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O PSDB de Aécio Neves e a Petrobras no governo Fernando Henrique: Para que o povo brasileiro não esqueça jamais!

março 30, 2014

Remédio bom para a memória
(24out2013)

Vi a postagem a seguir no sítio Conversa Afiada e acredito que um olhar para essas imagens e notícias trará ao leitor o mesmo gosto de desgosto que senti. Ao mesmo tempo, percebemos quanto mudou para melhor o nosso patamar de compreensão do que seja uma busca pelo bem comum. Muito há a caminhar, ainda. Mas quero crer que hoje tais tentativas encontrariam bastante mais resistência do que encontraram na última década do século passado.

Postagem do blog Geopolítica do Petróleo, de 16 de outubro de 2010, reproduzido hoje no sítioConversa Afiada.

“Recordar é viver”:  como FHC e Serra tentaram privatizar a Petrobrás

Diante das recentes polêmicas envolvendo o Pré-Sal e a Petrobrás nas eleições, selecionamos aqui uma sequência de  notícias a respeito da luta empreendida pelo PSDB-DEM para privatizar a Petrobrás e o petróleo brasileiro desde os anos 1990, durante o governo de Fernando Henrique, mas também após o fim daquele governo, quando esta coligação continuou criticando e atacando sistematicamente a Petrobrás e agora, o Pré-Sal.

FHC discute a privatização da Petrobrás – Folha de S. Paulo – 16/04/1997
Diretor do Banco Central durante o governo FHC, Gustavo Franco, defende a privatização da Petrobrás e do Banco do Brasil – O Globo – 11/06/1997
David Zylbersztajn, genro de FHC é nomeado diretor da ANP em janeiro de 1998 e defende privatizações – Revista Veja
“Petrobrás pode ser vendida em 3 anos diz Zylbersztajn” – O Estado de S. Paulo -20/05/1999
“ANP defende venda de refinarias da Petrobrás” – David Zylbersztajn, genro de FHC e diretor da ANP no governo FHC, defende retalhar e vender Petrobrás – O Estado de S. Paulo – 07/01/1999

FHC anuncia medidas para acabar com as resistências à privatização da Petrobrás – Estadão – 10/06/2000
Governo FHC paga uma fortuna sem licitação para mudar o nome da Petrobrás para Petrobrax – O objetivo era facilitar a privatização da empresa brasileira – “Petrobrás vira Petrobrax por US$ 50 milhões” – O ESTADO DE S PAULO – 27/12/2000
A marcha da Privatização da Petrobrás em andamento no Governo FHC – “A globalização da ‘Petrobrax'” era o projeto de privatização do governo FHC – JORNAL DO BRASIL – 27/12/2000
“Marca PetroBrax deve ser contestada na Justiça” – Reação da AEPET e sindicatos dos petroleiros para evitar troca de nome da Petrobrás teve sucesso – O Estado de S Paulo – 28/12/2000
Tribunal de Contas da União vai investigar gastos irregulares do governo FHC com campanha para mudar o nome da Petrobrás para Petrobrax – Folha 25/01/2001

Como foi a mobilização dos Ministros de governo e dos partidos que apoiavam o governo de Fernando Henrique (PSDB e PFL, atual DEM)  para privatizar a Petrobras:

Diretor do Banco Central durante o governo FHC, Gustavo Franco, defendendo a privatização da Petrobrás e do Banco do Brasil – ” Franco quer privatizar Petrobrás e BB” – O Estado de S.Paulo – 11/06/1997
GAZETA MERCANTIL – 08/08/1997 – O PFL (atual DEM), então partido do Vice de FHC, defendeu todas as privatizações daquela época, e queria privatizar o Banco do Brasil e a Petrobrás – O PFL foi o partido que indicou o Vice de Fernando Henrique, Marco Maciel em seus dois mandatos (1995-1998 e 1999-2002) e indicou o atual candidato a vice de José Serra, Índio da Costa, que também defende a privatização da Petrobrás e do Pré-Sal
Presidente do PFL, principal partido da base do governo FHC, partido do vice de Fernando Henrique (1995-2002), defendendo a privatização da Petrobrás e do Banco do Brasil – “Bournhauser quer vender Petrobrás” – GAZETA MERCANTIL 10/12/1998
Como o “Programa de Privatização” foi acelerado no governo FHC (1995-2002) que tentou privatizar a Petrobrás – “Programa de Privatização terá que ser acelerado” – O GLOBO – 06/09/1999

A preparação para a privatização da Petrobrás começou no 1º mandato de FHC, quando José Serra era Ministro do Planejamento. O plano de privatização começou com o sucateamento da Petrobrás, seguido de mudanças ma legislação que o governo FHC-Serra fez para viabilizar a venda da empresa brasileira. O objetivo era privatizar todo o setor de energia e petróleo do país.

Como o governo FHC permitiu que as corporações petrolíferas estrangeiras pudessem extrair petróleo do Brasil – “Era uma vez o monopólio da Petrobrás” – Revista VEJA de 14/06/1995
José Serra, Ministro do Planejamento de FHC, bate o martelo na privatização da empresa de energia Light, do RJ. Serra dizia que privatização era forma de fortalecer as empresas de energia, mas em 2001-2002 o Brasil viveu o maior racionamento de energia da história do país – “A volta da velha senhora” – Revista VEJA de 29/05/1995
Ministro José Serra defendendo acelerar as privatizações das empresas nacionais de energia, como forma de fortalecer o setor energético, que sofreu o maior colapso de sua história em 2001-2002 – “Privatização do setor elétrico será acelerada” – O Estado de S. Paulo – 26/04/1995
Preparação para a privatização da Petrobrás quando José Serra era Ministro de Planejamento do governo FHC – “Fim do Monopólio do Petróleo será discutido semana que vem” – O Estado de S. Paulo – 27/04/1995
A Petrobras como próxima vítima da Privatização de FHC-Serra – “Petrobras a próxima vitima?” – Folha de S Paulo – 16/01/1996
O Presidente FHC declarou em sua campanha que a Petrobras não seria privatizada, entretanto a empresa foi incluída na lista das que seriam vendidas e seus Ministros defenderam sua privatização – “E a Petrobrás?” – O Globo – 16-01-1996
 
Zylbersztajn da ANP defende venda de 11 Refinarias da Petrobras – “ANP defende venda de Refinaria” – Jornal do Brasil – 07/01/1999
Zylbersztajn, genro de FHC e diretor da ANP defende desmembrar e privatizar a Petrobrás – “Zylbersztajn propõe encolher Petrobrás” – Folha de S. Paulo – 07/01/1999
Governo FHC preparava a privatização da Petrobrás: “ANP defende venda de refinarias da Petrobrás” – O Estado de S Paulo 07/01/1999

Em agosto de 2000 o governo FHC governo brasileiro realiza uma grande venda de ações da Petrobrás no Brasil e na Bolsa de Nova Iorque, onde entrega cerca de 15% do patrimônio total da empresa por pouco cerca de US$ 3,2 bilhões, sendo que 60% das ações vendidas ficaram nas mãos de estrangeiros. Este foi a segunda venda de ações da Petrobrás no governo FHC (a primeira foi em 1996, quando foram vendidas as ações da Petrobrás que eram controladas pelo governo via BNDES). A última venda de ações ocoreria em 2002, sendo que empresas (refinarias e empresas distribuidoras de gás) foram desmembradas da Petrobrás  e vendidas separadamente, como a Refap. Ao todo o governo FHC vendeu metade do patrimônio Petrobrás em apenas 8 anos. Ao fim do governo FHC, o Brasil controlava apenas 32% do total de ações da Petrobrás e cerca de 70% dos funcionários da empresa eram terceirizados.

A privatização parcial da Petrobrás ocorreu em agosto de 2000, quando FHC vendeu 32% das ações da empresa por cerca de US$ 3,5 bilhões, aproximadamente R$ 7 bilhões. “Leilão da Petrobras rende R$ 7 bi ao governo” – Folha de S. Paulo 11/08/2000
O Governo brasileiro perdeu R$ 1,5 bi na venda de 1/3 da Petrobras em agosto de 2000, porque as ações foram vendidas abaixo do valor estimado inicialmente, portanto “o mercado” ganhou R$ 1,5 bi na transação – “Ganho de R$ 1,5 bi na oferta da Petrobrás” – Gazeta Mercantil – 11/08/2000
José Serra iniciou o programa de privatizações do governo FHC (1995-2002), chamado de “Programa Nacional de Desestatização”, que passou a incluir o Banco do Brasil e a Petrobrás na lista de empresas a serem privatizadas em 1999
 
 
 

O fim da Era FHC representou o fim da crise da Petrobrás, provocado pelo sucateamento proposital da empresa com o objetivo de privatizá-la. No Governo Lula a Petrobrás se tornou prioridade do governo, foi incluída na estratégia de crescimento e re-industrialização do Brasil e em programas como o PAC. Neste contexto é que o governo decidiu perfurar o “pré-sal” e iniciar a extração de petróleo da camada pré-sal, que no ano de 2010 atinge a produção de 100 mil barris por dia.

Após passar pela maior crise de sua história, durante o governo FHC, a Petrobrás se recupera no governo Lula

No governo Lula a Petrobrás finalmente  se recuperou da crise da “Era FHC”, mas oPSDB e o DEM (ex-PFL) continuaram lutando para privatizar a empresa. Os deputados e senadores do PSDB e do DEM criticaram constantemente a Petrobrás no Congresso Nacional e na imprensa.

Depois que a Petrobrás descobriu o Pré-Sal, o governo Lula resolveu acabar com a entreguista Lei do Petróleo de 1997, criada pelo governo FHC e propôs uma Nova Lei do Petróleo, mais moderna e que defendesse os interesses do Brasil. A coligação PSDB-DEM decidiu, então, criar uma CPI da Petrobrás para atacar o governo Lula e impedir a mudança da legislação entreguista-privatista por uma legislação mais coerente e nacionalista.

“Petrobras: Taxa de sucesso na região do Pré-Sal da Bacia de Campos é de 100%” – Agência Brasil – 29/07/2009
“Lobão: reservas do pré-sal podem atingir 150 bilhões de barris” – TERRA Notícias – 13/11/2008
Paulo Renato, ex-ministro de FHC faz representação judicial contra a Petrobrás – fonte: site do deputado Paulo Renato (PSDB) – 28/08/2007
PSDB e DEM criam CPI da Petrobrás para atacar o governo Lula e a maior empresa nacional, dificultando as discussões para a criação da Nova Lei do Petróleo – “Com manobra do PSDB, Senado cria CPI da Petrobras” – O Estado de S. Paulo – 15/05/2009
A CPI do PSDB contra a Petrobrás: “Tucanos prosseguem com CPI sabotagem do governo FHC contra Petrobrás, diz AEPET” – HP 27-28/05/2009
 
CPI do PSDB contra a Petrobras: “O que o Brasil quer é saber como tucanos afundaram a maior plataforma do mundo” – 22-26/05/2009
 
 

“Lula afirma que CPI da Petrobras é do PSDB e não do Congresso” – O Estado de S. Paulo – 15/05/2009

PSDB contra a Petrobrás – as razões-tucanas para defender a privatização da Petrobras – charge: Bessinha
“Relatório da CPI isenta Petrobras de irregularidades” – O Estado de S Paulo – 15/12/2009
CPI do PSDB contra a Petrobrás mostra-se uma manobra muito arriscada – A população brasileira apóia a Petrobrás e é contra sua privatização – charge: Bira
Governo Lula propõe Novas Regras para o Pré-Sal, ampliando o poder do Estado brasileiro na extração de petróleo e favorecendo o desenvolvimento do Brasil – “Regras do pré-sal ampliam poder do Estado na exploração de petróleo” – Estado de S. Paulo – 01/09/2009
PSDB e DEM impedem votações do novo marco regulatório do pré-sal que favorece o Brasil – “Oposição obstrui votações contra urgência do pré-sal” – Agência Câmara de Notícias – 01/09/2009
PSDB e DEM agindo como entreguistas típicos, lutando contra a nova lei do petróleo, contra o pré-sal para o Brasil, defendem os interesses das corporações petrolíferas multinacionais – “Oposição ameaça obstruir votação dos projetos do pré-sal na Câmara” – R7 Notícias – 10/11/2009
DEM e PSDB defendendo os interesses das corporações petrolíferas multinacionais – “DEM obstrui votação na Câmara e Pré-Sal fica na fila” – O Estado de S. Paulo – 02/12/2009
 
O indicado pelo DEM para ser vice de José Serra, Índio da Costa (DEM) atacou o Pré-Sal e criticou a Petrobrás, defende a pena de morte e tentou proibir até mesmo que as pessoas dessem esmolas no RJ – “Vice de José Serra já atacou pré-sal e quis vetar esmolas” – Folha de S. Paulo – 04/07/2010
Representante de José Serra ataca nova lei do petróleo e defende modelo privatista e anti-Brasil criado pelo PSDB na era FHC – “Representante de Serra diz que modelo da estatal do pré-sal é um desastre” – Folha de S. Paulo – 03/08/2010
PSDB-DEM x O petróleo é Nosso!
“Brasil começa a produção comercial do petróleo do pré-sal amanhã” – Agência Brasil – 14/07/2010

MP aciona Eduardo Campos por descaso com a saúde no seu estado!

março 26, 2014

 

Desde que seu projeto presidencial foi adensado pela chegada de Marina Silva ao PSB, Eduardo Campos dedica-se à elaboração de um programa de governo. Se tiver boas ideias para resolver as mazelas da saúde pública, não precisa esperar até chegar no Palácio do Planalto. Pode implementá-las no governo de Pernambuco.

Investigação realizada pelo Ministério Público do Estado verificou que o governo Campos submete os pacientes pobres do SUS a um suplício que não orna com o discurso moderno do candidato. Há nos três maiores hospitais públicos de Recife —o da Restauração, o Getúlio Vargas e o Otávio de Freitas— uma o uma fila de cerca de 4 mil pacientes à espera de cirurgias.

Foram feitos três inquéritos. Duraram cerca de um ano. Levantaram-se casos em que os pacientes morreram ou se encontram com a qualidade de vida comprometida. No português das ruas: em Pernambuco, como em toda o resto do país, um paciente pode morrer de fila.

Para tentar resolver o problema, o Ministério Público de Pernambuco protocolou na 5ª Vara da Fazenda Pública uma ação civil contra a gestão de Eduardo Campos. Signatários da peça, os promotores Justiça Clóvis Ramos Sodré Mota e Helena Capela pedem à Justiça que obrigue o governo pernambucano a eliminar a fila das cirurgias nos três hospitais em seis meses.

Deseja-se ainda que: 1) o governo apresente em 30 dias um calendário para as cirurgias; 2) passe a realizar novas cirurgias num prazo máximo de 90 dias, a contar da indicação médica; e 3) implante um sistema de controle informatizado. Recomendou-se a adoção do Sisreg, do Ministério da Saúde. Serve gerenciar a marcação de consultas, internações e cirurgias.

Fixados os prazos, o Ministério Público pede que a Justiça imponha uma multa de R$ 50 mil por cirurgia não realizada. O dinheiro iria para o Fundo Estadual de Saúde. Chama-se Edvaldo José Palmeira, o juiz que cuida do caso. Ele já determinou que o governo eja intimado a apresentar sua defesa em cinco dias. A decisão é da semana passada. Mas a intimação ainda não chegou ao destinatário.

Antes de bater às portas do Judiciário, a Promotoria convocou os diretores dos três hospitalões públicos de Recife. Eles esclareceram que dão prioridade às cirurgias de emergência, quando a vida do paciente está em risco. E não sobram leitos para as cirurgias eletivas, aquelas em o médico pode requerer exames e escolher a melhor data para que o paciente seja passado no bisturi.

Mantido o cenário atual, informaram os gestores dos hospitais aos promotores, a fila de pacientes à espera de cirurgia está fadada a crescer. Há três dias, quando a ação foi protocolada, 3.992 pacientes esperavam na fila por cirurgias nas mais variadas especialidades.

Ainda na fase de inquérito, a Secretaria Estadual de Saúde prometera à Promotoria que adotaria duas providências: realizaria mutirões de cirurgias e contrataria leitos em hospitais privados. O Ministério Público não teve notícia dos mutirões cirúrgicos. E os gestores dos hospitais informaram que a contratação dos leitos na rede hospitalar privada não foi feita em quantidade que levasse à redução da fila.

No texto da petição, o Ministério Público sustenta que o governo pernambucano deveria cortar despesas supérfluas e aplicar o dinheiro na melhoria do serviço de saúde. Contra o pano de fundo conflagrado dos hospitais, os promotores avaliam não são racionais “os gastos com festas, viagens, flores e buffet em detrimento do tratamento da saúde da população, garantido pela Constituição.”

No início de abril, Eduardo Campos trocará a cadeira de governador pelos palanques. Campanhas eleitorais costumam ser implacáveis. Quando o candidato prometer melhorias na saúde, arrisca-se a ouvir um grito vindo da platéia: e a fila pernamucana, já resolveu?

– Atualização feita nesta terça-feira (25), às 14h12: a secretaria de Saúde de Pernambuco enviou uma nota ao blog, No texto, refuta os “questionamentos” do Ministério Público. O “esclarecimento” vai reproduzido abaixo:

Com relação aos questionamentos feitos pelo Ministério Público de Pernambuco, a Secretaria Estadual de Saúde faz os seguintes esclarecimentos:

1. Atualmente, existem 625 (e não 3.992) pacientes na fila de espera aguardando por algum tipo de cirurgia eletiva nos três grandes hospitais da rede (Restauração, Getúlio e Otávio de Freitas). Esse número chegou a ser 1.233 no ano passado, mas a fila foi reduzida em 50% a partir de uma série de medidas adotadas pelo Estado, como mutirões de cirurgias, ampliação das vagas de residência média em anestesiologia (de 15 para 35 vagas por ano), agilização de exames e procedimentos pré-operatórios, além de conveniar ao SUS, com recursos próprios, toda a oferta de leitos na rede privada.

2. A demanda reprimida por cirurgias ortopédicas é um fenômeno nacional explicada por diversos fatores, como a epidemia dos acidentes de trânsito, em especial envolvendo motocicletas, e o envelhecimento da população. Em Pernambuco, há duas causas específicas: A) a ampliação de consultas e exames especializados, diagnosticando doenças e requerendo maior oferta de cirurgias na rede. Em 2007, a rede estadual de saúde contava com 27 hospitais administrados pela Secretaria Estadual de Saúde – a última alteração desse quadro havia ocorrido em 1997. Hoje, são 52 (92% de incremento), aumentando o número de consultas especializadas (aumento de 120% na oferta em 7 anos), atendimentos de urgência, exames e cirurgias, além de levar especialidades médicas a regiões onde havia um vazio assistencial. Naquele ano, o Estado produzia 32 mil cirurgias por ano, contra as 48,7 mil (52%) atualmente. No início da gestão, havia 3.844 leitos estaduais, e hoje são 9.714 leitos (150% de aumento).

O outro fator essencial para entender o problema é o subfinanciamento do SUS. A Tabela de Procedimentos do SUS, sob gestão do Ministério da Saúde, e há uma década sem reajuste, prevê o repasse de R$ 700,00 por cirurgia ortopédica, valor muito aquém do custo real. Ao longo dos anos, só não houve queda na produção de cirurgias porque o Governo de Pernambuco passou a complementar, com recursos próprios, a tabela SUS em 50%. A rede estadual, no entanto, continua a realizar quase 100% das cirurgias de média complexidade, já que os municípios não conseguem prestar o serviço com a remuneração oferecida pela União.

3. O Estado continua investindo na construção de novas unidades de saúde que ajudarão a aliviar a pressão sobre as grandes emergências do Estado, como o Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, que será a maior unidade do interior, com 257 leitos, e que será inaugurado na próxima semana. A unidade oferecerá cirurgias em diversas especialidades.

4. Quanto à aplicação de recursos próprios na Saúde, o Ministério Público demonstra desconhecimento da distribuição do orçamento estadual. Desde 2007, Pernambuco se destaca nacionalmente como um dos estados que mais investem no setor, aplicando, ano a ano, uma média de 17% das receitas próprias em saúde. O percentual supera com folga o mínimo constitucional de 12% definido para os estados brasileiros. Uma das bandeiras defendidas pelo Estado é a maior participação federal no custeio do sistema. Atualmente, dos entes federativos, só a União não possui um percentual mínimo norteando a destinação de recursos para a saúde.

5. Por fim, reiteramos nossa total disposição para fazer esclarecimentos necessários não só ao Ministério Público, mas à Justiça, demais órgãos de controle e sociedade como um todo.

PT de Pernanbuco aprova apoio a legalização da maconha!

março 24, 2014

Depois de aprovar a aliança com o PTB do senador Armando Monteiro Neto, para as eleições deste ano, o PT de Pernambuco, reunido neste domingo em um hotel de Boa Viagem, aprovou também uma moção de apoio à legalização da maconha, em um indicativo para o Congresso Nacional

A votação foi apertada com 87 votos a favor e 81 contra.

Como o partido não tem uma posição oficial ainda, os jovens em especial pressionam por uma tomada de posição. A votação desta tarde, polêmica, acabou servindo para desanuviar o ambiente tenso das deliberações em torno da tática eleitoral deste ano.

Nenhuma das correntes do partido determinou uma orientação específica. Mas não faltou um coro, a la Mujica.

“Partido guerreiro defende os maconheiros”, era o refrão.

Segundo a presidente estadual do PT, Teresa Leitão, a moção não tem poder deliberativo.

Ela disse ao Blog de Jamildo que não saberia como votar, se não fosse apenas observadora, mas que tenderia a ser a favor.

O assunto liberação da maconha é debatido no Congresso Nacional, a partir de sugestão popular, sob a coordenação do senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

Como estão as obras do Rio São Francisco!

março 20, 2014

Como estão as Obras do PAC na Transposição do Rio São Francisco??

A que nível estão as obras do PAC pra transposição do Rio São Francisco, sem procurar na PIG obviamente, mas em blogs e mídias regionais, lá onde estão construindo tudo??

Estão em fase de construção pela maioria, MAS JÁ EXISTEM VÁRIOS TRECHOS PRONTOS… fiz uma coletânea de imagens REAIS recolhidas pela internet ATÉ AGORA, NO FINAL DE 2013, e decidi postar aqui pra vocês…

NO FIM DAS CONTAS TRATA-SE DE NOSSO DINHEIRO…. E EU QUERO SABER COMO ESTÃO MESMO!!

AÍ ESTÃO as que recolhi em vários sites pela internet… NADA DE GRANDE MÍDIA…

A QUEM INTERESSAR POSSA!!

 

PCdoB vai está com Vignatti, afirma Angela Albino!

março 20, 2014

Deputada Angela Albino descartou ontem qualquer chance de seu partido, o PCdoB, firmar aliança eleitoral com Raimundo Colombo. A esta altura do campeonato, a parlamentar e demais lideranças comunistas estão focadas na eleição proporcional, com a própria Angela vislumbrando a disputa à Câmara Federal para abrir espaços a lideranças ascendentes da legenda. É tradição do PCdoB apostar na renovação de quadros. E o PDT é tido como possível parceiro para a campanha.
Angela Albino confirma que houve conversas com o PSD, inclusive com o presidente nacional, Gilberto Kassab, presente também o governador de SC, mas foram em 2013, em São Paulo. Os contatos não prosperaram com o PSD, tanto que o PCdoB tem tudo para fechar com o PT na chapa majoritária. Ela avalia que pode haver espaço na composição liderada pelos petistas, embora considere pouco provável que seu nome esteja entre os três escolhidos.
A deputada lembra, ainda, que, no ano passado, Colombo procurou o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo (PCdoB). O governador ofereceu ao partidão a Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte, mas o partido optou por não integrar o governo do PSD. Em Florianópolis, a decisão partidária foi a mesma, mas o vereador Ricardo Vieira desrespeitou a orientação comunista e assumiu a presidência da Comcap.
Para não ser demitido pelo prefeito César Souza Júnior (PSD), Vieira exonerou-se, em meio a variadas denúncias de irregularidades. Sua gestão durou apenas cinco meses. Como forma do PCdoB neutralizar parcialmente o desgaste provocado pelo militante indisciplinado, Ricardo Vieira tem tudo para ser expulso da sigla ainda antes do período pré-eleitoral.

PT oferece a vice-governador e a vaga do Senado para fechar aliança com o PP

março 12, 2014

Uma reunião na sede do PT, entre o presidente estadual, Cláudio Vignatti, e o presidente interino do PP, João Pizzolatti, marcou uma nova rodada de conversações entre os dois partidos visando as eleições de outubro.
Primeira decisão tomada:  PT e PP vão se reunir a cada 15 dias para fazer uma avaliação de conjuntura e definir novos encaminhamentos sobre a proposta de coligação.
Durante o carnaval, Cláudio Vignatti participou de um jantar em que as eleições estaduais entraram como pano de fundo do cardápio.  O dirigente petista falou claramente do desejo de um acordo politico com o PP, destacando que dá aos progressistas o mesmo tratamento que vem dedicando ao PMDB.   O PT trabalha com várias hipóteses de candidaturas e alianças.
Naquela reunião, organizada pelo médico Ricardo Baratieri, Vignatti chegou a oferecer ao PP as candidaturas a vice-governador e ao Senado, com o PT lançando o governador.   A mesma hipótese foi reiterada na conversa com Pizzolatti.
O presidente petista tem agendada também uma reunião com o deputado federal Esperidião Amin.
O PT tem posição definida:  vai de candidatura própria ao governo.   Trabalha com três hipóteses:  chapa pura, aliança com o PMDB e coligação com o PP.   Como não abre mão da candidatura ao governo, fica a opção de um entendimento com o PP.
O PP, por sua vez, tem três correntes:  a bancada estadual apoiando Colombo, na expectativa de ter Joares Ponticelli ao senado;  o grupo de Pizolatti inclinado a fechar com o PT;  e o casal Amin mais inclinado a aliar-se ao PSDB.
A pré-convenção do PMDB deve clarear este cenário nebuloso.