi, Wilson Rebelo, Lamim, Sadi e Afonso Arruda.